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    Saúde


    Gordura no fígado, doença que afeta 30% da população brasileira

    A esteatose hepática ocorre quando as células do fígado começam a ser infiltradas por células gordurosas, e quando esse processo se torna prolongado e provoca inflamação, se não tratada corretamente evolui para cirroses ou câncer

    Escrito por Euler Ribeiro no dia 13 de maio de 2021 - 08:00

     

    Tratamento atual recomenda em primeiro lugar recomenda uma mudança do estilo de vida
    Tratamento atual recomenda em primeiro lugar recomenda uma mudança do estilo de vida | Foto: Divulgação


    O mundo vive hoje uma epidemia de obesidade com sérias consequências. Uma delas é a gordura no fígado (chamada esteatose hepática), uma doença silenciosa que afeta 30% da população brasileira. O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano sendo responsável por várias funções essenciais ao nosso organismo, porém nosso estilo de vida tem causado problemas sérios e até irremediáveis para este importante órgão.

    A esteatose hepática ocorre quando as células do fígado começam a ser infiltradas por células gordurosas (os triglicerídeos), quando este processo se torna constante e por tempo prolongado pode provocar uma inflamação que se não tratada corretamente pode evoluir para cirroses, câncer e até necessidade de transplante do fígado.

    Vale lembrar que é normal ter um pouco de gordura neste órgão, mas quando ultrapassa 10 a 15% do peso do órgão se estabelece uma enfermidade.

    Classificamos esteatose hepática de acordo com sua causa: alcoólicas provocadas pelo consumo excessivo de álcool e não alcoólicas provocada por hábitos e estilos de vida inadequados. Por muito tempo acreditamos que somente o álcool era capaz de prejudicar o nosso fígado, porém as principais causas desta moléstia estão relacionadas a uma hiperalimentação gordurosa/obesidade, má nutrição, diabetes e o sedentarismo que juntos somam como os fatores de risco principais para o aparecimento da gordura no fígado.

    Na maioria das vezes a gordura no fígado vai se acumulando sem despertar sintomas até que chega um momento que apresenta dor abdominal intensa no rebordo costal direito, causando náuseas, vômitos,  perda de apetite, distúrbios digestivos sérios e em casos mais graves o aparecimento de icterícia.

    O diagnóstico se faz com ultrassom abdominal total com análise de níveis de tgp e tgo no sangue. Em casos de suspeitas de câncer é necessário realizar biópsia o mais rápido possível para um tratamento adequado. Surgindo a suspeita o paciente deve receber tratamento médico, não use medicamentos por conta própria pois pode piorar sua condição.

    O tratamento atual em primeiro lugar recomenda uma mudança do estilo de vida, evitar gorduras na alimentação, cortar frituras, diminuir os hidratos de carbono, menos os das frutas e aumentar o consumo de proteínas de baixo peso molecular, como a dos peixes. Praticar exercícios regulares, dormir pelo menos 10 horas por dia em qualquer idade, beber grandes quantidades de água e não fazer grandes esforços.

    Existem medicamentos usados atualmente com efeitos satisfatórios para este  tratamento, mas precisam ser aliados às mudanças de estilo de vida para tratar na raiz a causa do problema e ter o resultado satisfatório. Seguindo o tratamento adequado, o paciente tem altas chances de regredir o quadro de gordura no fígado ou ao menos estabilizá-lo.

    Mesmo os casos em que a doença já evoluiu para cirrose podem ser controlados antes que o fígado seja completamente atacado. Por isso a importância do diagnóstico precoce. Cuidem-se! 


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