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    Futebol Português


    Lateral do São Paulo busca manter a forma e seguir na Europa em 2021

    Júnior Tavares, lateral do São Paulo, não sabe se fica em Portugal ou em outro país, mas quer permanecer na Europa em 2021

    Júnior Tavares tem contrato com o São Paulo até junho de 2021
    Júnior Tavares tem contrato com o São Paulo até junho de 2021 | Foto: Reprodução/ Gazeta Esportiva

    Júnior Tavares despontou no São Paulo em 2017, sob o comando de Rogério Ceni, mas no momento, disputa o Campeonato Português e defende o Portimonense, na luta contra o rebaixamento. O jogador já recebeu proposta para permanecer no clube, mas não tem certeza do futuro.

    Ele não descarta a possibilidade de voltar ao Morumbi, mesmo que só daqui a um ano. Afinal, ele tem contrato com o Tricolor até junho de 2021. De volta ao futebol, já que Portugal é o segundo país europeu a retornar às competições oficiais depois da pandemia de covid-19, ele fala da briga pelo título entre Porto e Benfica, a luta contra o rebaixamento pelo Portimonense.

    Como foi a volta do campeonato, depois de três meses de paralisação? Você de titular na vitória do Portimonense, mas em jogo sem público.

    É muito bom poder voltar a fazer aquilo que a gente gosta. E regressar vencendo é ainda melhor. A gente precisava muito da vitória. Poder jogar entre os titulares e ter essa chance de ajudar o Portimonense e o nosso grupo foi muito bom. Agora é dar sequência na temporada.

    Como foi para você esse período de paralisação? O dia-a-dia, rotina, treinamentos em casa...

    A quarentena foi bastante estranha, cada um na sua casa. Treinamos por vídeos com o acompanhamento da comissão técnica. Nunca tinha passado por nada parecido, foi bem diferente. Mas eu estava focado, sei muito bem aquilo que eu quero. Temos de sair dessa zona de rebaixamento e manter o clube na Primeira Liga. Quando voltamos a trabalhar juntos no gramado, o plantel ficou ainda mais forte e unido.

    O Lucas Fernandes (ex-São Paulo), que inclusive fez o gol da vitória no jogo da volta, é mais um dos brasileiros do Portimonense. Quantos são no time? Vocês têm bastante contato? E isso ajudou na sua adaptação?

    Somos 15 brasileiros no Portimonense. Tem o Dener (meio-campista formado na Portuguesa, com passagem pelo São Paulo), o Lucão (zagueiro formado na base do São Paulo), o Anderson (atacante que saiu do Londrina, na série B, para o Portimonense), o Rômulo (meio-campista, que também jogava a Série B pelo Londrina antes de ir para o Portimonense), o Lucas Fernandes (meia formado na base do São Paulo), o Rodrigo (zagueiro também formado na base do São Paulo). Eu cheguei aqui e me adaptei o mais rápido possível. Já tinha jogado com alguns deles no próprio São Paulo, e os outros eu já tinha enfrentado também aí no Brasil. Então, a adaptação foi realmente rápida.

    O próximo adversário de vocês vai ser o Benfica. Na semana passada, depois de empatar em casa e deixar escapar a chance de ser líder, os jogadores foram agredidos quando o ônibus em que estavam foi apedrejado. Você chegou a conversar com alguém do Benfica? E como você avalia esse tipo de atitude dos torcedores da equipe da capital?

    Essa é uma situação ruim, que não é comum no futebol. Eu acho vergonhoso que os atletas tenham de enfrentar esses atos de vandalismo cometidos por torcedores, ainda mais em um grande clube como o Benfica. É um pouco complicado falar sobre isso, porque não estou jogando lá. Estou um distante, só acompanho pela TV e pelos jornais. Mas acho vergonhoso. Me ponho no lugar deles, no momento em que o clube está brigando pelo título do campeonato, a torcida deveria estar ao lado deles e não fazendo isso. É estranho.

    E o seu futuro? O vínculo com o Portimonense vai até o final da temporada. O clube está em uma situação muito difícil na tabela. O que você está projetando? Cogita voltar ao Brasil agora?

    Estou bem aqui. A fase do time não é nada boa. Mas eu me dou bem com todos por aqui, jogadores, comissão, diretoria. Inclusive, eles me procuraram para tratar da renovação do meu contrato. Mas, pela situação que o clube se encontra, a minha cabeça, agora, está totalmente focada em ajudá-los a sair da zona de rebaixamento. No momento, nem penso em regressar ao Brasil. Vivo aqui na Europa, onde o futebol é diferente. A cultura é diferente. Estou bem por aqui. Hoje a minha cabeça está 100% no Portimonense.

    O seu contrato com o São Paulo vai até junho de 2021. Você segue acompanhando os jogos? Chega a conversar com alguém do clube atualmente? Você ainda projeta uma volta ao clube em algum momento para reeditar aqueles bons jogos que você fez em 2017, sob o comando do Rogério Ceni?

    Sempre que posso vejo os jogos do São Paulo. Converso com alguns amigos que ainda estão por aí. Sei que o time vinha bem antes da parada pela pandemia. O Fernando Diniz estava conseguindo ajustar a equipe. O futebol é dinâmico. Tenho contrato com o clube até o ano que vem. Quem sabe, no futuro, eu volto para o São Paulo e posso repetir aqueles bons jogos que fiz em 2017. Mas no momento estou aqui, com a cabeça focada totalmente em livrar o Portimonense do rebaixamento.

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