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    Cruzeiro


    Perda de pontos na Série B e eleições presidenciais agitam o Cruzeiro

    Após década vitoriosa, Cruzeiro vive 2020 de reconstrução, mas sofre perda de pontos na Série B e tem agitação nos bastidores, com eleições para a presidência

    A punição é referente à dívida contraída pelo empréstimo de 6 meses do volante Denílson junto ao Al-Wahda (Emirados Árabes Unidos), em 2016.
    A punição é referente à dívida contraída pelo empréstimo de 6 meses do volante Denílson junto ao Al-Wahda (Emirados Árabes Unidos), em 2016. | Foto: Douglas Magno/AFP

    Para os cruzeirenses, 2020 se tornou um ano dedicado à reconstrução. Nos seus 99 anos de existência, esta temporada é fundamental para reconduzir o clube à elite do futebol brasileiro no ano do centenário. Se não bastasse o cenário nebuloso, acompanhado da pandemia da Covid-19, a notificação da Fifa CBF sobre a perda de 6 pontos na Série B aumentou ainda mais a temperatura na Toca da Raposa.

    O tetracampeonato do Estadual (2011, 2014 2018 e 2019) e os bicampeonatos do Brasileiro (2013 e 2014) e da Copa do Brasil (2017 e 2018) mostram a força do Cruzeiro nos últimos 10 anos. Assim, o rebaixamento da primeira para a segunda divisão do Brasileirão em 2019 destoou dos anos vitoriosos da última década.

    Além do baixo desempenho dentro de campo e a demissão de 3 treinadores no segundo semestre de 2019, veio à tona no clube uma série de problemas, como atrasos de salários, dívidas milionárias contraídas ao longo de anos, eleição do conselho deliberativo se tornando embate judicial, saída de nomes do corpo diretivo (o ex diretor-geral Sérgio Nonato e o ex-vice-presidente de futebol Itair Machado) e suspeitas de crimes (pagamentos irregulares, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro).

    A punição é referente à dívida contraída pelo empréstimo de 6 meses do volante Denílson junto ao Al-Wahda (Emirados Árabes Unidos), em 2016. À época, o jogador entrou em campo apenas em cinco oportunidades. O Cruzeiro deveria ter pago 850 mil euros (cerca de R$ 5 milhões) até a última segunda (18), o que não aconteceu. Em nota o clube explicou que não há possibilidade de recurso na Fifa e que busca um acordo com os árabes.

    “Estamos negociando com o Al-Whada e vamos seguir até o último minuto, aguardando um desfecho positivo, para que o Cruzeiro não seja penalizado com a perda de pontos. Estamos vivendo um momento de exceção, em que o mundo está sofrendo com as consequências desta crise com o coronavírus. Todos sabem da falta de recursos do Cruzeiro e o clube teve suas receitas ainda mais comprometidas pela situação de pandemia”, diz o CEO do Conselho Gestor do time mineiro, Sandro Gonzalez.

    Em meio ao caldeirão em ebulição, o clube terá eleição presidencial na próxima quinta-feira (21). O vencedor do pleito sentará na cadeira de presidente durante 6 meses, entre junho e dezembro. O Cruzeiro está sendo gerido por um conselho diretivo desde dezembro do ano passado, quando o então presidente Itair Machado renunciou junto com outros diretores.

    Este é o motivo da necessidade de um mandato-tampão, que vai contar com dois candidatos: Sérgio Santos Rodrigues e Ronaldo Granata. Uma outra votação será realizada em outubro e nela será definida o mandatário para o triênio 2021/2022/2023.

    Por causa da pandemia da covid-19, os conselheiros terão que cumprir protocolos de segurança sanitária. A eleição vai ocorrer das 9h às 16h no Ginásio do Clube do Barro Preto. Além do presidente, os cruzeirenses vão conhecer os vice-presidentes e os integrantes da mesa diretora do conselho deliberativo.

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