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    Convívio com cães e gatos pode reduzir o risco de alergia

    Uma nova pesquisa sugere que crianças expostas aos pelos de cães e gatos em seu primeiro ano de vida sofrem menos crises alérgicas

    A pesquisa foi realizada com 473 crianças (241 meninas e 232 meninos) atendidos no Medical College of Georgia
    A pesquisa foi realizada com 473 crianças (241 meninas e 232 meninos) atendidos no Medical College of Georgia | Foto: Divulgação


    São Paulo - Um estudo apresentado recentemente nos Estados Unidos defende a tese que o contato com animais domésticos nos primeiros meses de vida poderia reduzir, ao invés de aumentar, o risco de alergias. Não são poucos os pais que se desfazem de seus animais para evitar riscos para bebês muito novos.

    No entanto, a nova pesquisa sugere que crianças expostas aos pelos de cães e gatos em seu primeiro ano de vida sofrem menos crises alérgicas posteriormente 

    A pesquisa não é a primeira a sugerir que o contato com animais domésticos poderia funcionar como uma espécie de vacina contra a alergia. Porém, é a mais detalhada já realizada, informa Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News (www.revistaecotour.news) 

    Em teoria, o contato desde cedo com pelos de animais poderia dessensibilizar o sistema imunológico das crianças à presença não só de animais peludos, mas também de tapetes e poeira, entre outros alérgenos.

    Mesmo admitindo que apenas uma parcela de seus colegas concorde com suas ideias, os autores do estudo disseram que seus resultados são significativos. 

    A pesquisa foi realizada com 473 crianças (241 meninas e 232 meninos) atendidos no Medical College of Georgia e no Henry Ford Health System, em Detroit 

    Foram testadas reações alérgicas, função pulmonar e brônquica por sete anos. Os cientistas descobriram que crianças expostas a animais tinham incidência de alergia 50% menor do que as demais, enfatiza Vininha F. Carvalho.

    Eles frisaram que crianças asmáticas não foram consideradas no estudo e que, para estas, animais continuam não sendo recomendados. O estudo foi apresentado na American Thoracic Society 

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