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    Jogador do Santos aciona Justiça e pede rescisão de contrato

    Eduardo Sasha, atacante do Santos, pede rescisão alegando falta de pagamento de parte dos vencimentos

    Eduardo Sasha chegou ao santos em 2018
    Eduardo Sasha chegou ao santos em 2018 | Foto: Ivan Storti/Santos FC

    Brasil - Nesta segunda-feira (20), o atacante Eduardo Sasha - do Santos - anunciou que também entrou na Justiça do Trabalho para romper o contrato com o clube paulista. Em nota, a assessoria do atleta afirmou que a decisão de acionar a Justiça ocorreu devido à  falta de pagamento de parte dos vencimentos e de recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Antes dele de Sasha, o goleiro Everson também já havia procurado a Justiça contra o Santos.

    No comunicado, o jogador argumenta que "não há o recolhimento do FGTS faz algum tempo" e, antes mesmo da pandemia do novo coronavírus (covid-19), ele já acumulava três meses de direitos de imagem atrasados. O estopim, porém, foi a redução do salário pago em carteira durante o período sem jogos e treinos presenciais.

    Sasha alega que o desconto foi maior do que o previamente informado ao elenco pela diretoria.

    "Fomos comunicados que teríamos um desconto de 30% em nossos salários, por conta da pandemia. Nós, jogadores, estávamos dispostos a aceitar, porque sabíamos da situação que o mundo estava vivendo. Porém, faltando dois dias para o pagamento, fomos comunicados que teria um corte de 70% nos salários, não houve nenhuma explicação", afirmou o atacante. 

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    Comunicado Eduardo Sasha O atleta Sasha (Eduardo Colcenti Antunes) entrou na Justiça do Trabalho para romper seu vínculo contratual com o Santos Futebol Clube por falta de pagamento dos salários, falta de recolhimento do FGTS e requerendo o pagamento das verbas rescisórias e compensatórias devidas. “Eu sou pai de família, tenho minhas responsabilidades e obrigações e fomos comunicados que teríamos um desconto de 30% em nossos salários, por conta da pandemia, nós jogadores estávamos dispostos a aceitar, porque sabíamos da situação que o mundo estava vivendo, porém faltando 2 dias para o pagamento fomos comunicados que teria um corte de 70% nos salários, não houve nenhuma explicação. Não há o recolhimento do FGTS faz algum tempo e ja tínhamos 3 meses de imagem atrasados, antes mesmo da pandemia, ninguém da diretoria nos dá nenhuma satisfação”, destacou o jogador. “Tenho o maior respeito pelo Santos, aos torcedores, tenho um ótimo ambiente com meus companheiros e todos os funcionários do clube, mas não há como permanecer por total falta de respeito e comprometimento com os profissionais”, completou o atleta. O processo está na Justiça do Trabalho da cidade de Santos. #eduardosasha #santosfc #rescisaodecontrato #tuddocomunicacao

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    O atacante, de 28 anos, chegou ao Santos em janeiro de 2018, emprestado pelo Internacional. Em abril do mesmo ano, ele foi contratado em definitivo pelo clube paulista, que cedeu o lateral-esquerdo Zeca ao Colorado. O jogador disputou 86 jogos e marcou 17 gols pelo Alvinegro.

    "Tenho o maior respeito pelo Santos, pelos torcedores, tenho um ótimo ambiente com meus companheiros e todos os funcionários do clube, mas não há como permanecer por total falta de respeito e comprometimento com os profissionais", conclui o atleta.

    Sasha é o segundo jogador a pedir desligamento do Santos alegando direitos de imagem atrasados e contestando o desconto de 70% nos salários em carteira. O goleiro Everson seguiu o mesmo caminho.

    O jogador está no Peixe desde o início do ano passado, indicado pelo então técnico Jorge Sampaoli, hoje no Atlético-MG, pela qualidade de atuar com os pés, que agrada ao modelo de jogo do treinador argentino. Curiosamente, o Galo acabou de liberar o arqueiro reserva Michael para o futebol português.

    Os dois processos correm em segredo de Justiça. Questionado pela Agência Brasil, o Santos ainda não se pronunciou. 

    Redução salarial

    Em entrevista à Agência Brasil, no início de julho, o advogado Rafael Cobra, especialista em direito desportivo, já havia dito que alterações salariais impostas sem consentimento dos atletas de futebol poderiam ter consequências judiciais para os clubes.

    "Pode ser feita, como autorizado pela Medida Provisória 936, a redução de salário e jornada de trabalho, de forma proporcional, ou a suspensão do contrato de trabalho, mas sempre com a concordância do jogador mediante acordo, individual ou coletivo", explicou Cobra, na ocasião.

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