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    Eletroeletrônicos


    Setor de eletroeletrônicos segue na liderança na indústria amazonense

    Com crescimento de 5% no resto do país, segmento representa 27% do faturamento do Polo Industrial de Manaus

    Grande parte dos eletroeletrônicos comercializados no Brasil vem do PIM | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Manaus - A produção de eletroeletrônicos no Brasil registrou alta de 5% em 2019, repetindo a mesma performance verificada em 2018, de acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos (Eletros). No Amazonas, o segmento é responsável pela maior parte do faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM), com uma receita de R$19,86 bilhões. Os números são do último mês de setembro registrados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (ZFM). 

    O presidente da Eletros, José Jorge do Nascimento, destacou a importância da ZFM para o setor nacional, uma vez que grande parte dos produtos eletroeletrônicos comercializados no Brasil saem das fábricas instaladas no Amazonas. “Os principais produtos são os aparelhos de TV, ar condicionados, lavadores de louça e micro-ondas”, enumera Nascimento.

    Um dos destaques é a produção de aparelhos de TV. Foram produzidas 12,4 milhões de televisores em 2019 contra 12 milhões em 2018. “Houve um crescimento de 3%, muito significativo considerando que temos como comparativo 2018, que foi um ano de Copa do Mundo”, comemora o presidente.

    Varejo

    Se por um lado o resto do país registrou uma retomada de consumo abaixo das expectativas do setor, que eram de até 10% e só chegaram a 5%, o cenário foi mais positivo para o Amazonas. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), a venda de bens duráveis, onde se encaixam os eletroeletrônicos, cresceu 8% em 2019 no Amazonas.

    “Tivemos boas vendas de eletrodomésticos, linha branca e afins no final do ano”, garante o presidente da CDL, Ralph Assayag. “Se não fosse isso, não conseguiríamos levantar a economia. Também entregamos recordes de arrecadação de ICMS no último trimestre do ano”, completa.

    Para Assayag, o consumidor se sentiu mais seguro para investir em produtos eletroeletrônicos. “Há um número maior de pessoas empregadas, maior tranquilidade ao saber que vão conseguir manter seus empregos e menor índice de inadimplência. Tivemos uma redução de juros bastante significativa também. Isso tudo leva as pessoas a consumirem mais no geral”, explica.

    Expectativas

    Os produtos eletroeletrônicos sempre tiveram destaque na indústria amazonense, representando cerca de 27% do faturamento do PIM. Para 2020, a expectativa nacional é de crescimento de 5 a 10%, de acordo com a Eletros, mas questões como a reforma tributária e a abertura comercial devem ser observadas.

    “No caso da reforma tributária, a ZFM tem suas peculiaridades, seus arcabouços de incentivos, e essa reforma não pode prejudicar as vantagens comparativas do modelo, para que não haja fuga de investimentos e empregos daqui”, explica o presidente da Eletros. 

    Já a abertura comercial pode representar um risco se não tiver uma transição moderada, alerta Nascimento. “Podemos ter a entrada no país de produtos finais com preço mais competitivo do que o fabricado no Brasil. Se o importado é mais barato, as empresas podem avaliar a permanência delas no país, pensando em atender o mercado consumidor nacional com a produção de unidades fabris foram do Brasil”, diz.

    “Os nossos produtos, por serem de consumo, têm uma característica interessante: quando a economia vai bem, eles se destacam, mas quando a economia vai mal, somos os primeiros a sentir. Esperamos que 2020 seja um ano de retomada de crescimento econômico, mas para que isso aconteça, devemos ter o ato do consumo para a economia girar. Consumo maior traz a necessidade de produção maior”, finaliza Nascimento.

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