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    Shoppings de Manaus podem apresentar queda de 20% no faturamento

    Essa queda refere-se ao faturamento de alguns segmentos, porém, no momento, apenas serviços essenciais como farmácias e supermercados estão em funcionamento

     

    Há duas semanas, os serviços de delivery estão suspensos
    Há duas semanas, os serviços de delivery estão suspensos | Foto: Divulgação

    Manaus – Diante do aumento nos casos da Covid-19, as lojas de serviços não essenciais não estão em funcionamento nos shoppings centers de Manaus. Considerando o início da pandemia, em março de 2020, a queda no faturamento dos shoppings presentes na capital amazonense pode chegar a 20% - no balanço geral - em alguns segmentos e em relação ao mesmo período de 2019, segundo informações da Associação dos Lojistas do Amazonas Shopping (Alasc).

    O presidente da Alasc explica que o setor está parado em Manaus, apenas com os serviços essenciais em funcionamento, e espera que o cenário mude com a imunização na cidade e no estado do Amazonas.

    Em um dos shoppings populares de Manaus, por exemplo, o horário de funcionamento de alguns serviços essenciais, como supermercado, farmácia, lotérica é entre as 8h e 18h, de segunda a sábado. Para os atendimentos bancários, das 8h às 15h, de segunda a sexta, com o uso de máscara e sem aglomeração, segundo a assessoria.

    Neste, o atendimento por delivery para as lojas dos segmentos de artigos para bebês, livrarias e papelarias estavam em funcionamento. “O setor voltado aos itens para bebês está funcionando com delivery das 8h às 17h. A livraria Leitura também está atendendo por essa modalidade, das 8h às 17h”, informa.

    Para driblar a crise, desde o início da pandemia, essa unidade tem adotado alternativas com o objetivo de continuar atendendo os clientes com segurança, como o atendimento por drive-thru e delivery, respeitando o decreto.

    Segundo o presidente da Alasc, André Marinho, apesar de não ter dados concretos sobre a queda no faturamento dos shoppings na capital amazonense, ele calcula que pode chegar a quase 20%. “Depende do segmento esse percentual. Quando os shoppings estavam funcionando, itens como colchão, lojas de decoração para casa e eletroeletrônicos tiveram mais saída. Neste momento, o faturamento caiu para zero, praticamente. Só as farmácias e os supermercados estão funcionando”, explica.

    Ele ainda relembra que, logo no início da pandemia, as lojas dos shoppings ficaram três meses fechadas e a operação de cinema ficou fechada entre cinco e seis meses. Com o decreto do lockdown, Marinho conta que há duas semanas os serviços de delivery das lojas estão parados.

    Sem ter saída, o presidente da Alasc afirma que os alugueis dos lojistas não estão sendo cobrados, porém, o condomínio e outros tipos de gastos sim, pois são necessários para o funcionamento dos serviços essenciais e que precisam ser pagos todos os meses.

    Para 2021, os planos ainda são incertos. “A gente está nessa expectativa, porque toda a semana recebemos as diretrizes para seguir ou não com os próximos passos. Reabrir tudo é difícil, mas deve ter o delivery. Com essa incerteza, muitos problemas passam a existir, sendo o principal deles o desemprego. Eu estava otimista, esperando o número de vacinados aumentar, mas não sabemos como serão os próximos dias, ou seja, é uma questão incerta”, desabafa.

    Dados nacionais

    De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o setor de shoppings teve queda de 33,2% no faturamento de 2020, em comparação com 2019, justamente pela proliferação do novo coronavírus e o fechamento das lojas no Brasil, como medida para diminuir os casos.

    Em números totais, o faturamento no ano passado chegou a R$ 128,8 bilhões, enquanto 2019 apresentou R$ 192,8 bilhões. A pior queda foi identificada no mês de abril de 2020, com 89%. De 2020 para 2019, a Abrasce registrou uma queda de 32% no número de visitantes nos 601 shoppings do país, ou seja, 341 milhões no ano passado e 502 milhões em 2019.

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