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    Economia


    Mercado prevê crescimento do PIB abaixo de 1% em 2022

    A inflação alta, a crise fiscal e a situação hídrica gera preocupação sobre crescimento no próximo ano.

     

    O consumo das famílias continua estagnado e tem sido reprimido por causa do aumento dos preço
    O consumo das famílias continua estagnado e tem sido reprimido por causa do aumento dos preço | Foto: Divulgação

    A piora do quadro econômico, com aumento da inflação e um risco político elevado, tem feito economistas de instituições financeiras reduzirem as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano e o ano que vem. As informações são do Jornal O Estado de São Paulo.

    Segundo a publicação, após o resultado abaixo do esperado do PIB do segundo trimestre, um grande banco, o Itaú Unibanco reduziu nesta terça-feira sua expectativa de crescimento da atividade em 2021, de 5,7% para 5,3%. Diante do cenário de juros mais elevado, o banco também diminuiu a projeção para 2022, de 1,5% para 0,5%.

    O Itaú avaliou, por meio de seu editorial, que o risco fiscal tem aumentado com a perspectiva de aumento de gastos públicos e, se o materializado, traria efeitos negativos para a economia. O banco observa que o crescimento inesperado dos gastos com precatórios dificulta os planos de conciliar um aumento do Bolsa Família e a manutenção da âncora fiscal no País.

    "A situação hídrica gera pressão adicional sobre a inflação corrente, via aumento das contas de luz, e também sobre a dinâmica de preços do ano que vem, através da inércia resultante de um IPCA mais elevado e do risco de novas medidas que visem à redução do consumo de eletricidade. Adicionalmente, as dúvidas sobre a trajetória das contas públicas, em especial no que diz respeito ao cumprimento do teto de gastos em 2022, resultam em pressão mais duradoura sobre a taxa de câmbio, que deve apreciar um pouco menos do que esperávamos anteriormente", escreve o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, em relatório. 

    Menos chuvas

     A crise hídrica, por sua vez, segue no radar. Com a tendência de continuidade do fenômeno La Niña, a previsão é de menos chuvas no período propício a elas, algo que implica em uso das termelétricas por mais tempo. “Isso impede uma deflação na energia elétrica. Na melhor das hipóteses, os preços vão ficar onde estão”, projeta o economista.




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