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    Conheça a vida, a verdade e a morte do físico que mudou o tempo

    Stephen Hawking, morto no último dia 14 de março, marcou a história da física, matemática e cosmologia em todo o mundo

    O cientista sofria de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) desde os 21 anos de idade, ocasião em que os médicos diagnosticaram que não viveria mais que dois anos | Foto:

    Manaus - Morreu no último dia 14 o físico britânico, Stephen Hawking, que revolucionou nossa maneira de ver o universo e que figura entre as mentes mais brilhantes da história da humanidade.

    O cientista sofria de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) desde os 21 anos de idade, ocasião em que os médicos diagnosticaram que não viveria mais que dois anos. Essa doença paralisou totalmente seu corpo deixando movimentos em apenas dois dedos e alguns músculos faciais.

    Sofreu a vida inteira até sua morte, aos 76 anos, realizando suas atividades e se comunicando a partir de uma cadeira de rodas adaptada para suas necessidades.

    Hawking foi um grande incentivador e divulgador da astronomia, astrofísica e, principalmente, da cosmologia. Nessa última, buscava explicações para o início, evolução e fim do universo.

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    Nascido em 8 de janeiro de 1942 em Oxford, Reino Unido, Hawking desenvolveu teorias extremamente sofisticadas para explicar o universo, porém, divulgava essas teorias de maneira simples e sem muitas fórmulas matemáticas e físicas para que fossem compreendidas por pessoas simples sem grandes conhecimentos científicos, mas que pudesse ao mesmo tempo, despertar o interesse por essa ciência.

    Tão brilhante se mostrou Stephen Hawking, desde o início de sua carreira na Universidade de Cambridge, que acabou por ocupar o cargo de titular da cadeira Lucasiana de Matemática desta universidade, função esta que teve como um de seus ocupantes, nada mais, nada menos do que sir Isaac Newton, um dos maiores gênios da humanidade.

    Dentre suas contribuições para a Cosmologia, destacam-se a visão de Hawking sobre a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, quando afirma que o espaço – tempo teve início com o Big Bang (explosão colossal que deu início ao universo) e tem um fim nos buracos negros.

    Também afirmou em sua “Teoria das Radiações”, que os buracos negros, regiões do espaço de onde nem a luz consegue escapar, eram capazes de emitir energia e perder matéria.

    Publicou diversas obras, sendo uma das mais famosas “Uma Breve História do Tempo”.

    Hawking nos últimos anos fez diversos alertas para o caminho que as pesquisas na ciência vinham tomando, principalmente para as consequências que poderiam ser nada boas, com relação à inteligência artificial, mudanças climáticas no planeta e a busca frenética por formas de vida fora da Terra. Sobre essa última, alertou que, uma civilização muitíssimo mais evoluída do que a nossa, caso fosse atraída para a Terra, poderia causar o mesmo impacto de quando os europeus chegaram à América em 1492 e causaram o desaparecimento de antigas civilizações nesse continente.

    Com a morte de Stephen Hawking, perde-se um dos maiores ícones da ciência.

     A visão de grandes gênios da humanidade que se destacavam isoladamente parece estar chegando ao fim, uma vez que as grandes descobertas em todos os campos da ciência vêm a cada dia, sendo fruto do trabalho de grandes equipes e envolvendo pesquisadores de diversos países ao mesmo tempo.

    Porém, Stephen Hawking será sempre lembrado como um dos maiores gênios que a humanidade já conheceu. 

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