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    Recursos emergenciais


    R$ 2 bilhões em linhas de crédito foram contratados durante pandemia

    Dos Estados do Norte, Amazonas figura em penúltimo lugar em contratações, onde 433 operações movimentaram R$ 34,5 milhões

    Os recursos são administrados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e concedidos pelos bancos do Nordeste, da Amazônia e do Brasil
    Os recursos são administrados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e concedidos pelos bancos do Nordeste, da Amazônia e do Brasil | Foto: Agência Brasil

    Até a última semana, mais de R$ 2 bilhões em linhas de crédito contra a covid-19 foram contratados por pequenos comerciantes do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os recursos emergenciais fazem parte dos Fundos Constitucionais de Financiamento (FNO, FNE e FCO) e têm o objetivo de reduzir os impactos econômicos causados pela pandemia. No total, desde abril, foram disponibilizados R$ 6 bilhões pelo Governo Federal para as três regiões. Os recursos são administrados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e concedidos pelos bancos do Nordeste, da Amazônia e do Brasil.

    Os estados nordestinos são os que têm mais recursos disponíveis: R$ 3 bilhões. Eles também foram os que mais captaram até o momento. São R$ 1,69 bilhão concedidos a empresários da região, o que representa 56% do total. No Norte, para onde foram disponibilizados R$ 2 bilhões, os financiamentos somaram R$ 225,7 milhões, enquanto no Centro-Oeste já foram contratados R$ 94,1 milhões de R$ 1 bilhão disponível – sendo que as contratações na região só começaram em meados de junho.

    “A orientação que temos do presidente Bolsonaro é de pulverizar os repasses e fazer chegar os recursos ao maior número de beneficiários e municípios. Dessa forma, a economia é menos impactada e, ao mesmo tempo, reforçamos as empresas para que os empregos sejam mantidos”, ressalta o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

    Bruna Verçosa, proprietária da Doceria Pedaços de Sabor, em Fortaleza (CE), conta que o apoio do financiamento emergencial foi providencial para dar continuidade aos trabalhos. “É muito importante saber que eu não estou sozinha neste momento de pandemia. Consegui pegar um empréstimo com juros de 2,5% ao ano, com a possibilidade de pagar em 24 meses, além de ter a carência de poder começar a pagar só em janeiro de 2021. Foi bem tranquilo contratar acessar os recursos”, disse.

    Capital de giro

    A maior parte dos contratos firmados são para a modalidade ‘Capital de Giro’, que garante até R$ 100 mil por beneficiário. Foram R$ 1,49 bilhão para empreendedores do Nordeste, o que representa 88,1% do valor disponibilizado até o momento. No Norte, os financiamentos somam R$ 205,3 milhões nesta categoria, o equivalente a 93,4% do total cedido pelo FNO Emergencial.

    Já no Centro-Oeste, todo o valor captado foi para atender à finalidade de capital de giro para os pequenos comerciantes. Os recursos podem ser utilizados em despesas de custeio, manutenção e formação de estoque e, ainda, para o pagamento de funcionários e contribuições e despesas diversas com risco de não serem honradas por conta da redução ou paralisação da atividade produtiva.

    Os fundos constitucionais também disponibilizam outra linha voltada a investimentos, que podem chegar até a R$ 200 mil por contratante. No Nordeste, foram contratados R$ 197,2 milhões, enquanto outros R$ 20,3 milhões foram acessados no Norte.

    Crédito no Nordeste

    Por meio do FNE Emergencial, foram realizadas 47,2 mil operações de crédito desde abril deste ano. Na Bahia, onde ocorreu o maior volume de repasse, foram 7.142 captações, com o valor de R$ 319,1 milhões. Os empreendedores do Ceará acessaram R$ 281,1 milhões (10,5 mil contratações) e, em Pernambuco, foram R$ 235,2 milhões em 4.936 acordos.

    Os maranhenses contrataram R$ 142,6 milhões em 2.952 captações. Na Paraíba, foram R$ 136 milhões (2.610 contratos). Na sequência, aparecem Piauí, com 139,5 milhões (5.824 acordos); Rio Grande do Norte, com R$ 127,2 milhões (2.273 contratos); Sergipe, com R$ 90,1 milhões (4.358 operações financeiras); e Alagoas, com R$ 78,2 milhões (2.132 financiamentos).

    Pequenos comércios, cooperativas e trabalhadores autônomos em municípios do norte de Minas Gerais e parte do Espírito Santo, também na área de atuação do FNE, tiveram acesso a R$ 141 milhões em 3.768 contratos.

    Nesta região, as atividades de comércio e serviços captaram R$ 1,47 bilhão do total disponibilizado pela linha emergencial. O setor industrial na região contratou R$ 139,1 milhões, enquanto o segmento de turismo teve acesso a R$ 65,7 milhões. Também foram concedidos R$ 9,1 milhões para a agroindústria.

    Norte realizou mais de 2,8 mil operações

    Os empreendedores dos sete estados do Norte já captaram R$ 225,7 milhões em 2.932 financiamentos realizados pelo FNO Emergencial. Lideram o volume de contratações o Pará, com R$ 74,6 milhões em 986 financiamentos; Rondônia, com 575 operações e R$ 43,7 milhões para investimentos; Tocantins, com 479 contratos e R$ 35,8 milhões em recursos; Amazonas, onde 433 operações movimentaram R$ 34,5 milhões; e Acre, com 317 financiamentos que somaram pouco mais de R$ 26,8 milhões.

    No Amapá, empreendedores contrataram R$ 5,5 milhões em 72 operações crédito. Já em Roraima, os 70 financiamentos formalizados somam investimentos de R$ 4,6 milhões.

    Assim como no Nordeste, o setor de comércio e serviços foi o responsável pela maioria das contratações do FNO Emergencial: R$ 209 milhões. Na sequência, aparecem atividades industriais, com R$ 15,9 milhões contratados; e a agroindústria, com aporte de quase R$ 500 mil.

     Centro-Oeste chega a R$ 94,1 milhões em financiamentos

    Na região Centro-Oeste, onde o crédito passou a ser ofertado pelo Banco do Brasil em meados de junho, a maior parte dos recursos emergenciais foi captada por comerciantes goianos, que atingiram R$ 39,8 milhões em 507 operações. Em Mato Grosso do Sul, foram repassados R$ 22,3 milhões com 280 contratos. Outros 206 financiamentos movimentaram R$ 16,3 milhões no Mato Grosso. Já no Distrito Federal, 188 empreendedores acessaram R$ 15,5 milhões.

    De 94,1 milhões contratados no total, R$ 83,3 milhões foram para o setor de comércio e serviços. O restante, R$ 10,8 milhões, foi destinado à indústria nos quatro estados.

    Com informações da assessoria

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