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    manifestação


    Fábio Assunção viraliza na internet após protesto por morte de menina

    O ator está no trends tópics twitter após participar da manifestação pela morte de Agatha Félix, de 8 anos, no RJ

    O enterro do corpo da menina Agatha, de apenas 8 anos, foi marcado por indignação e comoção | Foto: Reprodução

    Rio de Janeiro - O ator Fábio Assunção participou da manifestação pela morte de Agatha Félix, no Rio de Janeiro. "Vim prestar minha solidariedade, o luto, não dá pra ir mais pra baixo do que isso", disse o ator, que também é pai de uma menina de 8 anos. A imagem do ator segurança um balão amarelo durante o protesto viralizou na internet e o assunto, nesta segunda-feira (23), está no trends tópics twitter.

    "Não é só o caso da Agatha, diariamente a gente está vendo coisas que são impensáveis. A sociedade tem que se pronunciar, se colocar", acrescentou.

    O enterro do corpo da menina Agatha, de apenas 8 anos, foi marcado por indignação e comoção, na tarde de domingo (22), no cemitério de Inhaúma, Zona norte do Rio.

    Agatha foi atingida nas costas por um tiro de fuzil dentro da Kombi em que viajava, no Complexo do Alemão, na noite de sexta-feira, 20.

    Protestos

    "A polícia matou um inocente. Não teve tiroteio nenhum. Foi dois disparos que ele deu. É mentira!", gritava, muito abalado, um homem que seria o motorista da Kombi. Ele teria visto um policial atirando e ajudado a socorrer a menina.

    No velório, outras pessoas contestaram a versão oficial da Polícia Militar, de que Agatha teria sido ferida num confronto entre policiais e criminosos.

    "Quem matou foi o Estado", dirigiu-se um homem a jornalistas, sem se identificar. "Não houve confronto", completou outro.

    Manifestação

    Moradores e ativistas convocaram nova manifestação neste domingo, pedindo o fim da violência policial no conjunto de favelas em que a menina foi atingida. A concentração de manifestantes foi marcada para 13h, em frente à Unidade de Pronto Atendimento de Itararé. Depois, os participantes seguiram juntos para o velório da menina.

    "Eu tenho uma filha de oito anos, ela fica desesperada quando tem operação na comunidade. É muito tiro, parece que o tiro é dentro de casa", disse Marcos Henrique Nascimento Lopes, de 39 anos, líder de um grupo de mototaxistas que participaram do protesto. "Somos moradores, não temos culpa dessa política de segurança pública que não funciona na comunidade. Reconhecer o erro não é vergonha, vergonha é insistir no erro", completou.





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