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    Retomada econômica


    Projeto federal facilitará abertura de novas empresas no Amazonas

    Com o objetivo de gerar mais empregos e mais renda para estado, o Projeto de Redução do Custo Brasil pretende diminuir dificuldades burocráticas e estruturais na região

     

    Mesmo com as adversidades na pandemia, o número de novas em empresas no AM superou o dos últimos cinco anos
    Mesmo com as adversidades na pandemia, o número de novas em empresas no AM superou o dos últimos cinco anos | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Manaus - Com intuito de incentivar a retomada econômica no Amazonas e facilitar a abertura de novas empresas no estado, o secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, do Ministério da Economia (ME), Jorge Luiz de Lima, se reuniu com representantes da indústria, do comércio e de outros segmentos na tarde de segunda-feira (19), no salão de eventos do Serviço Social da Indústria (Sesi), em Manaus, para apresentar o Projeto de Redução do Custo Brasil. 

    A intenção da iniciativa, criada pelo Governo Federal, por meio do ME, é favorecer empresários ao diminuir as dificuldades que esses empreendedores encontram ao tentar abrir seus negócios e mantê-los, ou seja, as problemáticas na produção - como cargas tributárias, burocratização e lentidão para registrar novas empresas, além da falta de estímulo de crédito e dos problemas estruturais. 

    Mesmo com as adversidades em empreender durante a crise financeira ocasionada pela pandemia, o número de novos empreendimentos em março deste ano no Amazonas superou o dos últimos cinco anos. De acordo com o levantamento da Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea), 854 negócios foram registrados no estado, representando um crescimento de 54,7% em relação ao mesmo período em 2020. 

    Ainda assim, o Brasil perde cerca de R$ 1,5 trilhão por ano com o custo Brasil, representando 22% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa expressão corresponde a uma série de dificuldades burocráticas, estruturais e econômicas para uma empresa produzir no país, deixando todo o processo mais caro e dificultoso.

     

    No AM, 854 negócios foram registrados em março, representando um crescimento de 54,7%
    No AM, 854 negócios foram registrados em março, representando um crescimento de 54,7% | Foto: Divulgação

    Nesse contexto, além dos percalços a nível nacional, o Amazonas ainda se encontra em uma posição desafiadora quando o assunto é logística.

    No debate, o secretário Jorge Luiz de Lima não deixou de fora essa peculiaridade da região e frisou ser necessário que o projeto federal estude e reconheça as características produtivas de cada estado brasileiro para que as soluções respeitem as singularidades e sejam bem-sucedidas. 

    “Em termos de movimento econômico e geração de emprego, quem move o país é o micro, pequeno e médio empresário. Sabemos disso, porque a indústria tem um limite. [...] O principal problema que precisamos resolver aqui no Norte do país é o logístico. Um dos resultados é o fato da energia elétrica mais cara do Brasil estar nessa região. Com essa resolução, mais a privatização da Eletrobras, teremos uma redução em torno de 35% ao longo de cinco anos", salientou Lima. 

    Na prática

    De acordo com o secretário, o alinhamento do Governo Federal com o estadual e o municipal será imprescindível para alcançar êxito no propósito de reduzir custos. Pensando nisso, Lima ressaltou a necessidade de dar prioridade ao setor produtivo e desvincular, até onde for possível, a política partidária do processo.

     

    De acordo com o secretário, o alinhamento do Governo Federal com o estadual e o municipal será imprescindível
    De acordo com o secretário, o alinhamento do Governo Federal com o estadual e o municipal será imprescindível | Foto: Vanessa Lemes

    “Precisamos equilibrar o comércio, os serviços e a indústria para crescer [...] É um processo que vai durar por governos, então é necessário pensar nessa política econômica a longo prazo, independente de demais aspectos políticos", destacou.

    Ao saber mais sobre os desafios enfrentados para alavancar a economia no Amazonas, o objetivo do ME é reduzir as dificuldades para tornar o segmento mais competitivo e gerar cada vez mais empregos. Para alcançar o ideal, o secretário citou a criação de startups, o apoio ao empreendedorismo, a reforma tributária e administrativa e o estímulo ao turismo, como algumas das medidas que serão tomadas. 

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, solicitou que Lima recomendasse o modelo do Polo Industrial de Manaus (PIM) para a equipe do ME, em Brasília, e destacou a relevância do Processo Produtivo Básico (PPB).

    “O nosso grande desafio é aumentar essa competitividade, atuando com mais eficiência e flexibilidade nas linhas de produção, obtendo, consequentemente, a almejada redução de custos. O PPB deve ser considerado como um mecanismo indutor do desenvolvimento econômico, adensando a cadeia produtiva e funcionando, como contrapartida, a concessão dos incentivos fiscais e não como obstáculos aos nossos empreendimentos”, pontou Silva.

     

    O presidente solicitou que Lima recomendasse o PIM para a equipe do ME
    O presidente solicitou que Lima recomendasse o PIM para a equipe do ME | Foto: Vanessa Lemes

    Potencial

    Segundo o economista Origenes Martins, o Amazonas possui um grande potencial para explorar diferentes segmentos econômicos, gerando competitividade e renda. Por isso, projetos como esse são tão importantes para o maior desenvolvimento da região.

    "Temos na Amazônia locais adequados para o desenvolvimento de agricultura de baixo custo; podemos pensar também no polo farmacêutico natural, na exploração do nióbio, entre tantos outros. Temos que aproveitar nosso potencial, que é imenso, e dar mais valor ao nosso estado, deixando de lado interesses mal-entendidos”, esclarece.

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