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    Juros


    Taxa Selic em 3,25% pode contribuir para financiamentos no AM

    Saindo de 2% para 3,25%, na previsão para o ano de 2021, a taxa básica de juros é favorável para quem quer realizar o sonho da casa própria

     

    Segundo economistas, com a taxa de juros baixa, o consumo tende a aumentar, oferecendo poder de compra à população
    Segundo economistas, com a taxa de juros baixa, o consumo tende a aumentar, oferecendo poder de compra à população | Foto: EM TEMPO

    Manaus – Apesar de estar decidido, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), que a taxa de juros básica, a Selic, seria de 2% ao ano, o mercado financeiro divulgou, nesta segunda-feira (11), uma nova previsão. Com essa alteração, a taxa de juros pode fechar 2021 com 3,25%, e 4,75% em 2022, segundo a estimativa do boletim da Focus. Economistas analisam que esse percentual trará resultados positivos para os amazonenses que desejam realizar financiamentos.

    Para o assessor de investimento sênior Victor Nunes, mesmo com o aumento na previsão da taxa de juros, de 2% para 3,35%, a mudança não foi tão marcante e não terá maiores efeitos negativos para a população. “A Selic tem um impacto direto no custo do dinheiro como um todo. Caso essa taxa esteja mais alta, o que não é o caso, influencia no custo do financiamento imobiliário, por exemplo”, explica.

    Com a Selic em 2% no ano de 2020 houve um crescimento no setor imobiliário de 24, 5% no primeiro semestre de 2020 no Amazonas, com o faturamento de R$ 426 milhões, de acordo com dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário no Estado do Amazonas (Ademi).

    Como esclarecido por Nunes, com a Selic mais baixa da história no ano passado, foi possível para quem tinha algum poder aquisitivo e possiblidades de financiamentos com os bancos, realizar o sonho do imóvel próprio. Em relação aos empréstimos, o cenário também é positivo.

    “Para recompor o lucro, os bancos acabam emprestando muito mais, com disponibilidade para tentar recompor o que eles perderam, mesmo com os riscos. Dado as previsões de mercado, esse empréstimo vai continuar farto. Caso o amazonense tenha um empréstimo, é uma boa alternativa fazer um refinanciamento com uma taxa mais barata”, esclarece o assessor de investimento.

     

    “Para 2021, vamos ter um ano positivo, dependendo do controle da Covid-19”, analisa o assessor de investimento
    “Para 2021, vamos ter um ano positivo, dependendo do controle da Covid-19”, analisa o assessor de investimento | Foto: Divulgação

    Assim como Nunes, o presidente do Sindicato dos Economistas do Amazonas (Sindecon-AM), Marcus Evangelista, acredita que esse aumento não trará consequências desagradáveis para o estado, porém, há uma ligação direta entre o avanço da economia e a contenção da pandemia.

    “Acredito que esse aumento de 1,25 não irá causar retração no volume de operações que devem ocorrer em 2021. O futuro da nossa economia está diretamente ligado ao freio da pandemia e acredito que isso ocorra com a vacinação em massa. Uma vez contida, a tendência é o reaquecimento da economia não só local, mas a nível nacional”, pondera Evangelista.

    O presidente ainda mostra que o aumento da Selic já estava previsto e o desígnio é conter, principalmente, uma eventual inflação que poderia ocorrer em alguns segmentos. Embora o cenário esteja positivo para adquirir um imóvel financiado, o economista Sostenes Farias alerta os amazonenses a terem cuidado com consórcios e projetos de imóveis, por conta da variação mensal das parcelas, corrigidos pelo Índice Nacional de Custo da Construção Civil (INCC).

    “Essa questão dos juros para os empréstimos precisa ser analisada caso a caso, ou seja, vai depender da finalidade do crédito. Muito cuidado com cheque especial e cartão de crédito. Também é importante estar atento às tarifas bancárias que, muitas vezes, encarecem o empréstimo sem o cliente perceber”, alerta Farias.  

    Já para a alimentação, o economista conta que não terá tanta influência. “Sobre essa taxa para os alimentos, pouco importa, porque sempre vai prevalecer a popularmente chamada Lei da oferta e da procura”, esclarece. 

    Entenda como funciona

    Baseado na inflação, nas contas públicas, na atividade econômica e no cenário externo, o Copom se reúne para estabelecer as diretrizes da taxa básica de juros, Selic, a cada 45 dias. Com oito encontros por ano, porém, em dois dias seguidos. A próxima reunião está marcada para os dias 19 e 20 de janeiro.

     

    Caso a taxa esteja mais baixa, existe um estímulo no consumo e é mais viável fazer financiamentos
    Caso a taxa esteja mais baixa, existe um estímulo no consumo e é mais viável fazer financiamentos | Foto: Ione Moreno

    Ao analisar todos os aspectos mencionados acima, o percentual da Selic é decidido. Quando a taxa está alta, há um enfraquecimento no consumo e, consequentemente, uma queda na inflação. No entanto, em relação aos juros dos bancos, cobrados nos empréstimos, financiamentos e cartões de créditos, ficam mais altos.

    Caso a taxa esteja mais baixa, tudo acontece ao contrário. Existe um estímulo no consumo e é mais viável fazer financiamentos, empréstimos, levando em conta que os juros dos bancos ficam mais baixos. 

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