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    Zona Franca de Manaus


    Hamilton Mourão afirma que reforma tributária não afetará ZFM

    Afirmação ocorreu durante reunião com representantes da indústria do Amazonas, que apresentaram uma agenda de bioeconomia

    Apesar da garantia, o general disse durante a live que o modelo ZFM precisa de adaptações | Foto: Reprodução

    Manaus - O vice-presidente da República Hamilton Mourão afirmou, nesta segunda-feira (24), que a Zona Franca de Manaus (ZFM) não será afetada pela reforma tributária, que está em discussão no Congresso Nacional. A garantia do vice-presidente da República foi dada a representantes da indústria amazonense, durante reunião virtual em que foi apresentada a ele uma agenda focada na bioeconomia.

    Vice-presidente olhou com bons olhos para o projeto da agenda de bioeconomia da ZFM
    Vice-presidente olhou com bons olhos para o projeto da agenda de bioeconomia da ZFM | Foto: Bruno Batista/VPR

    Apesar da garantia em relação a reforma, Mourão disse aos representantes da indústria amazonense que o modelo ZFM necessita de adaptações fundamentais como, por exemplo, aprimorar as indústrias para que se adaptem a esta quarta fase da Zona Franca. "Precisa sair dessa produção industrial em massa e agregar conhecimento, integrando a indústria com os produtos da floresta”, avaliou o general.

    Mourão viu com bons olhos a agenda focada no desenvolvimento sustentável da Amazônia, apresentada pelos representantes da indústria do Amazonas, que buscam direcionar recursos gerados pela ZFM, para a bioeconomia. Durante reunião virtual, Mourão afirmou que existe a necessidade de integração do modelo as cadeias da biodiversidade.

    No encontro, liderado pelo vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, foi entregue um documento contendo uma proposta sobre o tema, assinado conjuntamente pela Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Associação dos Fabricantes de Motocicletas e Bicicletas (Abraciclo) e Centro da Industria do Estado do Amazonas (Cieam).

    Presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Antônio Silva
    Presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Antônio Silva | Foto: Divulgação

    O documento defende a diversificação produtiva da região e da bioeconomia a partir dos recursos gerados pela ZFM. O argumento se constitui com base na matriz econômica do Amazonas que, por ser industrial, vem garantido a preservação de 95% de sua cobertura natural formada pela floresta amazônica.

    Segundo o presidente da Fieam, Antônio Silva, é inconcebível se pensar em desenvolvimento sustentável no Estado do Amazonas sem a manutenção de uma ZFM fortalecida. “Ela proporciona a geração de mais de 500 mil empregos, responde por 80% da arrecadação do estado e contribui, ainda com 18,7% do PIB brasileiro”, afirmou.

    Para o presidente da Eletros, Jorge Júnior Nascimento, críticas equivocadas vêm sendo feitas ao programa ZFM justamente no momento em que o mundo passa a questionar os direcionamentos da política industrial brasileira. “Ocorre que temos, nas indústrias do PIM, geração de emprego e renda, mão de obra empregada qualificada, parque fabril instalado com alta tecnologia, centenas de milhões de reais em investimentos em P&D e tudo isso em harmonia com a preservação da floresta”, declarou.

    Presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Júnior Nascimento
    Presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Júnior Nascimento | Foto: Divulgação

    A ZFM proporciona a geração de mais de 500 mil empregos, responde por 80% da arrecadação do estado, contribui ainda com 18,7% do PIB brasileiro e foi um modelo elogiado pelo vice-presidente Mourão. Segundo ele, a ZFM teve um papel de integração primordial entre o estado e o Brasil desde sua criação, além de deixar claro que Amazonas conta com um amplo potencial, que precisa ser explorado da melhor maneira.

    “Temos aí uma indústria forte e competitiva e que sabemos que a isenção fiscal sofre uma certa oposição por parte de representantes de outras áreas do país, portanto, nós temos que provar cada vez mais a capacidade dessa indústria ao expandirmos nossas atividades industriais buscando nos integrarmos as cadeias da biodiversidade e da bioeconomia”, salientou Mourão.

    O vice-presidente evidenciou ainda a necessidade de uma trilogia capaz de juntar a academia, ou seja, as universidades, ao Estado e a Indústria, para que o desenvolvimento de pesquisas científicas integre conhecimentos para a indústria amazonense e brasileira. “É preciso um trabalho de integração. Pesquisas que estejam em uma linha capaz de integrar o sistema de produção das empresas, tudo isso dentro da visão da indústria 4.0”, comentou.

    Sobre a proposta

    A proposta foi amplamente discutida com diversos atores da sociedade civil como a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), entidades federativas e representativas do setor público e privados, além de propor uma grande articulação entre o Ministério da Economia, Ministério da Agricultura, Ministério de Ciência e Tecnologia, Embrapa, entre outros órgãos de governo. O documento conta com a chancela de toda bancada parlamentar do Estado.

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