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    Entrevista Especial


    Novo secretário dos esportes no AM garante grandes eventos no Estado

    Caio André Oliveira é o novo secretário de Juventude, Esporte e Lazer do AM. Em entrevista especial ao EM TEMPO, ele fala sobre o planejamento para a pasta nos próximos anos

    Caio André Oliveira é o secretário de Juventude, Esporte e Lazer do AM
    Caio André Oliveira é o secretário de Juventude, Esporte e Lazer do AM | Foto: Mauro Neto

    Manaus Caio André Oliveira foi o escolhido pelo governador Wilson Lima para o cargo de secretário de Juventude, Esporte e Lazer. Graduado em direito, ele tem a missão de dar todo o suporte necessário para o esporte amador no Amazonas, encontrar uma solução para a utilização da Arena da Amazônia Vivaldo Lima e recolocar o Estado na rota dos grandes eventos. Ao PÓDIO, ele contou um pouco de sua trajetória e revelou diretrizes do trabalho que vai desenvolver à frente da Sejel.

    PÓDIO – Como o senhor recebeu o convite para comandar a Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer?

    Caio André – Nossa atuação nos meios esportivos são contínuas desde o ensino médio. Fui atleta, fui dirigente e fui gestor. São mais de 20 anos vivenciando o dia a dia do mundo esportivo, principalmente em Manaus, que é uma cidade-Estado. Então, devido ao nosso conhecimento teórico, nossa experiência de vida e nossa proximidade dos jovens e dirigentes, o governador nos deu essa oportunidade para desenvolver um trabalho inovador e diferente do que já foi feito anteriormente na pasta.

    Caio André Oliveira é o secretário de Juventude, Esporte e Lazer do AM
    Caio André Oliveira é o secretário de Juventude, Esporte e Lazer do AM | Foto: Mauro Neto

    PÓDIO – No último governo, vimos a Arena da Amazônia ser utilizada pouquíssimas vezes. Manaus deixou de receber grandes jogos e sediou apenas a Libertadores da América Feminina, que acabou marcada pelo público muito tímido. Como gerar renda com o principal estádio do Estado? Privatizar está em pauta?

    CA – Não podemos simplesmente impor a Arena da Amazônia, fora do Amazonas, como opção principal. Outros Estados também lutam para manter suas arenas como nós, e geograficamente eles têm uma vantagem, pois estão mais perto dos principais centros do país, logo, a logística para os eventos lá, são mais baratas do que a nossa. Realmente a arena foi subutilizada no ultimo governo, talvez pelas dificuldades econômicas que o Brasil enfrentou. O fato é que a arena é uma das nossas prioridades e vamos buscar utilizá-la de maneira responsável, sem prejudicar o campo, mas garantindo recursos que ajudem na manutenção. É difícil, mas vamos conseguir. Já temos algumas coisas engatilhadas e com o aval do governador iremos fechar boas parcerias.

    PÓDIO – Qual sua ligação com a Juventude, Esporte e Lazer?

    CA – Como disse anteriormente, minha vida é atrelada às atividades esportivas, de lazer.  Fui diretor de grêmio estudantil, fui atleta, fui fundador de uma entidade esportivas, fui conselheiro municipal de esportes, fui assessor jurídico das secretarias de esportes e ajudei a fundar alguns clubes em Manaus, como a Atlética Ciec e o Manaus Esporte Clube, por exemplo. Acredito que a ligação seja boa e a experiência também para conseguirmos contribuir significativamente com a sociedade Amazonense por meio da Sejel.

    PÓDIO – Em ano de Copa América no Brasil, pensa em alguma estratégia para atrair seleções para a cidade?

    CA – Sim, estratégias sempre são desenvolvidas. A diferença é a prioridade que governador Wilson Lima está dando ao esporte. Temos aí uma força a mais para trazermos grandes eventos. Isso vai acontecer com certeza, mas agora, com menos de 15 dias de governo, não podemos revelar essas estratégias e nem nossos focos principais.  Apenas posso garantir que o Amazonas terá grandes eventos nas nossas duas arenas e no centro de convenções Vasco Vasques.

    PÓDIO – Mais um ano acabou e a piscina da Vila não foi instalada. Existe um prazo para a inauguração do novo parque aquático?

    CA – Sim, reconhecemos essa demanda como prioritária. Não vamos, nesse momento, apontar os erros e os errados, mas trabalhar para resolver o problema. O governador Wilson Lima sabe do problema que foi deixado para nós e determinou que resolvêssemos. Pretendemos entregar a piscina no primeiro trimestre, mas precisamos enfatizar que esse é um trabalho que terá de ser retomado praticamente do zero. Não foi concluído antes, mas nós vamos concluir e entregar. O parque aquático da Vila Olímpica vai funcionar em brevíssimo tempo.

    PÓDIO – Quais os projetos para os esportes amadores e comunitários?

    CA – Nossos recursos, enquanto secretaria de Estado, são limitados para as necessidades do Amazonas.  É preciso entender que o Amazonas não é apenas Manaus, que é uma cidade rica. O Amazonas é mais do que isso e os municípios do interior são praticamente órfãos das ações da Sejel lá. Quando necessitam de apoio aqui, damos na medida do possível, mas queremos ser mais efetivos lá. Nosso principal projeto é olhar com mais carinho para o interior e dar mais brilho às nossas ações em Manaus, claro, com a ajuda das comunidades. Quanto mais organizadas estiverem, melhor para ajudarmos. Quanto aos esportes amadores, nosso principal projeto é capacitar os gestores das chamadas modalidades amadoras, que são todas, para que consigam aproveitar todos os programas do Governo Federal e assim captar recursos para suas atividades. Isso já ocorre com algumas, logo, é possível para todas.

    PÓDIO – O Amazonas é conhecido como um celeiro de grandes lutadores. Contudo, o Estado parou de receber grandes eventos. Planeja trazer algum?

    CA – Sim, somos um grande celeiro e, de fato, o Amazonas recebeu bons eventos de lutas. Mas precisamos entender e enfatizar que eles não são de responsabilidade do governo do Estado, mas sim da iniciativa privada. O governo do Estado, por meio da Sejel, apoia, com espaço, com profissionais, com hospedagens e outras coisas. E no que for possível, se buscarem nosso apoio, apoiaremos.

    PÓDIO – No Pará, o novo governador anunciou que vai investir R$ 4,2 milhões no Campeonato Paraense, como cota de patrocínios para os clubes. Quais os projetos para o futebol local?

    CA – O futebol profissional é da Fifa e no Brasil é da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Quem tem dinheiro para investir e subsidiar faz, como é feito no Pará e em outros Estados. Temos que ter em mente que a Sejel é para todas as modalidades esportivas, que são mais de 60, e não apenas para o futebol profissional. Todas as outras são amadoras, o futebol é profissional. Essa diferença já deveria responder muitas questões. O governo do Amazonas vai sim apoiar o futebol profissional, o futebol amador, mas com zelo, porque queremos um resultado permanente e não efêmero. Para isso já temos alguns projetos em construção e iremos colocar em prática, mas como apoiadores.  

    PÓDIO – O que planeja fazer de diferente das últimas gestões?

    CA – Planejar. Respeitar o planejamento. Ouvir todos, construir um plano de ações e segui-lo sem confetes, mas com muito trabalho. Os resultados não virão da noite para o dia, por isso é preciso muito compromisso e responsabilidade. Temos que acabar com a cultura do “pires nas mãos” das modalidades. Vamos construir o conhecimento e as práticas que libertarão as modalidades. O dinheiro está disponível no Governo Federal, precisamos ensinar os gestores a como buscar esse dinheiro. Quem quiser aprender, estaremos aqui para ensinar.

    PÓDIO – Faltando três anos para os Jogos Olímpicos de Tóquio, não há atletas de alto rendimento no Amazonas se destacando. O que fazer para mudar esse cenário e, quem sabe, emplacar um amazonense na competição?

    CA – Um ciclo olímpico de atletas é pensado com pelo menos 10 anos de antecedência, isso é a ciência que aponta. O Centro de Alto Rendimento da Região Norte já poderia estar colhendo muitos frutos com os esportes olímpicos, mas os trabalhos foram sempre interrompidos, descontinuados, por diversos motivos. Então, em três anos, não podemos fazer projeções milagrosas. O que podemos é conscientizar a todos que bons resultados não são achados, mas construídos. Poucos sabem, mas a equipe que treinou atletismo no Amazonas só colheu resultados 10 anos depois. A Maurren Maggi treinou em Manaus, mas somente 10 anos depois, com trabalho continuado, conseguiu o ouro olímpico. Então não é sorte, é trabalho, planejado e executado. O pensamento do governador é esse: fazer trabalhos que rendam resultados permanentes para que consigamos mudar esse quadro fosco que está o nosso esporte. Estamos abertos para todas as ideias e contamos com a ajuda de todos para fazermos diferente do que vem sendo feito na última década. No governo Wilson Lima, vamos avançar nas modalidades olímpicas, mas com sabedoria. Refazer o que deu certo e deixar de lado aquilo que nos enfraqueceu.

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