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    Fake News


    Fake News: notícias falsas na era digital prejudicam a população

    Manchetes sensacionalistas e conteúdos absurdos, espalham ódio e preconceito. Muitas delas chegam ao ponto de prejudicar a população com mentiras até mesmo sobre saúde pública

    Oziete Trindade é jornalista e pós-graduada em Comunicação/Marketing Político
    Oziete Trindade é jornalista e pós-graduada em Comunicação/Marketing Político | Foto: Divulgação

    As fake news, notícias falsas divulgadas pela internet, causam um prejuízo enorme ao jornalismo. Campanhas de alerta já foram lançadas no meio publicitário e um documentário de TV produzido pela GloboNews revelou a verdade por trás dessas mentiras. A força dessa nova “mídia”, sem limites, prejudica a sociedade, a prática do bom jornalismo e causa prejuízos irreparáveis na vida das pessoas.

    Manchetes sensacionalistas e conteúdos absurdos, espalham ódio e preconceito. Muitas delas chegam ao ponto de prejudicar a população com mentiras até mesmo sobre saúde pública.         

    Noticiar mentiras não é novidade. Mas de alguns anos para cá a prática se popularizou com as redes sociais, tornando-se constante principalmente em época de eleições. E a influência desse tipo de conteúdo é mundial.

    O termo fake news ganhou força maior nas eleições de 2016, nos Estados Unidos, com a candidatura de Donald Trump para a presidência. Daí para cá notícias mentirosas tomaram conta do universo digital.  Seja para difamar alguém criando boatos ou apenas reforçar pensamentos. E os constantes acessos a esses sites atraem milhões de seguidores, mas também um bom dinheiro com publicidade digital.   

    Dinheiro fácil    

    Na política a prática dessas notícias acaba por comprometer a democracia; incitando o ódio, gerando conflitos e influenciando opiniões. Quem tem se destacado na produção de notícias falsas é a pequena cidade industrial de Veles, na Macedônia - localizada no sudeste da Europa. Lá os conteúdos mentirosos são elaborados por jovens desempregados que viram na internet a possibilidade de ganhar dinheiro fácil, já que os empregos são escassos e as oportunidades online são diversas.   

    A internet obviamente tem aberto caminhos, mas muitas vezes espinhosos. A possibilidade de emprego se transformou então em ameaça para toda uma sociedade. No Brasil, essa prática vem crescendo muito também entre os jovens. Em outros países, sites de renome mundial e agências de notícias já se se especializaram nessa nova “mídia”. 

    Os mentores são geralmente jornalistas inescrupulosos à procura de ascensão e retorno financeiro. Infelizmente, são esses maus profissionais que prejudicam a prática do bom jornalismo.  

    Vale tudo na internet? 

    Segundo os jovens “veles boys” da Macedônia em entrevista ao documentário da Fake News – Baseado em Fatos Reais da GloboNews, o que acontece hoje é que as notícias são divulgadas com maior velocidade pela mídia. E como a internet é livre, vale tudo.  Mas então como se proteger desse mal? “A receita é simples: checar antes tudo que se lê para não levar a notícia falsa adiante.

    Enquanto existirem leitores desinformados e desatentos as fake news  ganharão ainda mais espaço”, disse um jovem de 19 anos. E foi justamente a falta de informação dos seus seguidores que o fez embolsar uma média de 20 mil euros por mês de publicidade na campanha presidencial dos Estados Unidos.

    O dinheiro ganho valeu para pagar sua faculdade no curso de Gerenciamento de Redes Sociais, na Holanda. Nesse universo de mentiras, enquanto uns são prejudicados outros se beneficiam. Mas será que ele pretende continuar nesse caminho que o fez ganhar fama e dinheiro no universo das fake news? Somente o futuro dirá. 

    Mas fica a dica: checar antes e se manter sempre bem informado é o melhor caminho para não cair nas mentiras virtuais.  

    Oziete Trindade é jornalista, graduada em Comunicação Social com habilitação em jornalismo pela FMU/SP e pós-graduada nível Lato Sensu em Comunicação/Marketing Político pela Fundação Cásper Líbero/SP.  

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