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    Covid-19


    Deixemos a política em quarentena

    Em artigo ao Em Tempo, o deputado federal Marcelo Ramos destaca a necessidade de união nacional para enfrentamento da crise sanitária

    Escrito por Marcelo Ramos no dia 24 de março de 2021 - 09:02

     

    | Foto: Divulgação

    Na maior crise sanitária da história do país, além de vacina, o Brasil precisa de união nacional e de altas doses de sensatez.  Deixemos a política em quarentena. Estamos tratando de vidas e de ajuda às pessoas impactadas pela pandemia.

    Especialistas afirmam que não faltam medicamentos para as UTIs. A Anvisa já organizou a produção e a informação de estoque. O que é inadiável é o Ministério da Saúde implementar uma central nacional de demanda dos hospitais, com a informação da quantidade e prazo de cada Estado e, assim, controlar a compra de forma a coordenar com a demanda de cada um.

    Apresentei um requerimento hoje (23/03) para que o MS crie o que seria um painel atualizado diuturnamente de demandas por medicamentos de UTIs e centralize as compras. A indústria nacional tem produção para atender a demanda, mas não há um controle nacional de demanda. No desespero, Estados compram demais e outros não conseguem comprar. 

    Eu sei o que é a dor de ver parentes desesperados na porta dos hospitais. Profissionais de saúde perdendo seus pacientes por falta de oxigênio e muita gente morrendo em casa por falta de leitos. Uma angústia não conseguir dar respostas necessárias para salvar a vida dos brasileiros. Os amazonenses sabem bem o que é isso.

    Noutra direção, sugiro que os brasileiros acompanhem a reunião que o presidente Jair Bolsonaro realizará nesta quarta-feira, dia 24, com lideranças dos Poderes, e cobrem medidas que tragam resultados rápidos e concretos no combate à Covid, como um plano de vacinação com cronograma exequível para que a população volte a confiar no MS.

    Por fim, recorro às palavras de Stefan Schmuckenschlger, político austríaco do Partido Católico (conservador), em 2016, justificando seu apoio ao candidato do partido verde contra um candidato extremista, no essencial “Como as Democracias Morrem”: “A política de poder tem que ser deixada de lado para fazer a coisa certa”.


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