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    sinal de recuperação


    Indústria do amazonense abre o segundo semestre com otimismo

    Apesar do resultado positivo de maio, empresários do PIM aguardam por maior flexibilização do varejo no Sul e Sudeste

    Cieam afirma que 60% das empresas estão usando mais de 80% das suas capacidades produtivas | Foto: Arquivo Em Tempo

    Manaus – Além da capital amazonense, outros grandes centros consumidores como São Paulo e Rio de Janeiro estão retomando de forma gradativa as suas atividades comerciais. Diante desse cenário, e com 60% das fábricas trabalhando acima de 80% de sua capacidade instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM), representantes do setor já conseguem ver melhoras no desempenho geral para o segundo semestre.

    Depois da retomada com alta em maio, em junho, produção o polo de duas rodas cresceu 427%
    Depois da retomada com alta em maio, em junho, produção o polo de duas rodas cresceu 427% | Foto: Divulgação

    De acordo com o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, a flexibilização do isolamento em vários estados e capitais é o que está propiciando a retomada das atividades industriais. “Hoje temos 60% das empresas trabalhando acima de 80% de sua capacidade instalada. Contudo, dependemos muito do comércio, então temos que acompanhar o nível das vendas para saber mais sobre o ritmo da indústria”, diz.

    Périco afirma que ele e outros representantes do setor estão otimistas para o segundo semestre, mas que talvez não seja possível compensar toda as perdas que ocorreram nos primeiros seis meses do ano. “Ficamos parados por quase um mês e tivemos uma queda na atividade e no faturamento. Entretanto, se tivermos um segundo semestre com todas as empresas trabalhando em sua total capacidade instalada, teremos condições de preservar os empregos e isso é o mais importante”, assegura.

    Junho positivo

    Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, alega que o maior impacto da crise provocada pela Covid-19 ocorreu no mês de abril e se estendeu até o meio do mês de maio, mas, desde então, O o mês junho indicou melhoras significativas, constatando crescimento na produção industrial.

    Presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Antônio Silva
    Presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Antônio Silva | Foto: Divulgação

    “Isso nos faz crer que teremos um segundo trimestre melhor. Porém, só teremos segurança a partir do momento que os estados do Sudeste e do Sul controlarem com mais eficiência a contaminação pandêmica e quando promoverem com maior profundidade a liberação das atividades econômicas, assim fortalecendo a demanda por produtos industriais”, ressalta Silva.

    Mesmo assim, as expectativas também são positivas na visão de Silva. Para ele, os sinais são positivos e o consumo está crescendo com consistência, o que poderá trazer uma recuperação, mesmo que pequena, para a atividade econômica no terceiro trimestre.

    Números ainda insuficientes

    Para o presidente da Associação Nacional da Indústria de Eletroeletrônicos (Eletros), José Jorge do Nascimento Junior, os percentuais de crescimento são bons, mas – em relação ao mesmo período do ano passado – ainda são insuficientes. Segundo ele, o levantamento não representa um dos melhores crescimentos.

    Segundo Jorge Júnior, o levantamento não representa um dos melhores crescimentos
    Segundo Jorge Júnior, o levantamento não representa um dos melhores crescimentos | Foto: Arquivo EM TEMPO

    “Ele pode ser, na verdade, em decorrência de uma demanda reprimida, pois as pessoas estavam presas em casa e agora que podem sair, estão indo às compras. Isso quer dizer que precisamos aguardar os próximos meses para ver se esse consumo irá se manter. Ainda é muito prematuro para afirmar que já estamos observando uma melhora na economia”, salienta Jorge Júnior.

    Em relação à Zona Franca de Manaus (ZFM), ele evidencia que os produtos são de consumo, portanto, se a economia vai bem, as vendas também vão. “Esperamos que o consumo se mantenha interessante, porque aí os insumos produzidos no PIM serão cada vez mais requisitados e comercializados”, finaliza.

    Em maio, a indústria cresceu em 12 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE
    Em maio, a indústria cresceu em 12 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Resultados

    Em maio, a indústria cresceu em 12 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, as taxas foram positivas na comparação com abril, na série com ajuste sazonal.

    Os percentuais mais elevados foram no Paraná (24,1%), em Pernambuco (20,5%) e no Amazonas (17,3%). A alta foi registrada também na região Nordeste (12,7%) e nos estados do Rio Grande do Sul (13,3%), São Paulo (10,6%) e Bahia (7,6%), todos com elevação acima da média nacional (7,0%).

    O polo de duas rodas do PIM, com dados mais atualizados que os do IBGE, depois de marcar crescimento em maio em relação a abril - quando a maioria das fábricas estavam paralisadas -, o segmento voltou a registar alta no volume de produção, desta vez de 427,6%. Com alta de 14,7%, o volume foi também melhor no comparativo com junho do ano passado.

    O único resultado negativo foi em relação ao acumulado do primeiro semestre com redução, de 27% frente ao mesmo período de 2019. Contudo, para o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Marcos Fermanian, esses números mostram que o setor registra uma retomada consistente.

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