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    Treinos do Flamengo descumprem restrições, diz secretária de saúde

    Flamengo descumpre restrições da prefeitura com treinamento no Centro de Treinamento e secretária de saúde reforça proibição

    Na manhã da quinta-feira (21), os muros da sede social do clube, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, amanheceram pichados
    Na manhã da quinta-feira (21), os muros da sede social do clube, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, amanheceram pichados | Foto: Divulgação/ Flamengo

    O Flamengo realiza treinos nos campos do Centro de Treinamento George Helal, o "Ninho do Urubu", desde a última quarta-feira (20). No entanto, o retorno não tem aval da prefeitura do Rio de Janeiro, que impôs medidas de isolamento social na cidade para combater a pandemia do novo coronavírus (covid-19).

    Na quinta-feira (21), o clube manteve as atividades, mesmo após reunião com autoridades municipais solicitando a relação do que está sendo desenvolvido, a fim de verificar se contrariam o decreto vigente. O Flamengo se manifestou no site oficial, afirmando que os protocolos de segurança sanitária estão sendo colocados em prática.

    Contudo, na mensagem não há qualquer menção às normas em vigor até o dia 25 de maio e na última segunda-feira (18), o elenco se apresentou para realização de exames juntamente com testes físicos no dia seguinte. Apesar das restrições, a Prefeitura permite atividades de fisioterapia e reabilitação de atletas.

    “Os atletas e os integrantes envolvidos no dia a dia do Ninho do Urubu informam que se sentem seguros e aptos a retomar os treinamentos em razão do protocolo de segurança e prevenção adotado pelo Departamento Médico do Flamengo. O protocolo foi colocado em prática seguindo as mais rigorosas determinações de segurança internacional. Colaboradores, atletas e integrantes da comissão técnica realizaram testes com resultado negativo para a covid-19, além de serem examinados diariamente pelo Departamento Médico”, diz a publicação da equipe carioca, assinada por todos os atletas profissionais, o vice-presidente de futebol Marcos Braz, o diretor executivo de futebol Bruno Spindel, o técnico Jorge Jesus e o chefe do departamento médico Márcio Tannure.

    Na última segunda-feira (18), o elenco se apresentou para realização de exames juntamente com testes físicos no dia seguinte
    Na última segunda-feira (18), o elenco se apresentou para realização de exames juntamente com testes físicos no dia seguinte | Foto: Divulgação/ Flamengo

    A secretária municipal de saúde, Ana Beatriz Busch, reforçou a proibição em entrevista. Segundo ela, o retorno aos treinos, "seja físico ou tático, ainda não está permitido, ao menos até o dia 25, quando a gente vai rediscutir as restrições". A secretária revela que soube pela imprensa da realização das atividades e reforçou que o decreto "tem sanções para qualquer tipo de instituição que não cumpra a legislação", diz.

    O clube foi alvo de protestos por voltar aos treinos mesmo com o número crescente de pessoas mortas e infectadas pelo novo coronavírus. Na manhã da quinta-feira (21), os muros da sede social do clube, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, amanheceram pichados.

    Os manifestantes lembraram o nome do massagista Jorginho, funcionário com 40 anos de serviços prestados ao futebol do Flamengo, que faleceu vítima da covid-19 no dia 4 de maio. Além disso, inscrições como “fascistas”, “clube do povo” e “democracia” foram direcionadas ao presidente Rodolfo Landim e ao vice-presidente de relações Luiz Eduardo Baptista (o BAP).

    “Nós temos certeza de que se o Flamengo [que é um grande parceiro do Rio de Janeiro] estiver fazendo algum tipo de atividade, ele vai voltar atrás e cumprir seu papel como formador de opinião. Imagina se nossos jovens virem o Flamengo treinando, eles vão querer sair de casa num momento em que isso ainda não é possível”, finalizou Beatriz Busch.

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