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    Economia


    Empreendedorismo: setores que crescem mesmo em tempos de crise

    O momento econômico favorece empreendimentos como oficinas e ateliês de costuras - Foto: Ione Moreno

    A crise financeira certamente abalou diversos setores econômicos no Brasil – mas alguns segmentos foram privilegiados, mesmo que em pequenas proporções. O momento econômico favoreceu empreendimentos como oficinas mecânicas, ateliês de costura e serviços especializados em consertos e reparos de produtos.

    É o caso do empreendedor José Gersanti, dono de uma oficina mecânica no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus. A princípio, a crise o assustou com a possibilidade de ter uma baixa no número de clientes. Neste último ano, porém, ele conta que as pessoas deixaram de trocar os carros e isso aumentou a demanda de serviços de manutenção. "Passamos a consertar mais carros do que antes, as pessoas passaram a cuidar mais da mecânica, já que a troca do carro ficou menos frequente", conta ele.

    Consertos de carros aumentaram com a crise conforme atesta o Sebrae -SP - Foto: reprodução

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    Serviços de costura também passaram a ser mais procurados - Foto: Divulgação

    Costura

    O medo de perder clientes não foi caso exclusivo de Gersanti. A autônoma Ana Paula Pantoja, que comanda um ateliê de costura no Parque Dez de Novembro, zona Centro-Sul, compartilhou do mesmo sentimento. O negócio funciona desde 2013, ano anterior à crise econômica brasileira. Ela conta que notou um crescimento significativo no número de clientes. "Nós tínhamos medo de que perdêssemos clientela com a crise, mas não foi o que aconteceu, graças a Deus", disse.

    Fala economista

    O economista Ailson Rezende explica que a tendência é natural em meio a momentos difíceis de economia. "Em épocas de boa economia, o cidadão consegue adquirir bens novos, as condições são favoráveis para isso. Com a crise, as pessoas tendem a ficar com os bens por mais tempo, e aí gastam com a manutenção desses bens", disse ele. Rezende também afirma que empreendimentos como clínicas de estética e consertos de sapato também estão no segmento de negócios emergentes.

    Famílias endividadas

    A tendência de prolongar a vida útil de bens ainda pode continuar por um bom tempo. De acordo com um estudo realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), 43% da renda das famílias de Manaus estão comprometidas com dívidas. No ranking do número de famílias endividadas, a capital amazonense encontra-se em 4o lugar entre as capitais do Norte. Ao todo, são 364.498 famílias manauenses estão em dívida neste momento.

    Roger Lima
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