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    Uso da Canabidiol


    Medicamento à base de Canabidiol ainda é de difícil acesso no Brasil

    No Amazonas, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Susam), por meio da secretaria, atualmente três pacientes recebem medicamentos feitos por meio do canabidiol.

    A substância química corresponde a 40% dos extratos da planta Cannabis sativa
    A substância química corresponde a 40% dos extratos da planta Cannabis sativa | Foto: Divulgação

    Manaus - O uso dos medicamentos à base de Canabidiol (CBD) ainda segue alguns critérios para serem utilizados no Brasil. A substância química corresponde a 40% dos extratos da planta Cannabis sativa (nome dado cientificamente para a maconha). 

    No país, o uso do Canabidiol era proibido, assim como em outros países também, pois a substância é monitorada devido aos efeitos psicoativos. Apesar de alguns pesquisadores não aprovarem o uso da substância em remédios, a erva medicinal é utilizada em muitos tratamentos.

    Em janeiro de 2015, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirou o Canabidiol da lista de substâncias proibidas no Brasil. A medida foi aprovada pela Diretoria Colegiada da agência. Assim, passou a ser controlada e pôde ser utilizada (com consentimento da Anvisa), em medicamentos neurológicos.

    Contabilizaram-se 321 pedidos médicos em 2015, após a prescrição passar a ser permitida. Já no ano passado, em 2018, houve um crescimento de 62% de receitas de medicamentos à base da substância. Porém, o número ainda é baixo.

    Veja abaixo algumas doenças em que o Canabidiol pode auxiliar no tratamento:

    Câncer – O canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabidiol (THC) são as duas substâncias encontradas na maconha que podem auxiliar no tratamento do câncer e combater os efeitos das sessões de quimioterapia.

    Esclerose múltipla – essa doença costuma atingir pessoas jovens e seus surtos surgem em fortes contrações musculares involuntárias, dores e mal funcionamento da bexiga e intestinos. É uma doença crônica inflamatória que compromete o funcionamento do sistema nervoso.

    Ansiedade e fobia social – uma dose de 600 miligramas da substância provoca uma sensação de “segurança” em pacientes com fobia e crises de ansiedade, segundo um estudo realizado pela USP de Ribeirão Preto (SP). Ainda segundo o estudo, a substância consegue atuar no organismo de forma que suavize os sinais de estresse no cérebro.

    Pacientes no Amazonas

    No Amazonas, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Susam), por meio da secretaria, atualmente três pacientes recebem medicamentos feitos por meio do canabidiol. Os medicamentos são disponibilizados conforme demanda comprovada e a entrega depende de liberação da Anvisa. A Susam não infomou quem seriam os pacientes.

    Em setembro de 2017, o Portal Em Tempo registrou o drama do garoto Luís Vinícius Dourado. Na época, o menino tinha 10 anos de idade, e apesar de ter recebido autorização da Justiça do Amazonas e da Anvisa para tomar a medicação Canabidiol Cibdex Hemp (CBD), que podia zerar suas convulsões, ainda não havia recebido a medicação pela rede pública.

    Sem previsão de quando o remédio de Luís Vinícius seria entregue, a família da criança buscou outras formas para melhorar a qualidade de vida dele. Os pais montaram uma sala dedicada à fisioterapia e a terapia ocupacional do menino.

    Em outro caso, no mesmo ano, a Corte Suprema do Amazonas, o TJAM, exigiu que a Susam comprasse o CBD para uma menina com epilepsia e síndrome epiléptica generalizada. A decisão dos desembargadores foi contra um recurso do governo estadual para não comprar o remédio, já que ele não fazia parte da lista de medicamentos do SUS, entre outras justificativas.

    Tal tese foi derrubada com base em decisão do STF e da Justiça do Rio Grande do Sul, avocada pelo desembargador Yedo Simões, que relatou o recurso dessa outra criança.

    Uso no Brasil em 2017

    De todos, em 2017 no Brasil, o único que havia conseguido autorização judicial para o cultivo era a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace), localizado em João Pessoa, na Paraíba. Naquele ano, ela atendia 378 pacientes por mês, com uma lista de espera com mais de 230 pessoas.

    Segundo o diretor médico do Instituto de Reabilitação de Saint Luke, Gregory Carter, nos Estados Unidos a substância é indicada para doenças como inflamações, distúrbios dos sonos, inflamações, disfunções intestinais, espasmos. Ela ajuda no alívio de dor e traumas cirúrgicos.

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