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    Apostas nos esportes


    Torcedores usam o amor pelo esporte para investir e ganhar dinheiro

    Eles analisam as estatísticas com base no desempenho anterior do time, seu adversário e comportamentos dos jogadores, para que façam o melhor investimento

     

    Eles analisam e apostam
    Eles analisam e apostam | Foto: Reprodução

    Manaus – Você já pensou na possibilidade de ganhar dinheiro apenas assistindo ao seu esporte favorito? Esse é o caso de apostadores e investidores de jogos esportivos. O meio está longe de ser apenas um ato de torcer pelo time do coração ou apostar tudo na própria sorte. É uma modalidade de investimento que requer estudo, preparo, habilidade e ganha espaço entre os amazonenses que usam o amor pelo esporte para investir e ganhar dinheiro. 

    Para investir, os iniciantes procuram fazer toda uma análise de caso, levando em consideração detalhes como histórico do time, jogadores, árbitros, preparação técnica e até mesmo os ânimos dos torcedores. Este é o caso do Breno Costa.

     

    Breno e o filho esperando resultado de um investimento, no Colina
    Breno e o filho esperando resultado de um investimento, no Colina | Foto: Arquivo Pessoal

    Ele trabalha com isso de forma profissional há dois anos e conta que tudo começou justamente porque procurava formas de ganhar dinheiro on-line e utilizando o que mais gosta: o esporte. 

      Eu descobri que dava pra ganhar dinheiro assim, mas antes de tudo fiz um curso para entender melhor como funcionava, antes de pular de cabeça. Nesse meio, estudo é muito importante.  

    Ele explica que o sistema funciona com base em casas de aposta, por vezes online, onde investidores competem entre si, com as chamadas "entradas", que são tipos de lances. Um dos segredos é investir nas  entradas em acontecimentos rotineiros do jogo, não em seu resultado final.

     

    Investidores buscam acertar detalhes no jogo, como cartões e escanteios
    Investidores buscam acertar detalhes no jogo, como cartões e escanteios | Foto: Reprodução

    À exemplo, ele investe suas entradas, com um teto de gastos já limitados por si mesmo, em números de escanteios, probabilidades de um jogador especifico pegar um cartão ou uma falta e assim por diante.

    Quanto mais improvável algo é de acontecer, maior a aposta e ainda, maiores os riscos. Eles analisam essas estatísticas com base no desempenho anterior do time, seu adversário e comportamentos dos jogadores.

    Conforme essas entradas vão sendo vencidas, mais retorno financeiro o investimento tem. Hoje, Breno tem uma banca, como é chamado o seu teto de investimentos, de 20 mil reais e em um mês consegue obter um lucro de até 30% desse valor.

    Clima de desconfiança

     

    Preocupação com perdas e golpes gera desconfiança
    Preocupação com perdas e golpes gera desconfiança | Foto: Shutterstock

    Com estudo e preparo certo, o investimento esportivo pode se mostrar um ambiente capaz de dar bons retornos financeiros porém, muitos ainda veem a prática com uma certa desconfiança. Principalmente por relacionarem com o vício e com a constante possibilidade de perda. Afinal, é como um jogo, um dia há possibilidades de ganhar e outro, de perder. Para Breno, isso aconteceu principalmente no início. Sua esposa, com quem já convive há 14 anos, foi receosa por conta da da instabilidade das apostas.

      Essa foi dose! (risos) Ela ficava bastante em cima, as vezes até questionando bastante. Hoje ela entente como funciona e até me incentiva, mas não é fácil.  

    Seguindo deste princípio "não é fácil", ele relembra que já chegou até mesmo a ouvir de amigos e parentes que tudo daria errado. “Diziam: você vai cair em golpe! ”, conta. O investidor ainda reforça que após o negócio alavancar, começou a compartilhar com amigos a ideia, mas ninguém parecia interessado, com exceção de um: seu amigo, Paulo Victor.

    O empresário de 29 anos começou a investir de forma profissional há poucos meses. Após algumas dicas de Breno, Paulo consegue uma renda mensal em média de 8 mil reais com apostas. Depois de muito estudar e analisar com cuidado, atualmente, ele tem um bom rendimento, contando inclusive com o apoio da esposa. No entanto, até chegar a este ponto, Paulo Vitor já perdeu muito dinheiro, principalmente em anos anteriores, quando apostava por passatempo.

    Emoção x razão

     

    Amor pelo time as vezes atrapalha
    Amor pelo time as vezes atrapalha | Foto: Reprodução/Instagram

    Essa perda inicial, relatada pelo empresário, infelizmente é bem comum, já que muitos apostadores acabam se deixando levar pela paixão pelo esporte e o time, por vezes esquecendo de analisar com cautela. Ele relembra que em suas apostas anteriores, confiava bastante em si e em seu “conhecimento” no futebol, algo que possuía por ser um grande torcedor da atividade. O prejuízo pode vir quando um apostador amador não analisa os detalhes antes de fazer uma entrada e aposta quando "achava" que daria certo. 

    Eu não tinha muita noção. Apostava várias vezes na esperança de ganhar e sentir aquela emoção de vencer, sem contar tudo na ponta do lápis. Acabava saindo no prejuízo sem nem perceber.  

    Após várias perdas, o empresário, que é flamenguista, prefere se manter nas apostas longe do time do coração, justamente por ainda não conseguir separar o seu lado apostador do amor pela equipe.

    Cuidado redobrado

     

    Golpes, fonte de preocupação de amigos e familiares, também são uma realidade
    Golpes, fonte de preocupação de amigos e familiares, também são uma realidade | Foto: Reprodução

    Sendo um mercado em expansão e altamente rentável, muitos se interessam em entrar para o mundo dos investimentos esportivos. Por isso, os amigos alertam sobre as apostas arriscadas, casas e “professores” milagrosos.

    “Hoje, muitos investidores usam o aplicativo Telegram para trocar uma ideia, dá umas dicas, mas muitos só querem tirar dinheiro daqueles que ainda não entendem muito do meio”, conta Breno.

    Por isso, ambos reforçam a necessidade de estudar a área antes de pular de cabeça, mas ainda, não deixar de expandir os negócios por medo de correr riscos. “É preciso lembrar que eles podem fazer o que quiserem, ser o que quiserem e como quiserem. Nada é impossível”, concluiu.


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