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    Economia


    Veja 5 grandes mudanças que a pandemia trouxe à economia mundial

    Do mercado de trabalho às novas maneiras de consumir, diversas tendências estão surgindo em relação ao futuro pós-coronavírus

    | Foto: Divulgação

    No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde declarou estado de pandemia, por causa do novo coronavírus. Com alto nível de transmissibilidade, os países passaram a assistir ao colapso dos sistemas de saúde. Como resposta, adotaram medidas de isolamento social e, até mesmo, um lockdown.

    O novo sistema imposto pela COVID-19 colocou em discussão a importância da vida diante da economia. Os governantes precisaram desenvolver estratégias para assistir a população e os empreendedores. Pesquisadores fazem previsões e começam a analisar as tendências do mercado financeiro para o futuro.

    Contudo, a pandemia acontece no presente, e muitos impactos já estão sendo sentidos mundialmente. Prever o cenário pós-pandemia não é uma tarefa fácil, mas algumas mudanças de comportamento são a chave para pensar o mercado daqui para frente. Veja cinco mudanças mundiais.

    Recessão

    Falar sobre recessão por causa do novo coronavírus não é especulação: já se tornou um cenário real. Grandes economias, a como dos Estados Unidos, Alemanha e Japão, declaram retrocesso.

    A longa contração da economia mundial preocupa. Há previsão de falências industriais e uma porcentagem alta de desempregados. A crise revelou falhas no sistema econômico atual e acendeu a discussão sobre o papel do Estado. Acordos e esforços internacionais serão necessários para uma retomada.

    Mercado de trabalho

    O mercado de trabalho está passando por uma grande revolução. A destruição de milhares de empregos foi rápida e violenta. A precariedade da economia foi escancarada. Ao mesmo tempo, aqueles que mantiveram seus cargos precisaram se adaptar rapidamente ao sistema remoto.

    Essa ruptura deixará marcas profundas nas relações mercadológicas. Se, antes, muitas organizações eram resistentes ao home office, sistema já consolidado em países desenvolvidos, agora, precisam se adaptar a ele.

    Ao contrário do que se pensava no Brasil, o modelo não prejudica a produtividade. No entanto, se for permanecer após a pandemia, será necessário criar condições favoráveis aos trabalhadores. Afinal, neste momento, há pouca regularização sobre o sistema.

    Políticas de proteção do emprego

    Ainda falando sobre mercado de trabalho, um tópico que está chamando a atenção são as políticas de proteção de emprego. O mundo seguia na contramão, incentivando trabalhadores informais, que recebiam poucos benefícios se comparado ao sistema formal.

    Países como os Estados Unidos e o Brasil acreditavam que essa era uma maneira de diminuir o desemprego. Entretanto, com a crise causada, fica evidente a exposição desses trabalhadores e como eles ficaram desassistidos. A uberização da economia mostrou que tem os seus limites.

    Economia digital

    Com a população isolada dentro de casa, a economia digital se desenvolveu rapidamente. Quem ainda evitava fazer compras pelo computador ou smartphone percebeu que essa seria a única opção, uma vez que as lojas estavam com as portas fechadas.

    A consolidação do digital faz questionar a relevância das lojas físicas em um cenário de reabertura. Por conta da necessidade rápida de atendimento, as empresas também se viram obrigadas a desenvolver e melhorar seus processos on-line. Esse fator ainda era deixado em segundo plano em diversas instituições.

    Este tópico não se refere apenas a maneira de consumir produtos, mas também propõe uma revisão de outras áreas, como a educação. Conteúdos podem ser trabalhados em diferentes formatos, e sistemas híbridos devem se tornar cada vez mais comuns.

    Localização X Globalização

    A localização é uma tendência que vem ganhando espaço entre os millennials e os centennials. Eles representam 27% e 32% da população mundial, respectivamente, ou seja, são maioria. Esses grupos demonstram uma preferência por essa maneira de consumo e estilo de vida.

    A localização seria o contrário da globalização, indo contra a ideia de superprodução e consumo excessivo, valorizando a produção local. Com a tecnologia como aliada, é possível criar uma estratégia de recuperação das economias locais. 

    A pandemia evidenciou os perigos de ter uma superprodução focada em apenas alguns países, como nos casos de respiradores e EPI’s da China. Assim, a globalização também passa a ser questionada. A nova tendência é uma busca por maneiras inovadoras de produzir e consumir, proporcionando maior independência.

    *Com informações da assessoria 

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