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    Associativismo


    Associação de produtores do Carauari é exemplo de associativismo no AM

    A associação se destaca por trazer desenvolvimento às comunidades da região do Médio Juruá, incluindo parcerias com empresas internacionais

    O Idam tem acompanhado a trajetória da associação desde sua fundação
    O Idam tem acompanhado a trajetória da associação desde sua fundação | Foto: Divulgação/Idam

    Manaus - Com 542 produtores associados e beneficiando ao todo 784 famílias, a Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc) é uma organização de agroextrativistas residentes de 55 comunidades ao longo do médio rio Juruá, no município de Carauari (distante 788 quilômetros de Manaus).

    Hoje, a associação se destaca por conta de seu trabalho para trazer desenvolvimento às comunidades da região do Médio Juruá, que inclui parcerias com empresas internacionais e projetos reconhecidos nacionalmente.

    O Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) tem acompanhado a trajetória da associação desde sua fundação, oferecendo apoio na forma de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), emissão de documentos como o Cartão do Produtor Primário e a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), e elaboração de projetos para acesso ao crédito rural, por meio do Banco da Amazônia e da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam).

    Para o diretor-presidente do Idam, Valdenor Cardoso, a Asproc simboliza o associativismo bem-sucedido no Amazonas.

    “A Asproc nasceu das discussões dos próprios moradores das comunidades. Ao longo dos anos, ela sempre teve a capacidade de se ressignificar, primeiro com sua parceria com a igreja, depois se voltando para o aspecto comercial e empreendedor, mas sempre prestigiando o produtor”, disse Cardoso.

    Segundo o gerente da unidade local do Idam no município, Átrio Chagas de Souza, a Asproc se destaca por sua organização e dedicação no desenvolvimento de acordos comerciais e parcerias com empresas nacionais e internacionais, como a Natura e a Coca-Cola, e também por ter desenvolvido e implementado projetos como o Sanear Amazônia e o Comércio Ribeirinho da Cidadania e Solidário (CRCS).

    O Comércio Ribeirinho é um sistema de comercialização para as comunidades ribeirinhas do rio Juruá, que disponibiliza itens básicos de consumo para venda nos entrepostos comerciais das comunidades e recolhe a produção para a venda na cidade a um preço justo. Conforme Átrio Chagas, os produtos comercializados nos entrepostos comerciais, denominados “cantinas”, incluem farinha, banana, macaxeira, jerimum, milho e melancia, bem como pirarucu e tambaqui manejados pelas próprias comunidades.

    O projeto Sanear, realizado com o apoio do Instituto Chico Mendes, é outro destaque da Asproc, levando infraestrutura e saneamento básico às comunidades da região.

    “Hoje todas as comunidades ligadas à Reserva Extrativista e à Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Médio Juruá têm acesso ao básico, incluindo caixa d’água e poços artesianos, ou tratamento de água do rio. Ou seja, trouxe melhores condições de saúde e moradia”, delineou o técnico do Idam Jorge Carvalho, que integra a equipe da unidade local em Caruari.

    O projeto já foi implementado em outros estados da região Norte, incluindo Pará, Acre e Amapá, com a expectativa de contemplar mais de 3 mil famílias.

    Para o presidente da Asproc, Manuel da Cruz, a participação dos associados em suas assembleias anuais e a transparência da diretoria contribuíram para a evolução da associação. Segundo ele, os associados comparecem às assembleias para pleitear suas necessidades, que a diretoria então busca auxiliar com o apoio de seus parceiros, entre eles o Idam.

    “Consideramos muito importante a parceria do Idam com a Asproc. Neste ano tínhamos uma grande demanda por kits de seringa, que pudemos atender com o auxílio do Idam. Através desta parceria, o Idam tornou possível para nós distribuirmos ferramentas de trabalho aos nossos seringueiros para que pudessem fazer a extração do látex e, com isso, gerar renda às suas famílias”, disse Manuel.

    *Com informações da assessoria do

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