Fonte: OpenWeather

    Entrevista


    'Estou pronto para mostrar que aprendi e superei o 7 a 1', diz Paulinho

    Por causa dos seus gols e das suas atuações pelo time nacional, Paulinho voltou à elite do futebol mundial; confira o bate-papo com o jogador

    Por causa dos seus gols e das suas atuações pelo time nacional, Paulinho voltou à elite do futebol mundial; confira a entrevista com o jogador | Foto: Divulgação/CBF

    Ele já é o volante com o maior número de gols com a camisa da seleção brasileira. Após balançar as redes na vitória por 3 a 0 sobre o Chile, no mês passado, Paulinho se isolou ainda mais na artilharia da posição. O jogador de 29 anos já contabiliza 11 gols. Neste ano, ele fez ainda três na goleada contra o Uruguai, por 4 a 1, em março, e outro contra o Equador, em agosto.

    A antiga artilharia era dividida por volantes consagrados como Falcão, Alemão, Dunga, César Sampaio e Emerson. Cada um marcou sete vezes pela seleção.

    Leia também: Praia do Tupé será o cenário da 2ª Corrida e Caminhada Ecológica Manaus

    Por causa dos seus gols e das suas atuações pelo time nacional, Paulinho voltou à elite do futebol mundial. Em agosto, ele trocou o inexpressivo Guangzhou Evergrande, da China, pelo Barcelona.

    À reportagem, o jogador contou que Felipão o ajudou a deixar o futebol chinês e afirma estar orgulhoso por estar jogando em um dos principais clubes do mundo.

    Paulinho disse que foi também vítima de racismo no início da carreira na Lituânia e acredita que o 7 a 1 na Copa de 2014 o deixou mais forte.

    "Aquela derrota para a Alemanha me fez ser forte como nem imaginava que pudesse ser. Estou pronto para mostrar que aprendi com o 7 a 1 e que o superei", disse o volante do Barcelona.


    REPORTAGEM - Você terminou as eliminatórias sul-americanas como um dos artilheiros da seleção brasileira. Nunca um volante da seleção fez tantos gols. Como você explica isso?

    PAULINHO - Eu sempre fui um volante de infiltração, de pisar a área adversária, de participar bem das ações ofensivas. E com o Tite, eu sempre tive essa efetividade. Ele sempre me orientou e me pediu que usasse bem meus atributos nesse sentido.


    R. - Na Copa do Mundo, você vai brigar pela artilharia?

    P. - Aí a competição é bem maior, não sei hein (risos). Mas vou brigar para ajudar a seleção a cada minuto. Se tiver a oportunidade de marcar gols e fazer o time vencer, melhor ainda. Mas o foco total é ajudar o time a conquistar seus objetivos, jogo a jogo.


    R. - Qual é a importância do trabalho do Tite na sua carreira?

    P. - É extrema. Felizmente, tive ótimos treinadores. Professores no real sentido da palavra. Mas o Tite é um cara diferenciado, tanto dentro como fora de campo. Aprendi nos mais diferentes segmentos com ele. Taticamente, racionalmente, psicologicamente... Só tenho a agradecer.


    R. - Depois da Copa de 2014, você foi pra China. Você esperava jogar no Barcelona agora?

    P. - Eu sempre sonhei com esse momento. Era algo que queria muito e, felizmente, consegui. O Felipão [seu técnico no Guangzhou Evergrande] sempre me entendeu e me ajudou. Sou grato a ele por tudo que fez por mim nesses anos.


    R. - Jogar no Barcelona é realmente diferente?

    P. - É realmente mais que um clube. É uma cultura. Ainda não sei explicar. Você precisa entender o DNA do Barça para jogar de verdade lá.


    R. - Você saiu muito cedo do Brasil para jogar no futebol da Lituânia. Lá, você sofreu racismo. Como você se sentia?

    P. - Foi complicado. Eu era muito jovem, cheio de sonhos e vazio de experiências. Infelizmente, principalmente no leste europeu, isso acontece com mais frequência. Sempre tive muito orgulho de quem eu fui, de quem eu sou, da minha raça, da minha cor. Isso é algo que magoa muito.


    R. - Você passou pelo trauma do 7 a 1 na Copa de 2014. O que você tirou de lição daquele momento para a sua carreira?

    P. - Você tira lições de tudo na sua vida. Nos momentos mais dolorosos, você aprende a ser mais forte e a dar a volta por cima. Aquela derrota para a Alemanha me fez ser forte como nem imaginava que pudesse ser. Estou pronto para mostrar que aprendi com o 7 a 1 e que o superei.


    R. - A seleção brasileira chega na Copa da Rússia como favorita. O que você acha que o time tem que fazer para conquistar o hexacampeonato mundial?

    P. - Acreditar e lutar como se fosse o último jogo de nossas vidas sempre. Na estreia, no segundo jogo, no mata-mata... Temos que acreditar e lutar sempre. Estamos nos preparando bem e estamos confiantes em fazer uma grande competição no ano que vem.


    R. - Quais serão os grandes adversários da seleção na Copa?

    P. - Difícil apontar um ou dois favoritos apenas. São tantas seleções de qualidade. A Alemanha, a França... A Itália, que apesar de estar na repescagem tem uma ótima solidez defensiva, a Espanha com seu DNA ofensivo e de posse de bola, a Argentina pode chegar com moral depois de tudo que passou nas eliminatórias. Serão todos grandes adversários.

    Leia mais: Uxi amarelo e Unha de gato usados no combate a cistos, miomas e endometriose

    Chefe do 'Comando da 14' é baleado com 5 tiros em atentado na Zona Sul

    Evento de palestras gratuitas chega à segunda edição em Manaus



    Comentários