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    Futebol


    Meninos do Amazonas na "peneira" dos grandes times de futebol

    Crianças do projeto 'Guerreirinhos' do Fluminense em Manaus vão estar nos dias 19 a 23 de agosto no Rio de Janeiro para passar pelo crivo do tricolor carioca

    Guerreirinhos do Fluminense em Manaus | Foto: Divulgação

    Manaus - Não é de hoje que as crianças do mundo inteiro sonham em fazer parte de um grande time de futebol. E com nossos brasileirinhos isso não é diferente. Inspirados em atletas renomados, os meninos do 'país do futebol', muitas vezes têm como primeira profissão, o desejo de ser jogador. Até isso se tornar realidade, são nas 'peneiras' que alguns conseguem realizar o sonho. 

    É o caso dos elencos de várias categorias que estiveram recentemente na Copa Meninos da Vila 2019, do Santos Futebol Clube, em São Paulo e das crianças do projeto Guerreirinhos do Fluminense em Manaus que, de 19 a 23 de agosto, vão ao Rio de Janeiro passar pelo crivo do tricolor carioca.

    Amilca Filho é um dos 'guerreirinhos' que vai embarcar nessa.
    Amilca Filho é um dos 'guerreirinhos' que vai embarcar nessa. | Foto: Divulgação

    O Amilca Filho é um dos 'guerreirinhos' que vai embarcar nessa. Ele tem apenas 10 anos e, antes dos cinco iniciou os treinamentos para ser zagueiro profissional. Atualmente joga o Campeonato Amazonense de base Sub11 na Arena da Amazônia. Na posição dele é o único representante da escola de Manaus, além de outros coleguinhas de categorias diferentes.

    "No ano passado, dos 18 times do Brasil que participaram de um campeonato nacional, o dele, aqui de Manaus conquistou o terceiro lugar na Copa no Rio de Janeiro. Agora, ele e mais uns colegas vão à Xerém, na base do Fluminense, para mais uma avaliação", contou Amilca Santos de Melo, segundo sargento da Polícia Militar, pai do atleta.

    Faltam incentivos para os pequenos
    Faltam incentivos para os pequenos | Foto: Divulgação

    Do Rio de Janeiro para São Paulo, no período de 29 de junho a 4 de julho, foram os pequenos do Santos F.C de Manaus, uma das escolas franqueadas do Peixe, que participaram do processo. E a Copa Meninos da Vila 2019 ficou pequena para tanto moleque bom. Das categorias Sub9, 11, 13, 15 e 17, não faltaram equipes para mostrar habilidade com a 'gordinha'.

    "Foi uma oportunidade ímpar na vida dos atletas e comissão técnica, em que pudemos conviver com os ídolos do Santos F.C (Juary, Camanducaia e Márcio Rossini), integrando atletas, pais e comissão técnica das outras franquias. Foi incrível superar distância, temperaturas baixas e sair com resultados positivos dentro de campo", avaliou Alcinda Andriola, mãe do Emanuel Filho, 14, que já teve o sonho de ser biólogo. Aos 7 anos, ficou conhecido por surpreender uma turma do 5ª período de biologia que desconhecia sobre camuflagem de aranhas, mas ele não.

    Dificuldades e realização

    O futebol como um sonho na carreira dos pequenos
    O futebol como um sonho na carreira dos pequenos | Foto: Divulgação

    Infelizmente investir no sonho do filho que quer ser jogador é uma questão delicada, uma vez que nem todos os pais têm condições de bancar, por exemplo, a passagem da criança e ou deles próprios, diz Alcinda Andriola que já acompanha o filho em algumas peneiras fora de Manaus.

    "A maioria dos pais se empenha muito para levá-los às 'peneiras'. Sabemos o quanto é difícil realizar esse sonho mágico de ser jogador profissional. Mas a criança cresce muito como pessoa, desenvolve aspectos como disciplina, espírito de equipe, os que vão sozinhos adquirem muita responsabilidade. Há um desenvolvimento grande no caráter, no companheirismo. Lá, por exemplo, uma criança se machucou e toda a equipe se preocupou em ajudá-lo. Portanto, em um mundo de joguinhos virtuais, nos quais a maioria das crianças se isola, investir em esportes coletivos que as crianças possam conhecer outras culturas, vale muito a pena", considerou.

    Alcinda se emociona ao falar de outros desafios no processo de competir fora de Manaus "A gente competiu com escolinhas de alto nível, nas quais existe peneira para fazer parte delas. E fomos muito elogiados por termos ido de tão longe, encarar a distância e o frio. É muito bacana, em quatro dias eles evoluíram muito. Quando eu vou, cuido deles como se fossem meus filhos, porque eu sei como os pais ficam aflitos aqui. Eu incentivo muito os pais. Com certeza vale muito a pena o esforço. Com certeza, essa experiência vai fazê-los seres humanos melhores também", finalizou a mãe de Emanuel.

    E daqui da arquibancada, a gente torce para que mais crianças tenham oportunidades e quem sabe, em um futuro breve, deixem a categoria sub e passem para a profissional.

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