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    Anopheles


    Camila Pitanga e a filha de 12 anos são diagnosticadas com malária

    A malária tem como principal manifestação clínica a febre, associada ou não a calafrios, tremores, suores, dor de cabeça e indisposição no corpo

    A atriz revelou que foram dias de muito sufoco
    A atriz revelou que foram dias de muito sufoco | Foto: Divulgação

    Camila Pitanga e a filha, Antonia, de 12 anos, foram diagnosticadas com malária. A confirmação do quadro, segundo a atriz, aconteceu após as duas testarem negativo para o coronavírus.

    "Foram 10 dias de muito sufoco. Entre picos de febre alta, calafrios e total incerteza. Havia a sombra da possibilidade de estar com Covid-19. Somente no domingo recebi o resultado negativo. Mas no lugar de me aliviar, permaneci agoniada, pois eu não fazia ideia do que eu poderia ter. Estava à deriva", contou a atriz, em relato publicado no Instagram.

    Como Camila Pitanga contraiu malária

    A artista cumpria o isolamento social numa casa em meio à Mata Atlântica, no litoral de São Paulo, quando contraiu a doença. "Uma amiga minha suspeitou que esses picos de febre associados ao fato de estar em isolamento social numa zona de Mata Atlântica podiam ser malária", contou a atriz. Ela foi, então, aconselhada a se consultar com infectologistas.

    Transmitida por meio da picada de mosquitos do gênero Anopheles, a malária é uma doença que voltou a ser registrada com mais frequência nos últimos anos no Brasil. De 2016 a 2018, o país viu um aumento de 3.550% nos casos.

    A doença está presente em nações localizadas na faixa tropical do planeta. Como ressalta um documento publicado pela Fiocruz, regiões com criadouros naturais de mosquitos — como beiras de rio e áreas alagadas do final da tarde até o amanhecer —, são mais propícias a transmissão da malária. A ausência de infra-estrutura adequada para o saneamento básico também é um dos fatores cruciais para a maior reprodução dos mosquitos transmissores.

    Segunda doença infecciosa que mais mata no planeta — e ainda sem vacina —, a malária tem como principal manifestação clínica a febre, associada ou não a calafrios, tremores, suores, dor de cabeça e indisposição no corpo. Outros sintomas também são frequentes, como vômitos, diarreia, dor abdominal, falta de apetite, tonteira e sensação de cansaço.

    O tratamento é feito de maneira a interromper o ciclo de transmissão, com drogas que diminuem a carga de parasitas no sangue. Assim, se a pessoa doente for picada, o parasita não será transmitido a outro mosquito. Segundo médicos, o diagnóstico precisa ser feito em até 48 horas após o surgimento dos primeiros sintomas e o tratamento começar de imediato.

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