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    Copa do Mundo 2018


    ‘Os brasileiros já pensavam que iriam ganhar a Copa do Mundo’

    Em noite inspirada diante do ataque brasileiro, Courtois alfinetou jogadores da seleção brasileiro após o apito final

    Courtois foi apontado por Tite como um dos melhores do jogo // De Bruyne foi eleito o melhor da partida
    Courtois foi apontado por Tite como um dos melhores do jogo // De Bruyne foi eleito o melhor da partida | Foto: Luis Acosta/AFP

    Kazan (Rússia) – A trajetória da seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia chegou ao fim nesta sexta-feira. A equipe de Tite sofreu dois gols da Bélgica no primeiro tempo, até diminuiu o placar na etapa final, com Renato Augusto, mas parou em Courtois, que fez grandes defesas e decretou a classificação belga.

    Com tamanha atuação, o goleiro se sentiu confortável para alfinetar a postura dos jogadores brasileiros. “Os brasileiros já pensavam que iriam ganhar a Copa do Mundo. E lá está, nós vencemos eles”, disse o arqueiro do Chelsea.

    Courtois ainda destacou o desempenho tático do time de Roberto Martínez e analisou a defesa no chute de Neymar, aos 48 minutos do segundo tempo. “Senti que nosso esquema tático iria funcionar. Acredito que fui bem nas defesas, e é uma pena o gol sofrido, ainda restavam 20 minutos de jogo. Sobre minha última defesa, no chute de Neymar, eu disse para mim mesmo: ‘Ulalá'”, brincou.

    Eleito melhor jogador da partida, o meio-campista Kevin De Bruyne teve participação importante na classificação belga
    Eleito melhor jogador da partida, o meio-campista Kevin De Bruyne teve participação importante na classificação belga | Foto: RODRIGO VILLALBA

    O goleiro ainda relembrou as duas últimas eliminações da seleção belga, que colocaram em dúvida o protagonismo da talentosa geração no cenário das principais competições de futebol do planeta.

    Na Copa de 2014, a Bélgica caiu para a Argentina nas quartas de final, com um gol de Higuaín logo no começo da partida. Enquanto na Eurocopa de 2016 voltou a ficar pelo caminho na mesma fase, quando perdeu para o País de Gales.

    “Quatro anos atrás, perdemos com um gol muito cedo contra a Argentina, que defendeu muito bem, e há dois anos deveríamos ter ganho (do País de Gales). Aprendemos que o melhor sempre ganha. Hoje, jogamos com uma ideia tática muito definida”, finalizou o goleiro.

     Disciplina tática

    Eleito melhor jogador da partida, o meio-campista Kevin De Bruyne teve participação importante na classificação belga, uma vez que marcou o segundo gol de seu país na vitória por 2 a 1.

    Após a partida, em entrevista coletiva, o jogador do Manchester City valorizou a atuação tática da equipe e revelou que sentiu o adversário perdido com as mudanças do técnico da Bélgica, Roberto Martínez.

    “Penso que fomos bem taticamente. Romelu (Lukaku) e Eden (Hazard) mudaram posições, tentaram criar muitas oportunidades. Acredito que jogamos muito bem no primeiro tempo, criamos oportunidades, e eles não sabiam o que fazer.

    Eles mudaram no segundo tempo, foram melhores, mas conseguimos criar chances. Após o 2 a 1, fizemos de tudo para vencer. Foi um teste para nossa personalidade”, disse o atleta.

    Em relação ao time que ganhou de virada do Japão, Martínez fez duas substituições. Na ala esquerda, tirou Carrasco e colocou Chadli. Já no meio-campo, tirou Mertens e colocou Fellaini, visando reforçar a marcação no setor. Com isso, De Bruyne atuou mais adiantado.

    “Tenho que fazer o possível para vencer o jogo, não importa onde. Tento contribuir de todas as maneiras possíveis. Faço meu papel. Tenho que deixar os jogadores relaxados. Podemos jogar bom futebol. Às vezes, ainda somos muito rápidos, mas tento cadenciar o time. Serei o primeiro a lutar até o fim. Espero que meus colegas possam ver minha reação, que deixo tudo no campo”, declarou De Bruyne.

     Copa do Mundo da Rússia terá final inédita em Moscou

     A Copa do Mundo de 2018, na Rússia, continua fazendo história. O Mundial, que teve a primeira participação de Islândia e Panamá, a Alemanha eliminada na primeira fase de modo inédito e a Rússia eliminando a favorita Espanha nas oitavas de final, terá uma final inédita na história das Copas.

    Com a derrota do Brasil para a Bélgica, todos os cenários possíveis para a final, em Moscou, nunca aconteceram nas 20 edições anteriores da Copa do Mundo. Além disso, há grande chance de uma seleção chegar à final pela primeira vez.

    A queda do Brasil representou o fim da única possibilidade de reedição de uma final anterior. Isso porque se o time de Tite chegasse à final junto com a Suécia, as equipes poderiam reeditar a final de 1958, quando a seleção brasileira goleou por 5 a 2 e conquistou o seu primeiro título. Outras eliminações, como Alemanha e Argentina, também diminuíram as possibilidades, assim como a não classificação de Itália, presente em seis finais, e Holanda, presente em três.

    A possibilidade de a final ter um participante inédito também é grande. De um lado da chave, a Bélgica é a única seleção que nunca chegou a uma decisão de Copa do Mundo, uma vez que a França, adversária dos Diabos Vermelhos na semifinal, inclusive já levantou a taça.

    Do outro lado da chave, no entanto, apenas a Suécia, em 1958, e a Inglaterra, em 1966, quando foi campeã, já disputaram uma final de Mundial. Rússia e Croácia nunca chegaram a uma decisão.

     Só europeus

    Na última sexta-feira (6), os dois sul-americanos que ainda disputavam a Copa do Mundo da Rússia foram eliminados nas quartas de final. Enquanto o Brasil perdeu por 2 a 1 para Bélgica, o Uruguai foi derrotado por 2 a 0 para a França. Com isso, apenas seleções europeias seguem na competição e tem chances de levantar o troféu mais almejado do mundo.

    Nas oitavas da Rússia, dois sul-americanos (Colômbia e Argentina), um asiático (Japão), um norte-americano (México) e quatro europeus (Dinamarca, Espanha, Portugal e Suíça) ficaram pelo caminho.

    Esta será a quarta vez consecutiva que o título ficará na Europa. Em 2006, a Itália se sagrou campeã, em 2010 a Espanha e na última edição, em 2014, a Alemanha levou o caneco.

    Em número de títulos, o continente europeu chegará a 12ª conquista contando com a atual edição. Já a América do Sul ficará estagnada com nove Copas. As outras confederações nunca conseguiram chegar ao lugar mais alto do pódio.



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