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    Carreira e trabalho


    ‘Comunicação não violenta’ e o ambiente de trabalho

    Muitas vezes percebemos que existem problemas de comunicação nas relações entre colaboradores. Quem nunca passou por situações em que precisou rever algumas ações comportamentais? Ou quem nunca viu ou participou de uma fofoca no corredor criticando alguma atitude ou fala do colega ou do chefe?

    Ro Bentes | Foto: Chico Bruno Santos

    A comunicação não violenta (CNV) é um caminho que surge para nos ajudar a nos expressarmos de maneira verdadeira e autêntica, mantendo o respeito por nós mesmos e pelo outro. Sempre o respeito é o divisor de águas de qualquer conexão familiar, pessoal e profissional.

    Por que falar sobre isso? O que é essa comunicação não violenta, como praticá-la?

    A comunicação é o fator-chave para o sucesso de uma empresa, de uma organização, aprimorá-la em todos os aspectos é um desafio das organizações para minimizar as falhas nas relações organizacionais. 

    Muitas vezes percebemos que existem problemas de comunicação nas relações entre colaboradores. Quem nunca passou por situações em que precisou rever algumas ações comportamentais? Ou quem nunca viu ou participou de uma fofoca no corredor criticando alguma atitude ou fala do colega ou do chefe? 

    As dificuldades de conduzir tais situações e solucioná-las para manter os relacionamentos pessoais e profissionais mais saudáveis são problemas com a mesma proporção; isso está muito relacionado com ao Feedback.

    Portanto, a Comunicação Não Violenta é embasada no desenvolvimento das habilidades profissionais e seu propósito é restabelecer as relações e as conexões entre as pessoas, mesmo em condições difíceis e de conflitos, por isso pode ser vista como um processo de humanização profunda.  

    A prática da CNV nos convida a viver com confiança e a introduzir esse sentimento no relacionamento. Tal prática nos permite arriscar dizer o que queremos e ser quem desejamos ser, sem medo da crítica, do deboche, da rejeição ou do abandono.

    A Comunicação Não Violenta tem um conceito um pouco mais amplo. Foi desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall B. Rosenberg e tem como objetivo criar relações melhores entre indivíduos, desenvolvendo nossa capacidade de se comunicar com empatia, estando conscientes das reais necessidades de quem está participando de uma conversa. No ambiente de trabalho, utilizar a CNV significa compreender o que você realmente precisa e sente, assim com os seus colegas, chefes e até clientes.

    Como é possível praticar?

    A CNV nos apresenta e oferece o uso do método sistêmico que envolve a maneira de se expressar e compreender com mais clareza. 

    Nossa linguagem, tanto oral quanto escrita, não é suficientemente efetiva na representação dos nossos sentimentos. Uma prova disso é que às vezes uma simples imagem diz muito mais sobre o que a gente pensa do que textões bem elaborados. 

    Já prestou atenção que as principais causas das demissões não estão ligadas à falta de competência técnica? Na maioria das vezes, estão ligadas a motivos ligados a características emocionais e comportamentais do colaborador.

    Muitos colaboradores têm dificuldades em gerir as próprias emoções e as dos outros. Como resultado, não conseguem trabalhar em um ambiente colaborativo tão bem quanto fazem crer suas habilidades técnicas.

    Dificuldades comportamentais dentro da equipe diminuem a produtividade geral e são difíceis de identificar. Isso está muito relacionado à falta de autoconfiança e de autoestima, por essa razão é preciso praticar e ter mais segurança e solidez interiores, e alimentar a autoconfiança e a autoestima.

    Por onde começar a utilizar a metodologia da CNV? Nas empresas e até mesmo na vida!

    A Comunicação Não violenta não é só mais um conceito, é um método, com um sistema prático e fácil de aplicar e de compreender; tem como base 4 elementos importantes de se trabalhar em um ambiente colaborativo. São eles:

    Observação

    É o ouvir sem julgamento, sobre as ações ou falas da pessoa, ou seja, se basear apenas aos fatos e situações. Uma das formas é mudar a percepção é excluir os adjetivos da fala, ou seja, deixarmos de fazer juízo de valor, apenas compreender o que se gosta ou não no que está acontecendo e no que o outro faz.

    Sentimentos

    Depois de observar, podemos voltarmo-nos para nós mesmos e perceber qual sentimento os fatos estão proporcionando (medo, raiva, frustração, preocupação, tranquilidade…). Permitir-se ser vulnerável para resolver conflitos e saber a diferença entre o que se sente e o que se pensa ou interpreta. É importante não confundir com julgamento.

    Necessidades

    Todos nós temos necessidades básicas e para melhor se comunicar é importante levar em consideração quais são as necessidades que fazem parte da comunicação no momento. Expressando a real necessidade, evitamos conflitos e economizamos tempo com discussões. Segundo o Dr. Marshall, “cada Agressão é uma expressão trágica de necessidades não atendidas”.

    Pedido

    Depois de entendermos melhor o que precisamos, podemos fazer ao outro um pedido claro para que nossas necessidades sejam atendidas. Para que um vínculo de confiança se estabeleça, precisamos comunicar nossas necessidades e pedidos de maneira que as outras se conectem e criem um laço que tornará a interação entre elas menos conflitante. Recomenda-se usar uma linguagem positiva, em forma de afirmação, para fazer o pedido. 

    Aprender a se comunicar é fundamental para o sucesso das relações interpessoais nas empresas. Na vida pessoal, saber se comunicar também facilita o andamento das relações e a manutenção de um canal de comunicação aberto com familiares, colegas e amigos. 

    Precisamos falar mais sobre isso e disseminar essa cultura que inicia em cada uma de nós.

    Rô Bentes é idealizadora e diretora-presidente da North Business School – escola de negócios com foco em empreendedorismo e inovação – e embaixadora da Rede Mulher Empreendedora no Amazonas.

    *Com informações da assessoria 

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