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    Jogos Mundiais de Surfe


    Brasileiro chega atrasado, surfa de jeans e mesmo assim vence a prova

    Ítalo precisou usar uma prancha emprestada para conseguir competir

    A situação do surfista complicou depois que ele teve o passaporte furtado
    A situação do surfista complicou depois que ele teve o passaporte furtado | Foto: Pablo Jimenez/ISA

    O surfista brasileiro Ítalo Ferreira viveu momentos de tensão antes de disputar os Jogos Mundiais de Surfe, no Japão. Uma série de imprevistos quase tiraram o brasileiro da competição, que garante vaga nas Olimpíadas de Tóquio no ano que vem. Para não ser desclassificado, Ítalo foi direto do aeroporto para a praia, surfou de bermuda jeans e venceu a bateria.

    Na última semana Ítalo teve o passaporte furtado nos Estados Unidos e os trâmites para recuperar o documento fizeram ele viajar para o Japão em cima da hora. Ele só chegou à praia de Miyazaki nesta terça-feira (10) quando sua bateria já havia iniciado. 

    Faltando menos de dez minutos para o fim da disputa, Ítalo vestiu a lycra da competição, manteve a bermuda jeans que usava e foi para o mar com uma prancha emprestada do surfista Filipe Toledo, o Filipinho.

    Faltando 10 minutos para o fim da prova o surfista conseguiu entrar no mar
    Faltando 10 minutos para o fim da prova o surfista conseguiu entrar no mar | Foto: Pablo Jimenez/ISA

    Mesmo com poucas ondas, Ítalo somou 13,46 pontos, vencendo o argentino Leandro Usuna (2º), o mexicano Dylan Southworth (3º) e o norueguês Frode Goa (4º), avançando à segunda fase. Com uma manobra aérea o brasileiro ganhou a bateria. 

    “Os juízes nem viram que entrei na água, não havia bandeira de prioridade para mim. Comecei com a prioridade quatro e consegui pegar as ondas com esta bermuda e a prancha do Filipe. Tudo parecia perdido para mim, mas no final as coisas deram certo”, comemorou Ítalo.  

    Ítalo Ferreira venceu a bateria com um aéreo
    Ítalo Ferreira venceu a bateria com um aéreo | Foto: Pablo Jimenez/ISA

    Além de Ítalo e Filipinho, também estão competindo no Japão o brasileiro Gabriel Medina e o norte-americano Kelly Slater que já está garantido na segunda fase junto com Filipinho.  

    Para os surfistas da América, as vagas para Tóquio 2020 serão conseguidas através dos Jogos Pan-Americanos (um homem e uma mulher), o Mundial de surfe de 2019 da WSL (dez homens e oito mulheres) e os Jogos Mundiais de surfe de 2020 (quatro homens e seis mulheres).

    Nos Jogos Mundiais de surfe no Japão, garantirão vaga olímpicas quatro homens e quatro mulheres desde que eles sejam dos seguintes continentes: África, Ásia, Europa e Oceania.


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