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    Empreendedorismo


    Pequenos negócios amazonenses registram evolução econômica de 93%

    Região Norte lidera a evolução segundo estudo da SumUp e o Amazonas aparece em primeiro lugar na taxa de crescimento

    Maioria dos pequenos negócios continuam funcionando, com empresários otimistas
    Maioria dos pequenos negócios continuam funcionando, com empresários otimistas | Foto: BRUNO CASTRO

    Manaus - Entre os meses abril e julho, englobando o período mais crítico da pandemia, os Estados do Norte lideraram uma evolução econômica ocasionada pelos pequenos negócios, de acordo com pesquisa feita pela SumUp. Dentre esses, o Amazonas está em primeiro lugar com 93% de crescimento. Segundo microempreendedores da região, seus empreendimentos já estão funcionando normalmente e eles afirmam ter percebido aumento na movimentação da clientela no último mês

    A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 24 de julho, com mais de 4 mil microempreendedores, e revelou que 57% dos entrevistados já estão com seus negócios funcionando normalmente, além de estarem mais otimistas em relação ao futuro de seus negócios. Cerca de 69% afirmaram, inclusive, que pretendem fazer novas contratações, como forma de investir em suas pequenas e micro empresas.

    Segundo o proprietário do Mindu Burguer, Victor Gonzales, 28 anos, o movimento realmente aumentou em seu restaurante, principalmente por meio do delivery. “Quando tivemos que fechar, buscamos reinventar nosso serviço por meio do delivery. Os clientes se acostumaram e, agora, além da movimentação no salão, observamos também um crescimento de 60% nos pedidos online”, afirma.

    Victor também acredita que os clientes estão ficando mais confiantes para sair de casa
    Victor também acredita que os clientes estão ficando mais confiantes para sair de casa | Foto: Divulgação

    Victor também acredita que os clientes estão ficando mais confiantes para sair de casa e também para consumir. Segundo ele, a pandemia criou uma demanda reprimida, tanto no sentido econômico, como no sentido social. “As pessoas querem aproveitar mais tempo juntas, então resolvem sair mais e isso nos ajuda”, comenta.

    Dona da loja de lingeries Lines.92, Lêda Gabriele Sena, 20 anos, seu negócio teve uma grande oportunidade de crescimento durante a pandemia. “Comecei a fazer entregas, pois a demanda aumentou bastante. Nesse momento, a movimentação continua grande e vejo que as clientes estão ficando cada vez mais confiantes em comprar os produtos que ofereço”, em comprar os produtos que ofereço”, explica.

    "As clientes estão ficando cada vez mais confiantes em comprar os produtos que ofereço”, afirma Lêda
    "As clientes estão ficando cada vez mais confiantes em comprar os produtos que ofereço”, afirma Lêda | Foto: Divulgação

    Papel estratégico

    Nas últimas três décadas, as micro e pequenas empresas (MPE) vêm desempenhando um papel cada vez mais estratégico na economia brasileira, e hoje já respondem por 30% do valor adicionado ao PIB do país. O apontamento foi feito pelo estudo “Participação das MPE na economia nacional e regional”, elaborado pelo Sebrae e Fundação Getúlio Varga (FGV).

    De acordo com o estudo, a força das MPE é notada principalmente nas atividades de Comércio e Serviços (que juntas respondem por 23% dos 30% do PIB). As características próprias desses segmentos, e o fato de estarem presentes em todos os bairros, de todos municípios brasileiros, possibilitam que as empresas de menor porte sejam competitivas e de importância fundamental no tecido social e na dinâmica econômica do país.

    Maior capacidade de adaptação

    Para a economista Ana Paula Rodrigues, os pequenos negócios têm maior capacidade de adaptação e, em momentos de crise, como a vivenciada atualmente, muitos conseguem se reposicionar e lucrar mais rápido. “Esses microempreendedores buscam por um atendimento personalizado, fazem entregas, se adaptam facilmente ao mundo virtual e as vendas online, e assim são capazes de superar o desespero dos momentos econômicos difíceis”, salienta.   

    Ana Paula também ressalta que, a geração de empregos feita por esses negócios, além da utilização de deliverys e outras novas técnicas de vendas, fazem rodar uma cadeia cheia de outros fornecedores que conseguem fazer girar a economia. Segundo ela, até alguns anos atrás, 99% da economia brasileira era formada por pequenos negócios, então esses empreendimentos sempre apresentaram grande importância.

    Em relação à geração de empregos formais, a importância das MPE é ainda mais significativa. Os pequenos negócios são responsáveis por mais da metade dos empregos formais no país, concentrados principalmente nas atividades de Comércio e de Serviços. As micro e pequenas empresas representavam, em 2017 (ano analisado pelo estudo), 66% dos empregos no Comércio, 48% nos Serviços e 43% na Indústria.

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