Fonte: OpenWeather

    Empreendedores


    Caixa libera empréstimos de até R$ 21 mil para MEIs no AM

    Entre R$ 300 e R$ 21 mil, o microempreendedor pode escolher o valor do crédito e contar com taxas de juros de 1,99% e Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) de 3%

     

    Só em 2020, 2.823 empresas deixaram de existir no Amazonas
    Só em 2020, 2.823 empresas deixaram de existir no Amazonas | Foto: Waldinelha Silva

    Manaus – Para ajudar o Microempreendedor Individual (MEI) com os prejuízos da pandemia, a Caixa Econômica Federal está autorizando empréstimos de até R$ 21 mil. Só em 2020, 2.823 empresas deixaram de existir no Amazonas. Em comparação com as 2.426 extinções de 2019, o ano passado teve 16,3% a mais de empresas extintas, segundo dados da Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea). Especialistas explicam o processo para conseguir o empréstimo e aconselham reavaliar os juros antes da solicitação.

    A agência bancária oferece o Microcrédito Produtivo Orientado (MPO) como possiblidade para o MEI solicitar o empréstimo. A ideia é facilitar a burocracia para quem quer investir em um negócio próprio. Entre R$ 300 e R$ 21 mil, o microempreendedor pode escolher o valor do crédito e contar com taxas de juros de 1,99% e Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) de 3%.

    Além de não cobrar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), pode-se parcelar o valor a ser pago entre 4 e 24 vezes, sem tempo de carência.  A garantia de pagamento pode ser feita por meio de aprovação de terceiros ou aval do proprietário, no caso de MEI ou outro tipo de empresa. O processo pode ser dispensado se o solicitante já houver contratado e quitado sem atraso um microcrédito oferecido pela Caixa.

    A microempreendedora Waldinelha Silva ficou interessada nas opções de empréstimo. Com o negócio familiar no ramo de confeitaria e panificação há um ano e meio, ela enfrentou momentos difíceis durante a pandemia, tendo que arcar com as despesas do aluguel e dívidas da empresa.

    Silva conta que tentou driblar a crise com pequenas gentilezas para os clientes. “Ser microempreendedora nessa crise sanitária é, sem dúvidas, cruel. É um desafio, pois tudo aumentou e infelizmente não podemos aumentar nosso preço. Optamos por criar novas técnicas, mimando os compradores e oferecendo várias opções de compra. E jamais desistindo, é claro”, salienta.

     

    Silva conta que tentou driblar a crise com pequenas gentilezas para os clientes
    Silva conta que tentou driblar a crise com pequenas gentilezas para os clientes | Foto: Waldinelha Silva

    De acordo com o analista técnico do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Evanildo Pantoja, o limite de até R$ 21 mil do empréstimo abrange empreendedores formais ou informais com faturamento de até R$ 360 mil por ano. Porém, ele aconselha que o empreendedor reveja todos os pontos antes de entrar no financiamento.

    “O MPO não é uma das linhas de crédito que está entre as menores taxas, pois a sua é de 3,49% ao mês, visto que passa dos 40% ao ano. Temos taxas bem mais atrativas de 3,5 a 8% ao ano. Minha sugestão é que cada empreendedor analise o custo efetivo, ou seja, o valor total que irá pagar quanto quitar o financiamento. É preciso analisar se é ou não viável para o seu empreendimento, ao invés de pensar apenas na felicidade e rapidez que irá receber o crédito”, alerta Pantoja.

    O analista explica que essa linha de crédito pode ser solicitada em uma agência da Caixa ou pelo Whatsapp. Com os critérios de ter recebido orientação negocial ou financeira, o empreendedor precisa ser maior de 18 anos, não possuir restrições em seu nome e ter uma conta na Caixa. O valor limite de 21 mil só é alcançável a partir da segunda operação em diante.

    Segundo o economista Origenes Martins, a Caixa é uma agência que foi pensada pelo governo para ser um banco de desenvolvimento, mas com o tempo, acabou misturando suas funções com as operações de banco comercial. Nesse sentido, ele acredita que essa é uma boa oportunidade para driblar a crise financeira que assola o estado.

    “Quando um MEI está em dificuldade para alavancar ou recuperar sua atividade, um empréstimo desse tipo é bastante interessante. A questão é quando o empréstimo é feito e utilizado para outras funções, como pagamento de dívidas ou consumo não projetado, fazendo com que a capacidade de pagamento fique comprometida. Então, se há uma coerência na atividade da MEI, o empréstimo é perfeito”, considera Martins.

    Leia mais:

    AM registra alta de 44% na abertura de pequenas empresas na pandemia

    Como pequenos empreendedores de Manaus sobreviveram ao ano de 2020

    Plataforma facilita a gestão de microempresas individuais


    Comentários