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    Vôlei feminino disputa Sul-Americano de olho em Copa do Mundo

    A seleção feminina de vôlei estreia no Campeonato Sul-Americano nesta quarta-feira, (28), às 17h (de Brasília), diante do Equador, em Cajamarca, no Peru.

    A vaga assegurada dá tranquilidade há menos de um ano dos Jogos | Foto: Divulgação

    A seleção feminina de vôlei estreia no Campeonato Sul-Americano nesta quarta-feira, (28), às 17h (de Brasília), diante do Equador, em Cajamarca, no Peru. Será a volta da equipe ao país após a participação nos Jogos Pan-Americanos com um time alternativo, as brasileiras ficaram sem medalha em Lima.

    A diferença é que, agora, a Seleção é a principal, embalada pela vitória no Pré-Olímpico disputado em Uberlândia, que garantiu as brasileiras nos Jogos de Tóquio. Depois de um 3 a 0 contra Camarões, dois triunfos suados por 3 sets a 2 diante de Azerbaijão e República Dominicana.

    “O Azerbaijão foi uma seleção que surpreendeu. Não é muito tradicional no vôlei, mas foi uma partida difícil. A jogadora que vai atuar pelo Bauru (Polina Rahimova, oposta) foi bem, um saque muito bom. E contra a (República) Dominicana, não tem nem o que falar. A evolução delas, o que o Marquinhos (Marcos Kwiek, técnico) tem feito lá... Uma seleção muito alta, muito forte. Todo mundo brinca que não precisava matar a torcida do coração (risos), mas foram grandes jogos”, disse a central Bia.

    A vaga assegurada dá tranquilidade há menos de um ano dos Jogos. Para a levantadora Roberta, algo essencial para José Roberto Guimarães definir o time que irá a Tóquio — última competição dele como técnico da seleção feminina.

    “Acho que tira um pouco do peso nas costas. Se a gente não tivesse vencido (o Pré-Olímpico), ia para uma repescagem em janeiro, muito mais difícil. Agora, tem o lado positivo de poder, entre aspas, relaxar, né? Ele (Zé Roberto) poder treinar posições, ajustar detalhes”, comentou.

    Testes que já começam no Sul-Americano, onde além das equatorianas, as brasileiras enfrentarão Venezuela e Argentina pelo Grupo A: os dois melhores vão à semifinal. Peru, Uruguai, Bolívia e Colômbia estão no Grupo B.

    Entre as novidades em relação ao grupo do Pré-Olímpico e ao que foi vice-campeão da Liga das Nações, estão as ponteiras Gabi Cândido e Drussyla e as bicampeãs olímpicas Fabiana e Sheilla. A central e a oposta voltam a Seleção após três anos. Sheilla havia parado de jogar para ser mãe. Ela deu a luz às gêmeas Liz e Ninna, mas decidiu retornar às quadras este ano.

    Com 19 títulos (os últimos 12 consecutivos), o Brasil é o maior vencedor do Sul-Americano.

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