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    Apoio financeiro


    CBF anuncia apoio financeiro aos clubes amazonenses

    A CBF anuncia que vai destinar 19 milhões às federações de futebol e às equipes que disputam o Brasileirão Masculino e Feminino, o que inclui o Manaus FC, Nacional FC, Fast Clube, EC Iranduba e 3B da Amazônia

    Entidade repassará às equipes que disputam as Séries C e D valores equivalentes à média de duas folhas salariais dos atletas de cada competição. O mesmo apoio será dado aos participantes das Séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro Feminino.
    Entidade repassará às equipes que disputam as Séries C e D valores equivalentes à média de duas folhas salariais dos atletas de cada competição. O mesmo apoio será dado aos participantes das Séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro Feminino. | Foto: Leonardo Mota

    Manaus - A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou na noite da última segunda-feira (6) que vai destinar R$ 19 milhões como doação para a "base da pirâmide do futebol" coordenada pela entidade em competições de nível nacional. A ação ocorre em função das dificuldades causadas pela pandemia do novo coronavírus.

    De acordo com o anúncio, cada clube participante do Brasileirão, tanto das séries C e D (Masculino) - o que inclui Manaus FC, Fast Clube e Nacional FC - quanto das séries  A1 e A2 (Feminino) - incluindo EC Iranduba e 3B da Amazônia - vai receber um auxílio financeiro no valor equivalente a duas vezes a folha salarial média dos atletas de cada uma dessas divisões, de acordo com as apurações do sistema de registro de contratos da CBF. 

    No total serão 140 clubes beneficiados, em uma ação realizada pela CBF com o apoio das Federações Estaduais, com o objetivo de "colaborar para que esses clubes possam cumprir seus compromissos com os jogadores e jogadoras durante o período de paralisação do futebol", diz a entidade. Além disso, a CBF decidiu doar o valor de R$ 120 mil para cada uma das Federações.

    "Vivemos um momento inédito, de crise mundial, cuja extensão e consequências ainda não podem ser calculadas. É necessário, portanto, agir com critério e responsabilidade. O nosso objetivo, com essas novas medidas, é fornecer um auxílio direto imediato. Mas, além disso, temos que seguir trabalhando para assegurar a retomada do futebol brasileiro no menor prazo possível, quando as atividades puderem ser normalizadas", afirma o presidente, Rogério Caboclo.

    Distribuição do apoio financeiro para a base da pirâmide do futebol
    Distribuição do apoio financeiro para a base da pirâmide do futebol | Foto: Desirée Souza/ Em Tempo

    O pagamento dos valores destinados aos clubes será realizado a partir desta terça-feira (7). Essas ações se somam a outras medidas tomadas anteriormente pela CBF, também com impacto financeiro direto para o sistema do futebol, tais como a isenção por tempo indeterminado aos clubes das taxas de registro e transferência de atletas - medida que deve gerar aos clubes uma economia em torno de R$ 4 milhões nos primeiros três meses de aplicação.

    Além disso, os clubes da Série B do Campeonato Brasileiro terão o adiantamento de uma parcela de R$ 600 mil referentes aos direitos de TV da competição, feito com recursos próprios da CBF, no valor total de R$ 12. milhões. Os árbitros do quadro nacional também recebem adiantamento do pagamento de uma taxa de arbitragem, calculada a partir da maior taxa paga pela CBF em 2019, no valor total de R$ 900 mil.

    Com isso, as doações e isenções da CBF aos clubes e Federações alcançam R$ 23,12 milhões que, somadas aos R$ 12,9 milhões em adiantamentos, representam um total de R$ 36,02 milhões.

    "Vamos manter os investimentos para permitir a realização das competições previstas para 2020. O nosso maior compromisso para preservar clubes e empregos é fazer a indústria do futebol voltar a funcionar quando a retomada for possível",  diz Rogério Caboclo.

    Eixos de ações

    Desde o início da crise, CBF trabalha em quatro eixos de ações: a preservação dos contratos e receitas dos clubes, acordos trabalhistas, ações de preservação junto ao Governo Federal e linhas de crédito com jutos baixos para os clubes
    Desde o início da crise, CBF trabalha em quatro eixos de ações: a preservação dos contratos e receitas dos clubes, acordos trabalhistas, ações de preservação junto ao Governo Federal e linhas de crédito com jutos baixos para os clubes | Foto: Divulgação

    Desde que suspendeu todas as competições nacionais e articulou com as Federações Estaduais para que fizessem o mesmo, a CBF trabalha em quatro eixos de ações, sendo eles: a preservação dos contratos e receitas dos clubes, acordos trabalhistas, ações de preservação junto ao Governo Federal e linhas de crédito com jutos baixos para os clubes.

    Com a manutenção dos contratos existentes - em especial os contratos de direitos de televisão, que são a base da sustentação dos clubes, além dos patrocínios - a CBF busca preservar os contratos e receitas.

    Para suprir as perdas com lucro das bilheterias, a entidade informa que vem construindo "diferentes alternativas de adequação do calendário, a partir da primeira data em que seja possível retomar as competições". Além disso, ressalta que terá "total flexibilidade para adotar medidas que viabilizem a conclusão de todas competições previstas para 2020".

    Rogério Caboclo, presidente da CBF, ressalta manutenção "Vamos manter os investimentos para permitir a realização das competições previstas para 2020", diz
    Rogério Caboclo, presidente da CBF, ressalta manutenção "Vamos manter os investimentos para permitir a realização das competições previstas para 2020", diz | Foto: Divulgação

    Por meio da Comissão Nacional de Clubes, a CBF pretende fomentar o "processo de diálogo que permita acordos trabalhistas justos e equilibrados para clubes, atletas e funcionários", diz o comunicado. A primeira decisão tomada em consenso foi a determinação de férias coletivas no mês de abril.

    A CBF afirma estar levando propostas "juridicamente sustentáveis" para a preservação do futebol junto ao Governo Federal, com o mesmo intuito de "resguardar empregos e os compromissos financeiros de curto prazo" que estão sendo aplicados às empresas.

    No caso do PROFUT, uma lei específica para o futebol, a proposta é que os clubes recebam um prazo para readequar o pagamento de suas obrigações tributárias. Fato este que pode ser facilitado pelo diálogo que a CBF instituiu com o mercado financeiro para "permitir o acesso dos clubes a linhas de crédito com juros baixos, que viabilizem atravessar o momento de paralisação dos campeonatos", conclui.

    *Com informações do Site CBF e colaboração do repórter Daniel Boechat 

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