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    POLO INDUSTRIAL


    CAS aprova US$ 112 mi em investimentos industriais para Manaus

    Nos três primeiros anos, os investimentos aprovados devem gerar 1.148 empregos no Polo Industrial de Manaus

    Entre os destaques de produção está a da indústria plástica e a de bicicletas | Foto: Arquivo Em Tempo

    Manaus - O Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou durante sua 292ª Reunião Ordinária, realizada nesta quinta-feira (2), 29 projetos industriais, sendo dez de implantação e 19 de atualização, diversificação ou ampliação, que somam investimentos totais de US$ 112 milhões. Eles têm a previsão de gerar 1.148 novos postos de trabalho no Polo Industrial de Manaus (PIM) nos três primeiros anos de operação das novas linhas de produção. 

    Realizada por meio de videoconferência, em razão da emergência de saúde pública ocasionada pelo novo coronavírus (Covid-19), a reunião presidida pelo secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (ME), Carlos da Costa, foi a primeira com a participação do novo superintendente da Suframa, Algacir Polsin, recém-empossado no mês de junho.

    Com o objetivo de dar mais visibilidade à importância do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) para o País, Polsin destacou a necessidade de levantar dados além dos números do PIM. Ele também informou que buscará uma maior atuação com os demais estados da área de abrangência da Autarquia (Acre, Amapá, Rondônia e Roraima) no sentido de “colaborar para integrar e sermos elementos facilitadores de todos os processos”.

    Destaques

    Entre os projetos de implantação aprovados, destaque para as proposições da empresa Duxteno Indústria de Plásticos, visando à produção de bens intermediários de matéria plástica em geral, com investimento de, aproximadamente, US$ 11,7 milhões e expectativa de geração de 198 empregos, e da empresa Specialized Brasil, para produção de bicicletas elétricas, com investimento de US$ 1,5 milhão e expectativa de geração de 21 empregos.

    Nos projetos de diversificação, atualização ou ampliação, destacam-se as iniciativas das empresas Cal-Comp, para produção de máscaras descartáveis, com investimento de cerca de US$ 1 milhão e expectativa de geração de 12 empregos; da empresa Positivo Tecnologia, visando à fabricação de aparelhos para análise de amostras de sangue por meio de radiações ópticas, com investimento total de aproximadamente US$ 1.2 milhões e expectativa de geração de quatro empregos; e Dowertech da Amazônia, para produção de registradores e medidores de energia elétrica, com investimento de, aproximadamente, US$ 30.4 milhões e expectativa de geração de 197 empregos.

    CBA na pauta

    Além dos 29 projetos aprovados, a 292ª Reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS) ficou marcada por um tema que norteou boa parte das falas durante a videoconferência desta quinta-feira (2): Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA).

    O CBA foi destacado por sua importância como forma de diversificar a matriz econômica do Amazonas a partir, sobretudo, de bionegócios. O superintendente da Suframa, Algacir Polsin, afirmou que não medirá esforços para chegar na melhor solução para a instituição. “Já conversei com vários atores e da minha parte vamos fazer de tudo para viabilizar o CBA e dar o retorno que a sociedade merece”, disse.

    De acordo com o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, existe um compromisso firmado entre o ME e a Suframa para, até o final do ano, resolver os principais entraves na gestão do CBA. “A determinação é que o foco do CBA seja em bionegócios. Ele deve ocupar um espaço que hoje está incompleto de conexão entre investidores, entre o ecossistema empreendedor, empresas, startups e o conhecimento para que os bionegócios floresçam na região”, afirmou.

    O secretário também destacou a necessidade de garantir um ambiente de negócios favorável na região amazônica para criar a janela de oportunidade ao CBA como desenvolvedor de negócios. “Já estamos trabalhando no contexto do Conselho da Amazônia, que tem quatro pilares e um deles é o desenvolvimento sustentável da região e que, inclusive, tem como principal bandeira hoje a melhoria do ambiente de negócios da região amazônica”, afirmou. 


    *Com informações da assessoria

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