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    Futebol Amazonense


    Escola de Futebol 12 de Outubro usa o esporte como ferramenta social

    O projeto alcança cerca de 200 pessoas e desde 2014 atua na comunidade Valparaíso, na Zona Leste de Manaus

     

    Equipe sub-20 do 12 de Outubro
    Equipe sub-20 do 12 de Outubro | Foto: Reprodução

    Manaus - Milhões de pequenos brasileiros sonham em se tornar um jogador profissional de futebol. Pelo país, centenas de escolinhas buscam esses talentos. Em Manaus, a escola de futebol 12 de outubro vai além do esporte e prepara os jogadores para a vida.

    Cleves Lima, idealizador do projeto, Marcos Santos, presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAFA), e o jogador da equipe sub-20 do 12 de Outubro, Hernan Vinícius, falaram com exclusividade ao EM TEMPO e contaram sobre os desafios e sonhos para a equipe.

    A escola fica localizada na rua Jará, número 51, na comunidade Valparaíso, Zona Norte da cidade. Ela tem como objetivo: tirar jovens e crianças de perto da criminalidade, por meio do esporte.

    O projeto

    Fundada em 12 de outubro de 2014, ela é um projeto social, braço do time 12 de Outubro, fundado em 1995. A escola não cobra mensalidade para os participantes. Seu idealizador é Cleves Lima, de 45 anos, que junto a outros profissionais, treina e ajuda esses jovens.

    “Nós tiramos os jovens da rua e formamos bons jogadores. Vários de nossos jogadores já foram para clubes da cidade, como o Patrick Araújo que foi artilheiro do Rio Negro, pelo sub 21. Só em formarmos bons cidadãos, já é algo muito gratificante”, contou Cleves Lima.

     

    Time masculino da escola de futebol
    Time masculino da escola de futebol | Foto: Reprodução


    Hoje, o projeto alcança cerca de 200 pessoas, de forma direta e indireta. Nas palavras de Cleves, o projeto beneficia a comunidade lutando contra a desonestidade, formando bons jogadores, e cuidando para que não tenham contato com a marginalidade.

    Cleves Lima começou a escolinha após uma conversa que teve com sua mãe, Angélica Lima.

    “Conversamos e vimos que existe muito mal no mundo. Ela me disse: ‘Filho, faça tudo o que você puder para ajudar as crianças, elas são a cura do mundo’. Depois disso, por amor a Deus e pelo pedido da minha mãe, comecei o projeto.” relatou o idealizador do projeto.

    Apoio e dificuldades enfrentadas

    Infelizmente, o projeto não recebe tanta ajuda externa. Hoje, quatro pessoas são responsáveis pelos treinamentos. Além dos colaboradores, o projeto precisa de recursos para pagar inscrições em competições, comprar equipamentos e uniformes para os jogadores.

     

    Crianças realizando treinos na escola 12 de outubro
    Crianças realizando treinos na escola 12 de outubro | Foto: Reprodução

    “Enfrentamos muitas dificuldades, por estarmos em uma comunidade carente. Até agora, Infelizmente, os políticos viraram as costas para o nosso projeto. Mas vamos lutar até o fim para fazermos o bem no meio da sociedade. É preciso que a população saiba que existem que pessoas que lutam contra a criminalidade por meio do esporte.” finalizou Cleves.

    Reconhecimento da FAFA e seus participantes

    A Federação Amazonense de Futebol Amador (FAFA) é presidida por Marcos Santos, de 55 anos, que conhece a escola 12 de outubro e a enxerga como uma ferramenta não só esportiva, mas social.

    “Eu enxergo o projeto 12 de Outubro como uma escola formadora de cidadãos, não somente de atletas. Mesmo diante das dificuldades, o Cleves, presidente do projeto, mantém a escola com todo o esforço e dedicação. Ele trabalha para realizar o sonho da garotada da comunidade Valparaíso. A escola tem uma participação expressiva nas competições da federação, inclusive disputando várias finais.” disse o presidente da FAFA.

     

    Cleves Lima, com um jogador do time principal
    Cleves Lima, com um jogador do time principal | Foto: Reprodução

    Hernan Vinícius, de 18 anos, é um dos que integram o projeto. Ele joga pela equipe sub-20 do time 12 e tem o sonho de se profissionalizar.

    “Eu vejo o projeto como uma ação social. Ele tira muitos jovens do Valparaíso do caminho errado. Eu jogo no sub-20 e já tivemos algumas conquistas, como o Torneio Super Série de Futebol. Eu tive a oportunidade de integrar a seleção do campeonato da FAFA e viajei para o Rio de Janeiro, onde fiz testes para o Botafogo, Fluminense e Duque de Caxias.

     

    Hernan Vinícius, jogando pelo 12 de Outubro.
    Hernan Vinícius, jogando pelo 12 de Outubro. | Foto: Reprodução

    Hernan almeja jogar de forma profissional e trabalha duro para isso. Mesmo conhecendo a realidade do futebol, na região, ele está disposto a lutar por isso.

    “Tenho o sonho de fazer história em um clube amazonense. Sou torcedor do Rio Negro, mas tenho carinho por todos os clubes do estado. Qualquer um em que eu esteja jogando, vou dar meu máximo para fazer história, quem sabe, chegando à Série A. Sei que é uma tarefa difícil, mas para Deus nada é impossível.” finalizou

    o jogador.

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