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    Vasco e Botafogo


    Amazonenses comentam sobre o ‘clássico dos gigantes’ no Brasileirão

    Equipes jogam em busca da vitória para espantar o fantasma do rebaixamento. Juntos, os dois times cariocas somam cinco rebaixamentos na competição

    Torcedores falaram sobre o amor que têm pelos times cariocas
    Torcedores falaram sobre o amor que têm pelos times cariocas | Foto: Arquivo Pessoal

    Manaus - Fluminense e Vasco se enfrentam, no sábado (20), em duelo válido pela 11ª rodada da Séria A do Campeonato Brasileiro, em que ambos estão empatados na tabela, com nove pontos, ocupando, respectivamente, a 15ª e 16ª posição – situação que gera expectativa de contornos dramáticos ao duelo. Às vésperas do confronto, torcedores amazonense e fãs dos clubes cariocas comentam sobre a atual situação das equipes, a expectativa para o duelo e relembram momentos que enaltecem o amor pelo clube do coração.

    Os torcedores do Fluminense

    Com a expectativa para o duelo aumentando à medida que se aproxima o dia do jogo, torcedores dos dois times comentam sobre o que esperam do duelo e contam histórias marcantes com o clube do coração. O resultado você confere abaixo:

    Renzo (a direita) e Gustavo Dixo (a esquerda), amigos que compartilham o amor pelo tricolor carioca desde crianças
    Renzo (a direita) e Gustavo Dixo (a esquerda), amigos que compartilham o amor pelo tricolor carioca desde crianças | Foto: Arquivo Pessoal

    Renzo Jucá, 20 anos, estudante de Direito

    Para Renzo, o amor pelo tricolor foi passado de pai para filho. “A Influência do meu pai, que também é torcedor do clube, foi o que me tornou apaixonado pelo time desde pequeno’’.

    No jogo, Jucá acredita que o padrão da partida será parecido com os últimos duelos entre as equipes. “Espero um clássico bem disputado, como sempre. Para mim, o jogo será com o Fluminense tendo muito a posse de bola, que é a marca do time, com o Vasco jogando no contra-ataque - algo recorrente nos últimos jogos entre ambos’’, argumentou Renzo.

    Treinador Fernando Diniz, que busca dias melhoras ao time do Fluminense
    Treinador Fernando Diniz, que busca dias melhoras ao time do Fluminense | Foto: Divulgação

    Para o estudante, o trabalho do treinador do clube, Fernando Diniz, é bom, mas precisa de mudanças. “O trabalho é bom, só falta a bola entrar. Mudaria os jogadores do banco de reserva, que geralmente não fazem nada. Infelizmente, o Fluminense só pode contar com o time titular’’, explicou Jucá.

    Clássico geralmente gera emoção, e Renzo certamente tem uma memória marcante do duelo. ‘’Para mim, aconteceu ainda em 2012, durante o Campeonato Carioca, em um jogo que o Fluminense venceu o Vasco, com gols de Deco e Fred, onde tivemos até lençol de Deco no Felipe’’, finalizou ele.

    Gustavo Dixo, 23 anos, estudante de Engenharia

    Em Gustavo Dixo, a tradição familiar lhe tornou tricolor, gerando o amor que perdura até os dias de hoje. “O futebol na minha vida ocorreu muito por conta da influência do meu pai e avô, apaixonados pelo esporte e torcedores do Fluminense - o que me fez escolher o time”, relatou Dixo.

    O estudante comenta que espera um jogo parelho entre as equipes, tendo confiança no time da família. “Para o clássico, espero um jogo pegado, com o Fluminense mantendo a posse de bola, que é a proposta do time, e pressionando até o fim em busca do resultado positivo’’, disse ele.

    Gustavo elogiou o trabalho que vem sendo realizado pelo treinador do clube, mesmo que tenha ressalvas a algumas questões. “Sim, Fernando Diniz está fazendo um belo trabalho, impondo seu padrão de jogo. Mas, para mim, deveriam ter mais jogadas ensaiadas em busca do gol, buscando surpreender o adversário”, explicou.

    O jovem, assim como Renzo, também escolheu o mesmo gol como marcante entre os duelos. ‘’Ocorreu em 2012, durante as finais da taça Guanabara, em um jogo que o Deco fez um golaço no Fernando Prass’’, finalizou ele.

    João Paulo é torcedor do Fluminense desde a infância, respeitando a tradição familiar
    João Paulo é torcedor do Fluminense desde a infância, respeitando a tradição familiar | Foto: Arquivo Pessoal

    João Paulo Cerquinho, 22 anos, estudante de Engenharia

    Assim como os outros tricolores da matéria, o amor pelo clube também veio por uma tradição familiar. “Desde criança, o meu pai já colocou na minha cabeça que tinha que torcer para o fluminense [risos], onde ele falava que lá em nossa casa até o cachorro tinha que torcer para o fluminense. Sendo assim, eu comecei a acompanhar e gostar do clube, sendo que hoje em dia sou mais tricolor que ele’’, revelou JP.

    Para Cerquinho, o favoritismo do clássico é todo do time tricolor, pelo que vem sendo mostrado ao longo da temporada. ‘’O Fluminense vem jogando melhor que o Vasco, dá para esperar uma vitória, contando com a lei do ex do nenê, recém contratado [risos]’’, comentou o estudante.

    Apesar de ver favoritismo no clube tricolor, para João Paulo, ainda existem acertos a serem feitos no clube. “Estou gostando, o clube vem jogando bem e tem uns jogadores que eu gosto bastante - o problema é que joga bem e não consegue ganhar, precisa treinar’’, explicou Paulo.

    Curiosamente, João Paulo também elencou o gol de Deco como o mais marcante de sua vida dentro do clássico, assim como os outros tricolores entrevistados. ‘’O duelo mais marcante foi um jogo do carioca, em que o Deco fez um golaço no Fernando Prass, onde o tricolor fingiu que iria cruzar e mandou direto no gol, marcando um golaço de placa’’, finalizou ele.

    Os torcedores do Vasco

    André Moreira teve na sua data de nascimento uma ligação para a vida toda com o clube do coração
    André Moreira teve na sua data de nascimento uma ligação para a vida toda com o clube do coração | Foto: Arquivo Pessoal

    André Moreira, 42 anos, jornalista

    De acordo com André Moreira, o destino foi quem lhe fez torcedor do Vasco. “Eu nasci vascaíno, ou seja, fui contemplado em vir ao mundo no dia 21 de agosto - dia de fundação do Clube de Resgata Vasco da Gama. Por conta disso, jamais poderia torcer para outro clube em meus país, se não fosse o Vasco’’, confessou o jornalista.

    Para Moreira, antes de se preocupar com os times, é preciso se preocupar com a torcida. Além disso, o momento atual das duas equipes refletirá em campo. “O que todo torcedor deve esperar de um clássico é que a união prevaleça, e chega de violência fora de campo. Que vença a paz nos estádios, e que a rivalidade seja apenas dentro das quatro linhas que dividem o campo. Ambas as equipes estão em uma fase ruim, e isso fará com que o jogo fique ainda mais interessante e disputado’’, disse ele.

    André faz uma reflexão acerca das últimas temporadas do clube, que afetam diretamente o clube dentro de campo, inclusive para o clássico de sábado (20). “Para o Vasco, a temporada está começando agora. Infelizmente, tudo isso é reflexo das más gestões dos dirigentes do Gigante da Colina, o que acaba refletindo na torcida. Mesmo com tudo isso, estou confiante que venceremos o jogo, mas não com facilidade. A partida será disputadíssima’’, analisou.

    O jornalista fez uma viagem no tempo para relembrar o momento mais marcante do clássico, ainda no ano 2000. “No Campeonato Carioca de 2000, quando o Vasco da Gama levou o título da Taça Guanabara diante do Fluminense, no Maracanã. O cruzmaltino contou com a grande atuação do quarteto Edmundo, Romário, Pedrinho e Felipe para bater o rival por 3 a 2 - inesquecível’’, finalizou.

    Ray Mattos via os ídolos da época jogarem pelo clube do coração, criando o amor pelo Vasco da Gama
    Ray Mattos via os ídolos da época jogarem pelo clube do coração, criando o amor pelo Vasco da Gama | Foto: Arquivo Pessoal

    Ray Mattos, 26 anos, autônomo

    Ray Mattos comentou que a época vivida pelo clube, que o despertou interesse pelo futebol e foi o principal motivo parar torcer pelo Vasco. “Eu era muito fã do Romário, que na época jogava pelo Vasco - o que me motivou a torcer pelo clube. Além dele, Edmundo também era um que eu tinha idolatria e que também era jogador do cruzmaltino, o que me fez ganhar um carinho enorme pelo clube’’, explicou ele.

    Para o clássico, o vascaíno espera a vitória, mesmo com todas as adversidades. “Apesar do Vasco não viver um bom momento, atualmente, eu espero a vitória contra o Fluminense - até pelo crescimento, que o clube vem vivendo com a chegada de Luxemburgo’’, argumentou ele.

    Mattos fez uma crítica acerca da temporada do clube, mesmo tendo ressalvas com algumas situações. “Satisfeito? Eu infelizmente não estou, apesar de entender todas as limitações que o Vasco vive, dentro de um aspecto econômico e financeiro, o que acaba influenciando em campo’’, explicou ele.

    O jovem viajou até o ano de 2011, durante a reta final do Brasileirão, para comentar o momento, que, para ele, foi o mais marcante com o clube. “Eu lembro de um gol do Bernardo, pela penúltima rodada do Brasileiro de 2011, durante os acréscimos do jogo, que manteve o time na disputa pelo título da competição. Se não vencêssemos, o Corinthians conquistaria o título, algo que Bernardo adiou’’, finalizou ele.

    João Marcelo, 20 anos, estudante de Economia

    Em João Marcelo, a tradição da família o levou a torcer para o Vasco. “Meu pai é vascaíno e por influência dele eu me tornei torcedor do clube, desde que me entendo por gente’’, comentou ele aos risos.

    Para o clássico, o estudante esbanjou confiança na vitória do time contra o rival. “Para esse jogo, eu espero o mesmo de sempre, ou seja, ganhar do freguês histórico, o Fluminense’’, avalia Marcelo às gargalhadas.

    João Marcelo mostra confiança no trabalho do treinador Vanderlei Luxemburgo, apesar de ter algumas críticas sobre o treinador. “Luxemburgo é bom técnico, arrumou o time na medida do possível, mas podia dar mais chances para o Lucas Santos e Tiago Reis, destaque da base - e que ajudariam o clube em campo’’, explicou o estudante.

    Sobre as memórias do clássico, João Marcelo relembrou de um duelo no Campeonato Carioca, que ocorreu em 2018. “Sem dúvidas, o gol do então lateral Fabrício, que fez um golaço decisivo depois de ter sido vaiado o jogo inteiro’’.

    O duelo

    Torcida tricolor no último duelo, que teve a vitória do Vasco por 1x0
    Torcida tricolor no último duelo, que teve a vitória do Vasco por 1x0 | Foto: Divulgação/ Fluminense FC

    O clássico dos times cariocas já conta com 372 jogos, sendo 148 vitórias para o Vasco e 120 vitórias para o Tricolor e 104 empates. Juntas, as partidas somam 1048 gols ao longo da história, que se iniciou em 11 de março de 1923.

    A partida será realizada no estádio de São Januário, onde o Vasco é o mandante dos jogos, a partir das 10h (horário de Manaus). As equipes jogam pela vitória, para fugir do fantasma da zona de rebaixamento.

    Em 2019, as equipes já se enfrentaram outras duas vezes pelo Campeonato Carioca, sendo um jogo pela fase de grupos e outro pela final de turno, com o Cruzmaltino levando a melhor em ambos os duelos pelo placar mínimo de 1 a 0.

    Para vencer o Vasco, o Fluminense terá que quebrar um tabu. Desde 1973 o tricolor não vence o clássico em São Januário. Ou seja, são 46 anos sem vitória do Fluminense, que também tem um outro pequeno tabu, já que o clube teve a última vitória sobre o Vasco em abril de 2017, acumulando mais de dois anos sem vencer o rival.

    O fantasma do rebaixamento

    Ambos os clubes já tiveram o gosto amargo de cair para divisões inferiores à Série A no Campeonato Brasileiro. Pelo lado do Fluminense, dois descensos seguidos. Em 1997, a queda para a Série B do Brasileiro, após terminar em 25º na Série A. No ano seguinte, nova queda, dessa vez para a Série C, após terminar em 19º na Série B.

    Pelo lado do Vasco, três quedas no histórico, em 2007, 2013 e 2015. Além disso, na última edição da Série A, o Cruzmaltino escapou do rebaixamento na última rodada, terminando na 16ª colocação, apenas uma acima do primeiro rebaixado, se salvando por pouco.

    Nesse ano, o drama segue para os dois clubes. Com o Fluminense em 15º e o Vasco em 16º na tabela do Brasileirão, ambos os times lutam pela vitória para sonhar com dias melhores. O jogo ocorre amanhã, a partir das 10h (horário de Manaus).

    Edição: Isac Sharlon

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