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    Comércio não essencial


    Lojas de departamento, cafés e restaurantes vão abrir em Manaus

    Governo manteve o planejamento e permitiu a retomada de mais 25 segmentos, duas semanas depois do primeiro ciclo

    Agora com grandes lojas de departamento a expectativa é que o movimento no Centro cresça ainda mais | Foto: Lucas Silva

    Manaus - Após duas semanas do primeiro ciclo de reabertura do comércio e serviços não essenciais em Manaus, o Governo do Amazonas manteve a programação e permitiu a retomada das atividades de mais 25 segmentos. Entre eles, grandes lojas de departamentos, restaurantes, cafés, livrarias e papelarias que, por natureza comercial são grandes chamarizes de movimento de consumidores.

    Pela experiência da primeira semana de retomada do comércio não essencial em Manaus, se viu grande movimentação de consumidores pelas ruas do Centro, Zona Sul, de acordo com lojistas. Nessa segunda semana, a partir desta segunda-feira (15), um novo ciclo de reabertura se inicia e, de acordo com a Câmara de Dirigentes de Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), alcançando 75% da atividade comercial na capital. Proprietários estão em clima de preparação e com altas expectativas.

    Confira os segmentos que estarão de volta no segundo clico de reabertura
    Confira os segmentos que estarão de volta no segundo clico de reabertura | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Dono da hamburgueria Eighty's Burguer, Jean Fabrizio, 46 anos, relata que sofreu com aproximadamente 70% de queda em seu faturamento quando ainda estava vigorando o decreto de paralisação do comércio no estado. “Com as perdas, buscamos nos adaptar ao delivery, mas não foi fácil porque esse modelo nunca foi o nosso forte”, conta.

    Jean confessa que está otimista com a reabertura a partir de segunda-feira (15) e que seu restaurante já estava sendo preparado para a retomada há bastante tempo. “Independentemente da pandemia, a dedetização e a sanitização já eram feitas aqui todo mês, esses protocolos não são novidade. Somos a única hamburgueria da região que tem um programa de alimento seguro, então fazemos um treinamento a cada seis meses com toda a equipe”, diz o empresário.

    Eighty's Burguer sofreu um prejuízo de, aproximadamente, 70% em seu faturamento
    Eighty's Burguer sofreu um prejuízo de, aproximadamente, 70% em seu faturamento | Foto: divulgação

    Para ele, a oportunidade de reabrir significa muito para a recuperação de suas vendas. Jean compreende que o momento exige cautela, não sendo permitidas aglomerações, por exemplo, mas afirma que está fazendo os cálculos para que seu empreendimento não saia no prejuízo. “Tenho amigos que tem estabelecimentos pequenos e que estão vendo que, nesse momento, não valerá a pena abrir, pois podem acabar tendo prejuízos”, declara.

    Hamburgueria diz ser a única da região com um programa de alimento seguro
    Hamburgueria diz ser a única da região com um programa de alimento seguro | Foto: Divulgação

    Segundo o proprietário da Cborges Import, especializada em instrumentos musicais, Edivaldo Nascimento Junior, 51 anos, com a chegada da pandemia, o faturamento de seu negócio realmente caiu. Contudo, ele afirma que, o fato de as pessoas buscarem aprender a tocar novos instrumentos na quarentena ou focar na música somente para se distrair, ajudou a manter a loja funcionando.

    “Ficamos com as vendas online e por telefone. Diversos equipamentos da loja passaram a chamar mais atenção dos consumidores no período de isolamento e isso foi benéfico para nós, uma vez que, no fornecimento para revendedores, nosso faturamento realmente sofreu uma queda”, explica o proprietário.

    Edivaldo está investindo bastante no empreendimento para que consiga recuperar os danos
    Edivaldo está investindo bastante no empreendimento para que consiga recuperar os danos | Foto: Divulgação

    Edivaldo afirma que, nesse momento de reabertura, está investindo bastante no empreendimento para que consiga recuperar os danos financeiros que sua loja acabou tendo durante a paralisação por decreto estadual. Ele relata que os esforços também têm que ser feitos para ajudar os comerciantes.

    “Estou me esforçando, mas seria interessante que recebêssemos uma ajuda. Por exemplo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiar direto ao lojista e usar como base de critério de financiamento o pagamento de impostos, dando respaldo a comprovação do faturamento e trabalho honesto que fazemos”, desabafa Edivaldo.

    Primeira semana

    De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes de Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, na primeira semana de reabertura, somente 45% das lojas retomaram as atividades comerciais na capital e, por isso, o balanço geral ainda se mostrava mediano. Além disso, ele afirma que muitos estavam passeando mais do que efetivamente comprando nas lojas que retomaram.

    Presidente da CDL-Manaus disse que as vendas no primeiro ciclo foram medianas
    Presidente da CDL-Manaus disse que as vendas no primeiro ciclo foram medianas | Foto: Arquivo EM TEMPO

    “As pessoas estavam querendo sair de casa e, por vezes, preferem passear pelo comércio do que comprar. Outro detalhe é que, como os lojistas não podem permitir aglomerações, as filas crescem e as pessoas desistem das compras. Além disso, os bancos também ajudam na confusão em meio a quantidade de pessoas ao redor dos centros comerciais”, avalia o presidente.

    Assayag espera que a curva do novo coronavírus se mantenha em queda, como tem ocorrido nos últimos dias, e que – nas próximas semanas – o comércio passe a movimentar mais a economia. “A partir do dia 15 de junho teremos 75% das lojas abertas e esperamos que, até o fim do mês os casos e óbitos da Covid-19 não aumentem, porque aí teremos 90% das lojas abertas e poderemos apresentar um relatório mais preciso”, assegura.

    A reabertura do comércio

    Depois de anunciar a reabertura do comércio a partir do dia 1º de junho no Estado do Amazonas, o governador Wilson Lima explicou os motivos à CNN, no dia 24 de maio. Ele começou esclarecendo que a suspensão de medidas restritivas dependerá da curva de casos do novo coronavírus, que é monitorada diariamente pelas autoridades de saúde.

    Governador do Amazonas, Wilson Lima, condicionou a reabertura ao comportamento da pandemia em Manaus
    Governador do Amazonas, Wilson Lima, condicionou a reabertura ao comportamento da pandemia em Manaus | Foto: Divulgação

    “Desde a semana passada, nós sentimos uma queda significativa no número de casos de coronavírus aqui no estado do Amazonas, e eu me refiro a óbitos. Estamos acompanhando a quantidade de enterros que têm acontecido aqui na capital, que é um parâmetro mais seguro”, observou o governador.

    De acordo com o governador, o Estado poderá adiar a retomada das atividades se os dados epidemiológicos indicarem um novo aumento de casos. “Se em algum momento a gente decidir reabrir a partir de junho e a gente começar a ter uma volta ou uma subida desses casos, nós não temos nenhum problema em retroagir e voltar com as medidas restritivas”, reforçou.

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