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    Estimulante


    Conheça os efeitos do jambu durante o sexo

    Planta muito comum na região norte do país e utilizado na gastronomia regional, o jambu já pode ser encontrado nas fórmulas de produtos eróticos

    O jambu, também conhecido como agrião do Pará, é uma planta muito comum na região Norte do Brasil | Foto: Reprodução

    MANAUS - A flora da Floresta Amazônica é extremamente rica e bela na sua flora. Várias plantas são utilizadas pelo ser humano na fabricação de móveis e casas, na alimentação, na fabricação de cosméticos, medicamentos e até mesmo nos produtos eróticos.

    O jambu, também conhecido como agrião do Pará, é uma planta muito comum na região Norte do Brasil e que é bastante utilizada na culinária em saladas, molhos e para fazer o tacacá, por exemplo, que é um prato típico do Pará. A planta está sendo utilizada agora também para outro fim: o prazer sexual.

      O efeito sensorial analgésico e anestésico provocado pelo consumo do jambu está sendo explorado pelo mercado erótico. Segundo a sexóloga Neyla Siqueira os produtos com jambu quando entra em contato com a mucosa e a língua, sente-se um efeito parecido com formigamento ou dormência. Esse efeito sensorial se espalha pela boca e pode ser maior ou menor dependendo da concentração da planta no produto.  

    “Assim como a gente tem a sensação de dormência e formigamento na boca ao tomar tacacá com jambu por exemplo, ou pato no tucupi que também usa jambu, ela também gera essa mesma sensação nas outras mucosas do corpo. Então a indústria pensou: 'por que não utilizá-la com o intuito sexual? E foi assim que surgiram os vibradores líquidos", destaca.

    A versão líquida do vibrador é uma espécie de gel ou spray que pode ser aplicado com os dedos ou diretamente sobre a vulva, clitóris, pênis ou ânus. Diferentemente de géis convencionais, ele aquece a pele, estimula a circulação sanguínea e libera um formigamento semelhante a uma vibração. 

    Para Siqueira, o vibrador líquido além de “regionalizar” o sexo, serve como uma forma de sair da monotonia, quebrando a rotina. “O uso desse produto ou qualquer outro, que aumente o repertório sexual, do casal, do ‘trisal’ ou qualquer outro tipo de relacionamento, é sempre muito bem-vindo, desde que ambas as partes gostem e queiram experimentar e que principalmente se sintam à vontade, tendo prazer com isso”.

     Jambu não pode ser utilizado de forma natural

      A sabedoria popular no Pará, no Amazonas, parece já saber do uso do jambu como agente causador de dormência há alguns anos. Há um século, algumas parteiras no estado já usavam um unguento (espécie de pomada natural) da erva como espécie de anestésico e lubrificante natural, durante os partos.  

    Raimunda Fonseca, 37, residente em Manaus, mas natural de Santarém, município a 3649 quilômetros de Belém, conta que já viu sua avó utilizar uma mistura com jambu feita por ela mesma, antes de ajudar em um parto. ”Eu lembro de vê-la utilizando jambu na mistura que ela fazia. Antigamente usávamos muitas plantas para vários fins. Ainda utilizamos, mas esse conhecimento aos poucos está se perdendo”.

    Mesmo que o unguento da erva não seja algo seguro por não passar por uma perícia técnica, a sexóloga Neyla Siqueira explica que o jambu tem que ser utilizado com cautela. “Eu acho que importante destacar que o jambu não deve ser utilizado de qualquer jeito, inventar de fazer chá e garrafada, usar a planta lá no lugar. Pelo amor de Deus, não faça isso. O produto sexual com jambu não existe só para enriquecer sex shop. Ele existe para trazer segurança, tem a maior proteção possível para não causar alergias e outros tipos de coisas

    Médico não recomenda

    Ao longo da história os seres humanos sempre registraram seus conhecimentos, passando de geração em geração, sendo de forma escrita ou não. Quando escrita é comum identificar esse conhecimento como literatura médica.

    Segundo o médico ginecologista Thiago Gester, não existe na literatura médica algo que comprove cientificamente sobre a utilização do jambu no ato sexual. “O que faz bem para um pode fazer mal para outro. A pessoa pode ter uma alergia, a vagina pode ficar bem inchada, a pessoa pode ter uma dermatite de contato. Então eu não aconselho por não existir referências bibliográficas que comprovem isso”.

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