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    Emprego


    Trabalho informal cresce no AM, mas número de desempregados segue alto

    Mesmo com o trabalho informal elevando o nível de ocupação no estado, taxa de desempregados segue alta, segundo o IBGE

    Este aumento acompanha alta taxa de trabalhadores por conta própria (33,3%) e de informalidade no Estado (56,4%)
    Este aumento acompanha alta taxa de trabalhadores por conta própria (33,3%) e de informalidade no Estado (56,4%) | Foto: Divulgação

    Manaus - O nível de ocupação, no Amazonas, cresceu 1,9 pontos percentuais do segundo trimestre (abril, maio e junho) para o terceiro trimestre (julho, agosto e setembro), totalizando 1 milhão e 549 mil pessoas ocupadas no Estado. No entanto, é válido observar que este aumento acompanha alta taxa de trabalhadores por conta própria (33,3%) e de informalidade no Estado (56,4%), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Já a taxa de desocupação (16,6%), no trimestre móvel referente aos meses de julho a setembro de 2020, cresceu 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre de abril a junho de 2020 (16,5%), ou seja, apresentou estabilidade. Contudo, cresceu 2,1 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2020 (14,5%), e 3,3 pontos percentuais frente ao mesmo trimestre móvel do ano anterior (13,3%).

    Em relação às outras unidades da federação, o Amazonas, com a taxa de desocupação de 16,6%, ocupou a 11ª posição dentre as maiores taxas. As três maiores registradas foram nos Estados da Bahia (20,7%), Sergipe (20,3%) e Alagoas (20,0%), e as menores foram as de Santa Catarina (6,6%), Mato Grosso (9,9%) e Paraná (10,2%).

    No terceiro trimestre do ano, a população desocupada no Amazonas (308 mil pessoas) apresentou estabilidade na comparação com o trimestre anterior (291 mil pessoas) e crescimento, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (252 mil pessoas).

    A população ocupada (1 milhão e 549 mil pessoas) apresentou leve crescimento (72 mil pessoas a mais) em relação ao trimestre anterior, e queda no confronto com o mesmo trimestre de 2019 (100 mil pessoas a menos), no Estado.

    O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) subiu 1,9 pontos percentuais frente ao trimestre anterior, atingindo 49,1% no trimestre de julho a setembro de 2020. Ainda assim, menos da metade da população em idade de trabalhar estava ocupada. Na comparação com igual trimestre do ano anterior (55,2%), houve queda de 6,1 p.p.. no nível de ocupação.

    Pessoas Ocupadas por Posição na Ocupação

    No 3º trimestre de 2020, a posição de ocupação classificada como “empregado” apresentou, no Amazonas, o maior número de pessoas ocupadas (837 mil pessoas); cerca de 54,0% do total de pessoas ocupadas (1,549 milhão de pessoas). Sendo que destas, 498 mil pessoas estavam empregadas no setor privado. Cerca de 72 mil pessoas a menos, ocupadas nessa categoria, em relação ao mesmo período do ano anterior (570 mil pessoas).

    Contudo, apesar da queda considerável de ocupações no setor, em relação ao ano anterior, neste trimestre, houve acréscimo de 14 mil pessoas ocupadas no setor privado em relação ao trimestre anterior (484 mil pessoas), no Estado.

    Das pessoas ocupadas no setor privado, 68,3% eram pessoas que trabalhavam com carteira assinada (340 mil pessoas) e 31,7% eram pessoas que trabalhavam sem carteira assinada (158 mil pessoas). Em relação ao trabalhador doméstico, a grande maioria das pessoas trabalham sem carteira assinada: cerca de 92% das 63 mil pessoas ocupadas na função.

    No Amazonas, 276 mil pessoas estavam ocupadas no setor público. Já trabalhando por conta própria, eram 515 mil pessoas (33,2% do total de pessoas ocupadas). Destas pessoas, 483 mil não possuíam CNPJ, ou seja, 94,1% estavam na informalidade. O menor número foi o de pessoas ocupadas como empregadores, que alcançou 34 mil (2,2% do total de pessoas ocupadas).

    A taxa de 33,3% de trabalhadores por conta própria é a terceira maior dentre as Unidades da Federação; menor apenas que as taxas do Amapá (35,8%) e a do Maranhão (34,1%).

    A taxa de informalidade no Amazonas também é uma das mais altas do país, 56,4%. Com esta taxa, o Amazonas fica na terceira posição do ranking das taxas mais altas de informalidade, atrás apenas do Pará (60,9%) e do Maranhão (58,8%).

    *Com informações da assessoria

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