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    Copa América


    Seleção Brasileira busca taça no palco sagrado do Maracanã

    Diante do Peru, no Maracanã, seleção brasileira tenta conquistar sua nona Copa América na história

    Se Brasil for campeão, Dani Alves será o responsável por levantar a taça // Velho conhecido do público brasileiro, Guerrero é a principal referência do time peruano
    Se Brasil for campeão, Dani Alves será o responsável por levantar a taça // Velho conhecido do público brasileiro, Guerrero é a principal referência do time peruano | Foto: Lucas Figueiredo/CBF

    São Paulo (SP) – Chega ao final neste domingo (7), a edição de número 46 da Copa América. O título do torneio será disputado entre as seleções de Brasil e Peru, a partir das 16h (horário de Manaus), no Maracanã. Em caso de empate, prorrogação de 30 minutos e decisão por pênaltis são os recursos oferecidos pelo regulamento do torneio para indicar quem leva a taça.

    A Copa América teve 12 times participantes. Além das dez seleções sul-americanas, que normalmente são as integrantes da competição, foram convidadas as seleções de Japão e Catar, que não passaram da primeira fase. Essa é a sexta edição do torneio sediada pelo Brasil, que terminou como vencedor nas cinco vezes anteriores que recebeu o certame.

    Brasileiros e peruanos foram companheiros no grupo A na fase de classificação e tiveram um encontro na jornada de número três do estágio inicial. A equipe canarinho goleou por 5 a 0 na Arena Corinthians, em São Paulo. 

    Boas lembranças

    O encontro com os peruanos foi a melhor exibição da seleção brasileira na Copa América. No duelo, o time conseguiu mostrar efetividade na hora da criação e conclusão das oportunidades de gol, quesito que tem sido o responsável pelas maiores críticas à sua atuação considerada fraca ao longo do torneio, mesmo tendo chegado ao final.

    Contra a equipe do Peru, o Brasil criou 18 oportunidades para chutar a gol e colocou 11 bolas na direção certa. Em termos de quantidade foi o melhor desempenho até agora no torneio. Porém, mostrou-se um ponto fora da curva, uma vez que nas partidas seguintes o time não conseguiu manter o padrão.

    Nem mesmo contra a Argentina, nas semifinais, em que venceu por 2 a 0, na última terça-feira (2), a produção ofensiva foi grande. O Brasil deu apenas quatro chutes a gol ao longo do tempo regulamentar. No entanto, teve qualidade, acertando três deles no alvo. Proporcionalmente foi seu melhor aproveitamento nesse item no torneio.

    Na partida de estreia, contra a Bolívia, em que venceu por 3 a 0, o Brasil disparou 19 finalizações, mas acertou somente cinco. Contra a Venezuela, na segunda rodada, foram 17 tentativas, mas só uma na direção certa. Diante do Paraguai, nas quartas de final, o índice de aproveitamento foi bem mais alto, com dez chutes certos em 21 tentativas de finalização, mas a equipe canarinho não passou do 0 a 0 diante de um time que atuou mais da metade do segundo tempo com um atleta a menos (o zagueiro Balbuena foi expulso). Precisou da decisão por pênaltis para sobreviver.

    O técnico Tite deve manter para a final o mesmo time que derrotou a Argentina. A seleção brasileira está invicta desde a eliminação na Copa do Mundo da Rússia de 2018, quando foi batida pela Bélgica nas quartas de final por 2 a 1, em 6 de julho de 2018. No ano que passou, realizou 15 partidas. Venceu 12 e empatou três. 

    Divisor de águas

    O encontro com a seleção brasileira parece ter sido um divisor de águas para a seleção peruana, que até então vinha fazendo uma participação que poderia ser considerada apenas discreta na Copa América.

    Na estreia, ficou no empate sem gols diante da Venezuela, apesar de ter tido a oportunidade de atuar com um atleta a mais desde os 30 minutos do segundo tempo quando Luis Mago foi expulso e deixou os rivais com dez. Na sequência, superou a Bolívia por 3 a 1, em jogo que saiu em desvantagem e só foi conseguir a virada no segundo tempo.

    Ao perder para o Brasil, o time mudou seu estilo de atuar. Porém, a alteração parece ter sido mais circunstancial do que por opção do técnico Ricardo Gareca. Com a contusão do atacante Farfan, que sofreu uma lesão no joelho no confronto com os brasileiros e acabou sendo cortado da Copa América, ele deixou de jogar no 4-4-2 e reforçou o meio-campo passando a atuar no 4-5-1.

    Ao povoar o setor, melhorou a marcação e tornou a defesa menos vulnerável.

    Isso já deu resultado na partida seguinte diante do Uruguai, quando o Peru conseguiu segurar a igualdade sem gols e levar o confronto para a decisão por pênaltis, em que acabou eliminando os favoritos. No encontro, os peruanos tiveram somente três tentativas de finalização e nenhuma delas incomodou o goleiro uruguaio.

    Funcionou ainda melhor diante do Chile, que apesar de ter um jogo centrado no meio-campo, não conta com atletas que se dediquem fortemente à marcação no setor. Na noite da última quarta-feira (3), pelas semifinais, os peruanos triunfaram por 3 a 0 assegurando seu lugar na decisão, ainda que tenham sido dominados pelos rivais na maior parte do tempo. Os chilenos tiveram a bola por mais tempo (58%), tentaram mais finalizações (18 a 8) e acertaram mais vezes o alvo (9 a 3). Porém, todas as três bolas que os peruanos mandaram na direção da meta adversária pararam no fundo da rede.

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