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    Universidade


    Orientação escolar: a universidade e a ética

    A universidade é a cabeça da nação, é o seu cérebro, é a sua oficina pensante, é a responsável pelo seu progresso

    A ética nas universidades | Foto: Divulgação

    Alguns alunos e amigos, já me perguntaram o que é a Universidade ? Respondo sempre que a universidade é a cabeça da nação, é o seu cérebro, é a sua oficina pensante, é a responsável pelo seu progresso, em suma geradora de líderes tanto na área pública como na privada. É a formadora de futuros governantes, legisladores, juristas, industriais, comerciantes, profissionais liberais etc.

    Pelo lançamento destes na vida social ela, a universidade, não deixa de ter certa responsabilidade tanto na geração de líderes honrados como corrupto. A formação final destas pessoas começa com o seu ingresso na universidade, pois antes elas tiveram a orientação escolar e familiar mas somente ao entrar na universidade elas terão que optar pela sua profissão.

    Geralmente, a que lhe propiciar melhor rendimento pecuniário, sem atentar pela sua real vocação que no final das contas lhe renderá também bons rendimentos mas dependerão naturalmente da sua qualidade de serviço.

    Dos primeiros advém a falta de respeito pelos contribuintes e pelos clientes, na área pública e privada respectivamente. Começamos então a perceber a grande lacuna na ética e na moral dos cidadãos que nos lideram, nas duas áreas, ressalvadas algumas exceções, mas cada vez mais escassas.

    A nação assiste estarrecida diante da corrupção generalizada. Onde se originou tanta falta de respeito pelo bem alheio? Na família, na escola primária? Até pode ser, mas onde a cidadã ou o cidadão recebem orientação e resolvem seguir seus caminhos é na universidade.

    Jovens ainda, ali eles são forjados, cheios de esperanças no futuro, recebem ávidos os ensinamentos básicos de seus mestres para tomar as rédeas da sociedade. Assim a universidade é responsável pela formação de cidadãos honrados, respeitados, verdadeiros, líderes de grande moral, tomados como verdadeiros arquétipos da cidadania, dignos de serem seguidos.

    Não é menos responsável a universidade por lançar na sociedade cidadãos de fácil envolvimento, atraídos pela corrupção desenfreada, surgem os ladrões, mentirosos de alta estirpe, formadores de quadrilhas, vampiros do erário público, modernos gângsteres, enfim pessoas sem caráter e sem a mínima piedade para com os demais, surripiando-lhes as suas esperanças e seus parcos rendimentos.

    Já não bastam os pobres e marginais deste país e agora já surgem outras castas menos favorecidas emergidas dos efeitos da corrupção, tais como os excluídos e os desvalidos, vítimas incontestes desta maldita máfia que se formou nos altos escalões da república assim compreendido, a União, os Estados e os municípios, inclusive as estatais e na área privada os grandes conglomerados.

    Como poderemos pedir a estes menos favorecidos que se comportem como cidadãos dignos, honrados e respeitadores se seus chefes e seus patrões assim não se conduzem? Urge que as cadeiras de ética e moral tenham suas cargas horárias aumentadas significativamente e sua didática revista nas universidades, pois só assim poderemos esperar dias melhores para esta nação.

    O Ministério da Educação, o corpo docente e discente das universidades, inclusive os centros acadêmicos, deveriam estabelecer profundos debates a respeito, procurando o melhor caminho para que a sociedade brasileira sinta que os futuros formandos serão cidadãos bem-intencionados e não uma nova turma de ameaça à sociedade.

    Se o grupo de jovens universitários é imbuído de se comportar na vida futura como cidadãos de respeito como tal, germina aí uma certa fiscalização solidária não só durante a vida universitária como também como colegas no exercício de suas futuras profissões. O repto oferecido é contundente, mas não no sentido de penalizar e sim de conscientizar.

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