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    Crônica


    Eu só liguei para dizer que te amo

    Enquanto ia para o trabalho, escutei a música tema do filme "A dama de vermelho no Brasil": I just called to say I love you

    Eu já estava a todo vapor quando recebo o bom dia da menininha ruiva
    Eu já estava a todo vapor quando recebo o bom dia da menininha ruiva | Foto: Divulgação

    Eu já havia escrito o artigo dessa semana, escrevi no último domingo, dia (14). Todavia hoje (16), enquanto ia para o trabalho parei ao lado de um carro que estava com a janela do passageiro aberta e tocava a música tema do filme "The woman in red", a dama de vermelho no Brasil.

    I just called to say I love you 

    I just called to say how much I care

    I just called to say I love you

    And I mean it from the bottom of my heart

    De verdade achei que jazia em meu peito a garotinha ruiva , mas quem sou pra afirmar tal coisa?

    Em um dos 63 dias em que estivemos juntos, mais precisamente no solstício de verão, como de costume, cheguei cedo ao trabalho e já estava a todo vapor, quando recebi a mensagem diária, o bom dia da menininha ruiva.

    Apesar do meu coração sempre ter sido bem vagabundo, nesse período ele estava calmo, sereno, envolvido, satisfeito com o que vivia.

    A etimologia do meu nome diz que sou o homem FORTE de Deus, sua fortaleza, mas sentia-me pequeno e fraco perto dela. Ela era (é) mais nova que eu, mas eu era e provavelmente ainda sou, muito mais imaturo que ela. Estar com ela me deixava feliz e seguro, maduro não.

    Empolguei-me com a mensagem, peguei o telefone e liguei pra ela. Nada, não atendeu. Lembrei-me então que ela havia dito que teria uma reunião cedo, consolei-me. Voltei a minha rotina, uns 10 minutos depois toca o telefone e era ela. Queria saber se eu havia ligado.

     Sou uma pessoa prática. Essa praticidade, muitas vezes faz-me parecer grosso. mas vamos avaliar a situação, somos duas pessoas próximas, em um sentido bem amplo da palavra, nos falamos todos os dias, o nome que apareceu no visor do telefone dela era o meu, então, logicamente que seria eu. Fiz esse questionamento a ela, veja bem não fiz e nem faço isso por mal. É algo inerente a mim estabelecer nos discursos, a logicidade das coisas cotidianas.

    Mas como estávamos apaixonados ela deu um suspiro e disse que fazia sentido o que eu dizia. Logo em seguida perguntou o que eu queria.

    Então comecei a cantar:

    I just called to say I love you 

    I just called to say how much I care

    I just called to say I love you

    And I mean it from the bottom of my heart

    Pude sentir ao final do primeiro verso o sorriso se abrindo em seu rosto, ela tirando o cabelo do rosto. Sempre que ficava nervosa ou encabulada fazia isso. O resto dos versos ela permaneceu calada, somente escutou e olha que cantei duas vezes essa estrofe, até porque só sabia essa.

    Como não falava nada perguntei se ela havia gostado e com alguma dificuldade respondeu que sim. Disse que foi algo inesperado e surpreendente, que eu a fiz sentir-se especial e que estava em êxtase, não exatamente nesses termos, mas foi isso que quis dizer. 

    Confirmei que sou surpreendente e inesperado e disse que a ideia era essa mesmo, fazê-la especial e então disse que a deixaria trabalhar porque o chefe dela era bem carrasco (babaca). Os babacas, digo carrascos, não entendem os apaixonados.

    O resto do dia foi tranquilo e com aquela sensação de paz, alegria e felicidade incontida. À noite, fui buscá-la na faculdade e fomos dar uma voltinha na Ponta Negra, tomar um sorvete e curtir um ao outro.

    Como diria o poeta Parintinense: "Tempo bom que não volta nunca mais!"

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    Quem haveria de dizer que eu tocaria com o Nunes Filho?

    Porque todo homem tem uma garotinha ruiva em sua vida

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