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    Saúde


    Mulheres devem incluir urologista em check ups anuais

    O médico lembra que as mulheres são as mais afetadas por infecções urinárias, por prender o xixi por muito tempo, o que pode gerar graves danos à saúde, pois cria um ambiente propício à proliferação de bactérias.

    Dr Giuseppe Figliuolo é Presidente da seccional no Amazonas, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)
    Dr Giuseppe Figliuolo é Presidente da seccional no Amazonas, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) | Foto: Divulgação

    Manaus - A maior parte da população associa a saúde feminina à visita periódica ao ginecologista. Já para os homens, a indicação é que conste no calendário anual, pelo menos uma consulta com o urologista. Entre as alterações mais comuns em mulheres, que necessitam de avaliação clínica de um urologista, estão, por exemplo, as incontinências urinárias, problemas na uretra, rins e bexiga – o que inclui vários tipos de câncer -, além de infecções, cistites e pedras nos rins.

    “Para desconstruir a idéia de que a urologia está voltada exclusivamente ao tratamento de patologias masculinas, usamos datas como o Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta sexta-feira (8 de março), para conscientizar e reforçar que as mulheres também devem incluir a especialidade nos check ups anuais, afinal, os problemas no trato urinário podem acometer a todos, independente de sexo e idade”, alertou o cirurgião urologista da Urocentro, Giuseppe Figliuolo.

    Em relação a infecções urinárias, o médico lembra que as mulheres são as mais afetadas pelo problema, por prender o xixi por muito tempo, o que pode gerar graves danos à saúde, pois cria um ambiente propício à proliferação de bactérias.

    Ginecologistas

    Presidente da seccional no Amazonas, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Figliuolo destaca que a maioria das pacientes que busca ajuda médica por problemas no trato urinário, vem encaminhada por outros especialistas, como ginecologistas, por exemplo. “Nesse caso, o problema costuma estar agravado, pois não há uma prevenção”.

    Incontinência urinária

    Ele alerta, ainda, que cerca de 50% das mulheres na fase da menopausa apresentam problemas na bexiga. “Nas mulheres na melhor idade, a incontinência urinária, por exemplo, é mais comum do que se imagina, podendo ocorrer por inúmeros motivos. Mas, vale lembrar que a perda involuntária da urina pode atingir também mulheres mais jovens, seja por alguma alteração menos significativa, que pode ser corrigida com tratamento medicamentoso ou uma pequena cirurgia; seja por um tumor benigno ou maligno, o que requer atenção redobrada e acompanhamento em longo prazo”, assegurou.

    Outras doenças relacionadas ao trato urinário

    Outras disfunções com indicação para a especialidade são: bexiga hiperativa (vontade incontrolável de urinar), cistite intersticial (inflamação crônica da bexiga), pedra nos rins (formação de cálculos), entre outras.

    A prevenção a grande parte delas se dá através de hábitos simples, como a ingestão de líquidos em grande quantidade (pelo menos dois litros ao dia), não reter urina, corrigir alterações intestinais (diarreias ou prisão de ventre) e micção antes e após as relações sexuais.

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