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    Novidade automotiva


    A caminho do Brasil, o Suzuki Jimny Sierra mostra seus atributos

    A caminho do Brasil, o Suzuki Jimny Sierra mostra seus atributos nas estradas e nas trilhas em Portugal

    Veículo chega custando mais de R$75 mil, ainda sem preço final definido.
    Veículo chega custando mais de R$75 mil, ainda sem preço final definido. | Foto: António de Sousa Pereira/Absolute Motors/Portugal

    Agência AutoMotrix - Depois de dar as caras no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo de 2018, a nova geração do Jimny chegará às concessionárias brasileiras ainda este ano, importada do Japão. No Brasil, a nova geração conviverá com a linha atual produzida na fábrica do Grupo HPE Motors na cidade goiana de Anápolis e será denominada de Jimny Sierra.

    Virá com um motor aspirado 1.5 16V a gasolina que, na Europa, rende 102 cavalos – como a gasolina brasileira é misturada com etanol, a potência ficará em 108 cavalos – a 6 mil rpm e torque de 13,3 kgfm a 4 mil (no Brasil, 14,1 kgfm).

    O modelo terá opções de câmbio manual de 5 velocidades ou automática de 4. A tração é 4WD com possibilidade de utilização apenas frontal ou 4x4 reduzida. A nova geração do Jimny já está à venda na Europa desde o início do ano.

    O modelo avaliado em Portugal é da configuração Mode3, que é a versão de topo da mais recente geração do mítico todo-terreno japonês – no Brasil, essa versão poderá ser chamada de 4Style. Trata-se da única variante a trazer rodas de liga leve (incluindo a do estepe) e conjunto óptico dianteiro em leds. Os únicos opcionais são a pintura metalizada ou em dois tons. 

    O novo Jimny é daqueles automóveis que cativam logo ao primeiro olhar. Com dimensões exteriores bastante contidas, até para satisfazer a rigorosa legislação do seu país de origem, o singular carrinho com chassi de longarinas ostenta linhas absolutamente deliciosas, ao jeito da melhor tradição Jimny/Samurai, já com praticamente cinco décadas de existência, e da mais pura herança dos verdadeiros “off-road”.

    O estepe, com roda e pneu iguais às demais, colocado no exterior da tampa do porta-malas, reforça o estilo aventureiro. Sua aparência, a um só tempo, clássica e moderna, combina linhas quadradas com alguns elementos puramente redondos. O resultado é um estilo sedutor, que transmite uma agradável sensação de robustez.

    No interior, o encanto não se perde, mas surgem aspectos mais racionais e nem sempre favoráveis ao simpático todo-terreno da Suzuki. O painel de instrumentos, com a sua moldura quadrada, mostradores redondos e aspecto tradicional, tem seu estilo reproduzido em toda a parte dianteira, com destaque para as saídas de ventilação redondas – mais um mimo em termos de design.

    Todos os plásticos são duros, contudo, a montagem é bem elaborada e os equipamentos de série, generosos, no plano do conforto e, especialmente, da segurança. Nesse aspecto, destacam-se a frenagem autônoma de emergência com alerta de colisão, o dispositivo de fadiga do condutor, o alerta de saída involuntária da faixa de rodagem e o sistema de leitura de sinais de trânsito.

    O porta-malas, com todos os assentos em uso, é meramente simbólico – não disponibiliza mais do que 85 litros. Com o rebatimento do banco traseiro divido na proporção 50/50 (e de operação extremamente simples), já dá para transportar os pertences para um fim de semana a dois, ou até um pouco mais. As costas do banco traseiro são reguláveis em seis posições de inclinação, o que serve para ampliar um pouco o espaço no porta-malas sem reduzir a capacidade de passageiros. 

    Interior do veículo, aposta da montadora
    Interior do veículo, aposta da montadora | Foto: António de Sousa Pereira/Absolute Motors/Portugal


    Experiência a bordo

    No novo Jimny, a posição de dirigir é correta. Os bancos são finos e não oferecem mais do que as regulações mínimas, embora contem com um apreciável apoio e sejam cômodos, mesmo em deslocações mais prolongadas.

    O volante é regulável apenas em altura, porém, é agradável de se usar. A ampla superfície envidraçada permite ter uma boa noção espacial do veículo e daquilo que o rodeia. Quando se pretende transportar passageiros nos lugares traseiros, o acesso ao banco posterior obriga a alguma ginástica.

    Somente o banco passageiro é rebatível e não dispõe de memória de posição. Por isso, precisa ser reajustado longitudinalmente sempre que alguém tem que entrar ou deixar os lugares posteriores. O espaço disponível atrás nem é assim tão exíguo, entretanto, os bancos são finos e oferecem reduzido apoio para as pernas, devido a um assento muito curto. 

    A configuração 4You do Jimny Sierra é equipada com retrovisores externos com regulagem elétrica, ar-condicionado manual, bancos traseiros bipartidos (50/50), coluna de direção com ajuste de altura, comandos de áudio no volante, porta USB no console central, sistema de entrada keyless, travamento das portas e dos vidros elétricos.

    Já a versão de topo de linha 4Style agrega acendimento automático dos faróis, ajuste de farol manual, ar-condicionado digital automático, piloto automático e volante revestido em couro. O sistema de infoentretenimento oferece tudo o que se exige, mas sua operação é um tanto complexa. Em movimento, por vezes, se torna complicado acessar às funcionalidades pretendidas.

    Impressões ao dirigir

    Traseira do veículo, aposta da montadora
    Traseira do veículo, aposta da montadora | Foto: António de Sousa Pereira/Absolute Motors/Portugal

    Lisboa/Portugal - A versão avaliada do novo Jimny trazia uma transmissão manual de 5 velocidades, robusta e precisa. A tração integral e a caixa de transferências voltam a ser operadas por uma convencional alavanca de operação suave, dispensando os comutadores elétricos, potencialmente mais passíveis de falhas de funcionamento.

    O modo 4x4 (4H) pode ser acionado em andamento até os 90 km/h, no entanto, é importante garantir que as rodas da frente não estejam viradas. Já o modo 4L (a reduzida) só deve ser feito com o veículo parado. O controle eletrônico de descidas HDC é de série.

    O motor 1.5 a gasolina aspirado é suficientemente poderoso para locomover o Jimny com desenvoltura. Embora prefira os médios e altos regimes – a sua faixa ideal é de 3 mil a 6 mil rpm –, o desempenho em baixas rotações está longe de fazer feio.

    A caixa bem escalonada garante um desempenho mais do que aceitável para a proposta. O ritmo de cruzeiro ideal fica de 120 km/h a 130 km/h. A partir daí, e até os 145 km/h de velocidade máxima, a progressão é mais lenta e o ruído do motor tende a invadir o habitáculo, que é praticamente desprovido de isolamento acústico digno.

    Tal característica torna perfeitamente audíveis, também, o funcionamento da transmissão e os ruídos aerodinâmicos causados por uma carroceria na qual o coeficiente de penetração aerodinâmica não foi a principal preocupação.

    A tocada em estrada é honesta e eficaz. O comportamento dinâmico é, sem dúvida, o maior trunfo. Nas velocidades mais elevadas, o carro fica sujeito à ação dos ventos laterais, o que obriga a constantes correções de volante.

    Visual frontal do veículo, aposta da montadora
    Visual frontal do veículo, aposta da montadora | Foto: António de Sousa Pereira/Absolute Motors/Portugal

    Em traçados mais sinuosos, a inclinação da carroceria em curvas vem, mas nada que assuste ou cause preocupação maior. De resto, é um SUV fácil de se dirigir e com desempenho competente. O elevado nível de conforto em qualquer situação impressiona, até nos pisos mais complicados. Em uso urbano, a direção muito desmultiplicada, com 4,25 voltas de volante, pode tornar mais trabalhosas as manobras de estacionamento em espaços mais apertados.

    Por outro lado, a facilidade com que o Jimny transita mesmo em ruas mais estreitas ou supera o asfalto mais esburacado são vantagens consideráveis. 

    Mas é no fora-de-estrada que o novo Jimny mostra todo seu potencial. As dimensões exteriores contidas, o baixo peso, o robusto chassi de longarinas, a suspensão com eixo rígido e molas helicoidais e o “powertrain” bem dimensionado permitem ao novo Jimny chegar onde poucos o acompanharão.

    O desempenho só é comparável com o de modelos que custam, no mínimo, o dobro ou o triplo do preço. Nas trilhas, só é possível desligar o controle de tração abaixo dos 30 km/h. O dispositivo é eficiente ao atuar como bloqueio de diferencial sempre que uma roda perde o contato com o solo, travando-a quase de imediato.

    Mesmo em subidas mais íngremes, sobre terrenos mais exigentes ou em obstáculos de transposição mais complexa, é notável a vontade com que evolui. A estrutura do chassi e da suspensão é capaz de aturar uma torção absurda no fora de estrada, o que aumenta a capacidade de superar ângulos extremos.

    O menor “off-road” do mercado é também um dos mais convincentes. Racional na utilização convencional no dia a dia, demonstra ser sinônimo de aventura e prazer ao volante nas trilhas. O fato de proporcionar uma experiência rara e muito divertida, e, principalmente, a sua capacidade para evoluir em terrenos inóspitos, fazem com que os 24.811 euros (equivalentes a R$ 109 mil) pedidos pelo Jimny 1.5 VVT Mode3 na Europa pareçam um valor tentador.

    Não há definição de preço do Jimny Sierra no Brasil, mas ficará bem acima da geração anterior, que custa R$ 74.990 na versão 4All e é o off-road mais barato vendido no país. 

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