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    Especial Parintins


    Apaixonados pelos bois pintam suas casas de azul ou de vermelho

    Rivalidade entre Garantido e Caprichoso é percebida até na decoração do imóvel durante o Festival de Parintins

    Conheça as mulheres que levaram o amor pelo boi para dentro de casa
    Conheça as mulheres que levaram o amor pelo boi para dentro de casa | Foto: Bruna Oliveira

    Parintins - Ao percorrer as ruas da cidade de Parintins, é bem comum observar casas fazendo alusão ao boi escolhido por cada morador. A equipe do Portal EM TEMPO conheceu duas casas nada comuns e que demonstram que é mais do que uma torcida pelo boi e sim um estilo de vida. 

    A casa azulada

    A casa é uma das mais visitadas durante o festival
    A casa é uma das mais visitadas durante o festival | Foto: Bruna Oliveira

    A dona da casa Ana Maria de Azedo, faz questão de contar sobre a paixão que tem pelo boi desde a infância. 

    A casa tem a numeração do ano do nascimento do boi
    A casa tem a numeração do ano do nascimento do boi | Foto: Bruna Oliveira

    Na casa azul e branca (Caprichoso), ela e a família moram há 43 anos. Mudou-se com o esposo e criou os três filhos que se acostumaram com a paixão da mãe por tudo que tem a cor azul.

    Vaidosa com joias da cor do boi Caprichoso, unhas pintadas de azul que era impossível de não perceber a influência do boi até na vestimenta da parintinense. 

    As cores são influência na escolha das roupas e acessórios
    As cores são influência na escolha das roupas e acessórios | Foto: Bruna Oliveira

    "Eu adoro me vestir assim. Você nunca vai me ver com outra cor de roupa", conta. 

    "Sempre tive um amor ao Caprichoso desde criança"

    "Eu sempre tive um amor ao Caprichoso desde criança. Ia olhar os ensaios lá no Rio Branco, na casa do amigo Luiz Gonzaga. Atrás da casa dele tinha um barracão. Como meu tio morava próximo, meus pais iam visitá-lo e eu aproveitava para dar aquela fugidinha rápida", diz.

    Nascida e criada em Parintins sempre foi apaixonada pela cor azul
    Nascida e criada em Parintins sempre foi apaixonada pela cor azul | Foto: Bruna Oliveira

    Nascida e criada no curral do Caprichoso, Ana conta que a primeira palavra que ensinava para os filhos era o nome do boi azul. Caprichoso fazia parte não só da dona da casa, mas de toda a sua família.

    "Ao invés de falar 'mamãe' era 'Caprichoso' que eles tinham que falar para poder não virarem paro o lado do contrário", revela.

    Ana relembra que ao comprar o enxoval dos filhos, todos tinham a temática do boi, mesmo que a roupa da menina fosse rosa, tinha que ter alguma imagem do boi preto.

    Ana é conhecida internacionalmente pelo amor que tem pelo boi caprichoso
    Ana é conhecida internacionalmente pelo amor que tem pelo boi caprichoso | Foto: Bruna Oliveira

    A filha quando tinha 11 anos, na inauguração do Bumbódromo, teve a honra de levar para o governador a placa representando o boi Caprichoso. Durante mais de 20 anos foi brincante na marujada de guerra do boi. 

    Dona Ana é conhecida intencionalmente como a mulher da casa do boi Caprichoso. Ela relembra com orgulho que sua história foi contada na TV japonesa e em importantes emissoras de rádio e televisão do Brasil. 

    Ana mostra todos os objetos azuis que tem na decoração da casa
    Ana mostra todos os objetos azuis que tem na decoração da casa | Foto: Bruna Oliveira

    Nada de batom vermelho! 

    "Eu acho tudo dor de cotovelo o povo que acha a minha casa exagerada. Principalmente do povo 'Perreché', eu sou eu e o resto é resto", afirma.

    Dona Ana relembra que era chamada de "Maria azul" pela mãe, porque sempre quando ia escolher algo era sempre pela cor do que por outra coisa. 

    Quando trabalhou em escola, conta com carinho que os alunos num esforço de agradá-la confeccionam flores azuis, porque só encontraram flores de outras cores.

    "Olha eu não uso batom, prefiro sair sem maquiagem do que usar de outra cor. Tenho o meu batom azul e é somente ele que uso", diz.

    Vermelho, branco e o coração na testa

    É impossível não notar o amor pelo boi 'Perreché' na casa de Marlene
    É impossível não notar o amor pelo boi 'Perreché' na casa de Marlene | Foto: Bruna Oliveira

    A casa de Marlene Gonçalves da Silva, 70, logo na entrada, é possível notar a preferência pelo vermelho e branco (Garantido). Com fitas, pinturas e esculturas faz convite para quem deseja entrar na casa.

    Gonçalves conta que desde a infância tem paixão pelo boi Garantido. Todas as casas que já morou tinham decoração na cor vermelho e branco do boi.

    Cheia de histórias para contar, dona Marlene relembra as festas da Alvorada
    Cheia de histórias para contar, dona Marlene relembra as festas da Alvorada | Foto: Bruna Oliveira

    Por muitos anos Marlene comandou o 'Bailado corrida', desde o tempo do radialista Zezinho Garcia, o que contabiliza desde a década de 1980. Com duas filhas, Marlene conta com orgulho que casou a filha do homem que faz o boi dançar e evoluir no Bumbódromo.

    "Foi ideia dele de construir a escultura do boi aqui no pátio de casa. Eu não reclamei, pelo contrário, amo meu boi. Detalhe, foi ele quem fez toda a escultura", conta Marlene, a dona da casa vermelha e branco.

    O boi construído está no pátio da casa e quem passa na rua consegue ver a escultura
    O boi construído está no pátio da casa e quem passa na rua consegue ver a escultura | Foto: Bruna Oliveira

    A anfitriã diz que a casa não fica aberta apenas para o público do Garantido, mas que também torcedores do contrário (Caprichoso) fazem questão de conhecer a casa.

    A dona da casa relembra os tempos áureos do boi Garantido
    A dona da casa relembra os tempos áureos do boi Garantido | Foto: Bruna Oliveira

     

    A parintinense enfatiza que apenas faz alguns reparos na decoração da casa, mas que não se desfaz depois do festival. Embora prefira as cores típicas do boi, ainda permite que um objeto ou outro de cores diferentes estejam na casa, mas que se pudesse tudo era vermelho.

    Durante todo o ano a casa fica decorada para o boi
    Durante todo o ano a casa fica decorada para o boi | Foto: Bruna Oliveira

    "Minha casa toda é vermelho e branco, até deixo algo de outra cor entrar, mas meu amor pelo boi 'Perreché' nunca vai acabar. Sou Garantido, vermelho e branco para sempre", diz Marlene, passando as mãos na blusa com o boi vermelho estampado.

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