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    A religião na Copa do Mundo de 1966

    A religião teve interferência na história da Copa do Mundo de 1966

    | Foto: Reprodução

    Londres, capital da Inglaterra, era o centro do mundo desde o século XVIII. Não à toa, o meridiano de Greenwich, a partir do qual o planeta inteiro define leste e oeste, tem seu marco zero passando exatamente pela cidade. Tudo isso era fruto da expansão do império britânico, o único na história a ter territórios em todos os continentes habitáveis - Europa, Américas, Africa, Ásia e Oceania. No futebol, a Inglaterra também se considerava o centro do mundo.

    Para a Copa do Mundo de 1966, a Inglaterra apresentou candidatura no congresso da Fifa em Roma, durante os Jogos Olímpicos de 1960. A Alemanha também cogitou concorrer, mas, ao perceber que o presidente da Fifa, Arthur Drewey, era inglês e que outros integrantes dos altos escalões da entidade também eram ingleses, desistiu. No dia 22 de agosto, a Inglaterra, como única concorrente no páreo, foi aclamada sede do Mundial de 1966.

    A religião teve interferência na história da Inglaterra desde sempre. Quedas de braço entre monarcas e clero ocorriam desde o ano de 1215. No século XVI, o rei Henrique VIII foi protagonista de um episódio curioso. Ele se aproveitou do fato de a Igreja Católica não liberar seu divórcio de sua primeira esposa e rompeu com o Vaticano. Fundou assim a Igreja Anglicana, da qual se tornou chefe e liberou o divórcio. 400 anos depois, a religião anglicana teve reflexos na Copa de 1966, sendo o primeiro Mundial a não ter jogos aos domingos. Os britânicos só teriam o domingo liberado para o futebol a partir de 1973.

    Na estreia, o último jogo de Pelé e Garrincha juntos com a camisa amarela, o Brasil venceu a Bulgária por 2 a 0, com um gol de cada. Nas duas derrotas seguintes, eles não estiveram juntos. Pelé não jogou na derrota para a Hungria por 3 a 1 e Garrincha não jogou na derrota, também por 3 a 1, diante de Portugal. O Brasil acabou sendo eliminado ainda na primeira fase.

    Na última Copa sem a possibilidade de serem feitas substituições durante o jogo, a Coreia do Norte estreou de forma marcante. Derrotou a Itália por 1 a 0 em uma das maiores zebras da história das Copas.

    O surpreendente resultado classificou os norte-coreanos e eliminou a Azurra, além de ter sido a primeira vitória de equipes asiáticas em Mundiais. Chegou a estar vencendo, nas quartas de final, Portugal por 3 a 0, mas, em uma reação comandada pelo craque Eusébio, perdeu por 5 a 3.

    Craque maior da Copa de 1966, Bobby Moore é considerado o melhor jogador inglês em todos os tempos. Ele foi um dos sobreviventes da tragédia de Munique - o acidente com o avião do Manchester United que causou a morte de 23 pessoas, incluindo oito jogadores, em 1958.


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