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    Desemprego


    Seis em cada 10 brasileiros temem perder o emprego nos próximos meses

    Percentual é superior à média mundial, de 54%, e deixa o país entre os dez com maior proporção de trabalhadores que temem perder o emprego

    Dentre os 10 países com maior proporção de trabalhadores com este temor, o Brasil ficou na nona posição | Foto: Lucas Silva

    Rio de Janeiro - Seis em cada 10 trabalhadores brasileiros temem perder o emprego nos próximos 12 meses. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Ipsos a pedido do Fórum Econômico Mundial (FEM).

    O levantamento foi realizado com 12 mil trabalhadores em 27 países. Na média, 54% deles manifestaram temer o desemprego.

    Dentre os 10 países com maior proporção de trabalhadores com este temor, o Brasil ficou na nona posição, empatado com a África do Sul.

    A Rússia lidera o ranking com maior proporção de trabalhadores temerosos pelo desemprego (75%), seguida pela Espanha (73%). Já a menor proporção foi observada na Suécia (30%) e Alemanha (26%).

    No ranking, o Brasil (63%) ficou entre os outros dois países da América do Sul que participaram da pesquisa – abaixo do Chile (66%), mas acima da Argentina (60%).

    Considerando o nível de preocupação, o Brasil apresentou a terceira maior proporção de trabalhadores (32%) que se disseram muito preocupados com a ameaça de demissão, ficando atrás somente da Espanha (39%) e da Rússia (33%).

    Nesse contexto, três em cada 10 brasileiros temem muito o desemprego. Na média global, 17% dos entrevistados se disseram muito preocupados.

    A Malásia e a Rússia foram os países com os menores percentuais de trabalhadores que manifestaram total despreocupação com o desemprego - respectivamente 6% e 7%.

    No Brasil, 15% dos trabalhadores disseram não estar preocupados. A maior proporção de trabalhadores despreocupados foi observada na Suécia e Alemanha, ambos com 35%.

    O Fórum Econômico Mundial apontou que a crise provocada pela pandemia da Covid-19 “acelerou as tendências para a automação e o uso de inteligência artificial”, o que pode estar relacionado ao temor pelo desemprego.

    “Os empregos certamente desaparecerão - mas estão surgindo novos que exigem habilidades diferentes”, ponderou a instituição.

    Otimismo com a requalificação

    A pesquisa mostrou que o temor pelo desemprego é superado pela expectativa de requalificação profissional, promovida pelo próprio empregador, para atender às novas demandas do mercado de trabalho. Na média global, 67% dos trabalhadores se disseram otimistas quanto a essa possibilidade.

    No Brasil, 79% dos trabalhadores disseram estar confiantes com a possível requalificação no trabalho.

    Dentre os 27 países, Espanha (86%), Peru (84%) e México (83%) foram os países que apresentaram as maiores proporções de trabalhadores que disseram acreditar na própria capacidade de desenvolver novas habilidades.

    Já Japão (45%), Suécia (46%) e Rússia (48%) foram aqueles com os menores percentuais de trabalhadores que apostam na requalificação profissional.

    O Fórum destacou, no entanto, que Estados Unidos e Alemanha foram aqueles onde o otimismo na aquisição de novas habilidades no trabalho mais superou o medo do desemprego, com uma diferença de 40 pontos percentuais (p.p.) entre cada grupo.

    *Com informações do G1

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