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    Badminton


    Badminton: Mikaela Almeida, dos treinos na escola ao sonho do pódio

    Praticante há três anos do badminton, paratleta amazonense vai representar o Brasil. A disputa ocorrerá do dia 23 de agosto a 1º de setembro, em Lima.

    A atleta amazonense Mikaela de Almeida representará o Brasil nos Jogos Parapan-americanos | Foto: Divulgação

    Manaus -  Esporte que em 2016 ganhou muita visibilidade no Brasil, o badminton tem ganhado cada vez mais adeptos no Amazonas. Fruto de muito esforço e dedicação, a atleta amazonense Mikaela de Almeida representará o Brasil nos Jogos  Parapan-americanos, em Lima, no Peru, mostrando que a modalidade no estado tem grandes talentos.

    O esporte que já tem milhares de adeptos ao redor do mundo, principalmente na Ásia, está em crescimento nos últimos anos na capital amazonense. De acordo com o presidente da Federação Amazonense de Badminton (FAMBd), professor Ricardo Pina, esse é um momento decisivo para o esporte local, onde muitos atletas jovens serão a aposta do estado no futuro.

    “Nossas expectativas são de que em um futuro bem próximo nós estejamos competindo à nível nacional de igual para igual com os grandes Centros de Desenvolvimento do Badminton no Brasil, que ficam em São Paulo, Piauí, Rio de Janeiro e Paraná. Temos atletas na faixa etária de 9 a 14 anos que brevemente estarão conquistando muitas Medalhas e consequentemente na Seleção Brasileira de Badminton” afirma o presidente da FAMBd.

     “Mika”, a atleta do Amazonas

    No Amazonas, a atleta que representará o país nos Jogos Parapan-americanos, em Lima, no Peru, é a jovem de 16 anos, Mikaela da Costa Almeida. Com muita emoção, “Mika”, como é chamada pelos colegas, conta que sua paixão pelo esporte iniciou em 2016, por meio de um projeto do Centro de Treinamento de Alto Rendimento do Amazonas (Ctara). 

    “No início, eu não imaginava que um hobby viraria uma coisa tão importante para mim. Há três anos eu treino e me senti muito feliz com a convocação para compor o time da Seleção Brasileira de Parabadminton. É uma das competições mais importantes e minhas expectativas são grandes para trazer medalha para o país”, afirma Mikaela.

    A atleta nasceu com uma deficiência congênita e não tem o braço direito, mas sempre quis ser uma inspiração para outras pessoas. “Quando eu entrei no esporte quis ser exemplo de superação. E quando vejo as pessoas se inspirando em mim eu me emociono, porque eu mesma sou o exemplo de que se você der o seu melhor, as coisas boas virão”.

    Preparação

    Mikaela treina quatro horas por dia, de segunda a sexta-feira, com o professor-técnico Fernando Taffarel, treinador que incentivou a atleta a se dedicar ao esporte. Os treinos ocorrem na Escola Estadual Cacilda Braule Pinto, na rua São Pedro, bairro Coroado 2, Zona Leste de Manaus, um polo avançado da Vila Olímpica. O clube tem equipamentos e infraestrutura profissionais.

    A atleta vai viajar para São Paulo no início de agosto e passará duas semanas no Centro de Treinamento Paraolímpico. Uma semana antes dos Jogos Parapan-Americanos, ela estará em Lima para adaptação ao ambiente, situado a 800 metros acima do nível do mar. Ela já tinha sido convocada para a Seleção Brasileira este ano, em São Paulo, para competir e treinar e participa de competições fora do Brasil desde 2015, na categoria SU5 (comprometimento dos membros superiores).

    O professor da Mika afirma que ela é a primeira atleta da região Norte a competir no Parabadminton e que com a participação dela inspirará muitos outros atletas a seguirem carreira no esporte. “É de grande importância nós termos uma atleta participando da maior competição do gênero porque ela serve de inspiração. Inclusive, temos uma aluna no centro que tem nanismo e tem muito interesse em seguir no esporte. Vejo que ter uma representante nacional é muito gratificante. Nós pensamos a longo prazo em estar no Mundial de Paris 2024”, afirma o professor.

    É tênis ou peteca?

    O badminton é um esporte semelhante ao tênis, com a diferença que ao invés da bolinha, os jogadores utilizam uma espécie de peteca
    O badminton é um esporte semelhante ao tênis, com a diferença que ao invés da bolinha, os jogadores utilizam uma espécie de peteca | Foto: Divulgação

    O badminton é um esporte semelhante ao tênis, com a diferença que ao invés da bolinha, os jogadores utilizam uma espécie de peteca. O esporte pode ser praticado individualmente, com dupla masculina e dupla feminina, ou com dupla mista (masculino e feminino juntos). O objetivo do jogo é mandar a peteca ao chão da quadra do adversário. O badminton é considerado o esporte de raquete mais rápido do mundo.  

    Badminton nas Olimpíadas

    O badminton não é um dos esportes com tradição nas Olimpíadas, somente em 1992 a modalidade foi incluída no programa, em Barcelona. Atualmente, são 28 países que preparam seus melhores atletas para competir nas 16 diferentes modalidades esportivas. Com relação ao badminton, a China é quem lidera o ranking de medalhas conquistadas nas sete edições do torneio, são quase metades das 106 medalhas dominadas pelo país. 

    Esta é a segunda participação do Brasil nas olimpíadas com o badminton. A estreia foi nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

    A venda de ingressos para as competições teve início em 4 de julho de 2019, com as vendas tanto nas bilheterias espalhadas na cidade e nos locais de competição, como no site oficial, por meio do e-ticket, que tira a necessidade de imprimir os bilhetes, podendo apresentar os mesmos na tela do celular na entrada das arenas. O valor dos ingressos é estimado em 10 Sóis Peruanos (pouco mais de R$ 11) com desconto de 50% para pessoas menores de 18 anos, idosos e pessoas com deficiência.

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