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    Auxílio Emergencial


    No AM, mais de 1,2 milhões de pessoas vão deixar de receber o auxílio

    Só em Manaus, mais de 636 mil pessoas são beneficiadas com o subsídio

    O AM foi o segundo estado que mais recebeu o benefício na Região Norte | Foto: Lucas Silva

    Manaus – Em dezembro, 38 milhões de brasileiros, em sua maioria pessoas de baixa renda, vão deixar de receber o auxílio emergencial, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Só no Amazonas, mais de 1,2 milhões de pessoas devem ficar sem assistência com o fim desse benefício, segundo a Controladoria Geral da União (CGU), baseada nos cadastros até o mês de junho. O Amazonas é o segundo estado da região Norte que mais recebeu o amparo e diversas famílias serão prejudicas com o fim do programa. 

    A auxiliar de serviços gerais, Maria Gorete dos Santos, conta que ela e o esposo estão desempregados há um ano. Ele recebeu a ajuda do governo desde a primeira parcela disponibilizada, mas, diante da taxa de desemprego e do iminente fim do benefício, não consegue pensar em seu futuro com otimismo. “O auxílio nos ajudou muito. Mas o encerramento vai ser difícil para pessoas que precisam, assim como nós. Não sei o que vamos fazer”, desabafa.

    A Caixa Econômica Federal já pagou R$ 3,4 bilhões do Auxílio Emergencial para os amazonenses. O valor representa cerca de 2,4% dos R$ 140,3 bilhões já pagos aos trabalhadores brasileiros em quatro parcelas do benefício até julho. O Estado foi o segundo que mais recebeu o benefício na Região Norte, ficando atrás apenas do Pará, que concentra R$ 7,5 bilhões (5,3%). Já em termos de região, o Norte recebeu R$ 15,2 bilhões até julho, 10% do total já pago no Brasil.

    A Caixa já pagou R$ 3,4 bilhões do Auxílio Emergencial para os amazonenses até julho
    A Caixa já pagou R$ 3,4 bilhões do Auxílio Emergencial para os amazonenses até julho | Foto: Lucas Silva

    Contensão de gastos

    Segundo o economista Ailson Rezende, o benefício contribui para tirar pessoas da linha da pobreza extrema. Para definir esse limite de pobreza acentuada, existe uma renda de US$ 1,90, que convertidos na moeda nacional, seria praticamente R$10,00. “Com o auxílio emergencial convertido em dólar, a renda diária ficaria em US$ 3,63 por dia, bem acima da linha de pobreza extrema. A preocupação é o fim do auxílio, já que são 65 milhões de brasileiros beneficiados”, explica.

    Com a implantação do auxílio emergencial para ajudar trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), desempregados e autônomos, o Governo Federal efetuou, por meio da Caixa Econômica Federal, cinco parcelas no valor de R$ 600,00 e as outras quatro serão depositadas no valor de R$300,00 até dezembro deste ano.

    Apesar da ajuda para manter essas famílias em melhor situação, o economista alerta que não será fácil driblar a crise. “Vai ser muito difícil administrar a crise, pois afetou o emprego e a renda. O cidadão que vai perder esse benefício, que não tem outra fonte de renda, poderia prestar algum tipo de serviço para limpar casas e terrenos, por exemplo. Porém, as pessoas estão reduzindo o contato por conta da pandemia. O jeito é trabalhar com a redução dos gastos, das despesas de consumo, como o de energia, não deixando aparelhos ligados e tentando economizar água”, direciona Rezende.

    Renda Cidadã

    Ainda sem encontrar um acordo para o Renda Cidadã, projeto capaz de ajudar diversos brasileiros financeiramente após o fim do auxílio emergencial, o presidente Jair Bolsonaro adiou, mais uma vez, a apresentação da proposta e cogita discutir sobre a melhor fonte de financiamento para o novo programa social apenas depois das eleições municipais de novembro. O orçamento de 2021 não tem espaço para novos desembolsos sem que o teto de gastos seja cumprido. 


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